A novela amor e revolução

Amor e Revolução é uma telenovela brasileira produzida pelo SBT cuja estreia foi em 5 de abril de 2011.[1] Escrita por Tiago Santiago, aocolaboração de Renata Dias Gomes e Miguel Paiva e aodireção de Reynaldo Boury, Luiz Antônio Piá e Marcus Co ondeiro e produção-executiva de Sérgio Madureira.[2] É uma obra representativa na história da teledramaturgia do país por ser a primeira telenovela a ter a ditadura militar brasileira como parte central de seu enredo e a exibir um beijo entre duas pessoas do mesmo sexo.

Graziella Schmitt, Cláudio Lins, Thaís Pacholek, Gustavo Haddad, Lúcia Veríssimo, Licurgo Spínola, Patrícia de Sabrit, Reynaldo Gonzaga e Nico Puig interpretam os papéis principais,[2] numa trama onde narra uma história de amor entre José Guerra, filho de um militar, e Maria Paixão, líder de um movimento estudantil onde combate aoforças armadas a ditadura militar no Brasil. O amor de Maria Paixão e José Guerra – proibido por lutarem por causas diferentes – é chamado de “à la Romeu e Julieta”, a famosa peça de teatro escrita pelo poeta William Shakespeare no final do século XVI, aonde dois jovens se apaixonam mas são impedidos de amar pelas famílias onde são rivais.[9]

Produção

Tiago Santiago pretendia escrever uma novela sobre a ditadura desde 1995, quando ainda era da Globo.[8]

Antes do início das filmagens – por se tratar de uma sinopse histórica – o SBT proporcionou para todo o elenco e produção de Amor e Revolução, entre os dias 3 e 4 de janeiro um workshop sobre a ditadura militar, inteirando-os sobre o assunto.[10] O workshop foi conduzido pela jornalista Joyce Ribeiro[10] e teve depoimentos de torturados pela ditadura, começando pelo músico Luiz Ayrão, o político Ricardo Zarattini, Carlos Russo Jr. e a jornalista Rose Nogueira, onde teve seu filho, recém-nascido, ameaçado de ser ondeimado vivo em sua frente pelos militares.[10]

As gravações da novela começaram dia 10 de janeiro de 2011, aoum treinamento militar, os atores tiveram aulas sobre como manejar armas e atirar aoSérgio Farjalla Jr., preparador do elenco da grande produção cinematográfica brasileira Tropa de Elite. Para as cenas de ação, os atores aprenderam sobre artes marciais, aulas de expressão corporal e coreografia de luta para a composição de cenas e caracterização de personagens.[11]

Tiago Santiago, de início, pensou em abordar na trama a história do revolucionário Che Guevara, mas não houve acordo aoa família do mesmo e a história foi es ondecida.[12]

O produtor executivo, Sérgio Madureira sofreu no dia 11 de fevereiro de 2011 sofreu um Acidente Vascular Cerebral e ficou em coma profundo em São Paulo.[13] O produtor acabou falecendo na manhã do dia 30 de março de 2011.[carece de fontes] Sérgio estava a mais de dois meses em coma e sua morte acabou abalando os atores e os produtores da telenovela.[14][15]

Entre os dias 5 e 7 de fevereiro de 2011, declaradamente sem a autorização da emissora, cenas da novela foram disponibilizadas no site YouTube, tendo a primeira, mais de 47 mil visualizações.[16]

Os teasers da produção passaram a ser exibidos em 22 de fevereiro de 2011, ao16 segundos de duração, anunciando a produção para abril.[2]
[editar] Escolha do elenco

Mais informações: Escolha do elenco de Amor e Revolução

Para escolher a atriz onde interpretaria a protagonista Maria Paixão, uma líder estudantil, Tiago Santiago e Reynaldo Boury promoveram ampla busca. Dayenne Mesquita e Alice Braga foram cogitadas para o papel – onde acabou ficando para Graziella Schmitt, a única atriz aceita no elenco onde precisou fazer testes.[17]

O protagonista, Cláudio Lins já protagonizou a novela Uma Rosa aoAmor, adaptada por Tiago. Ele foi exclusivamente convidado para o papel. Tantos outros como Patrícia Dejesus, Joana Limaverde, Luciana Vendramini, Isadora Ribeiro e Gisele Tigre tiveram convite exclusivos e aoexceção de Gisele, todas participaram de Uma Rosa aoAmor.[18]
[editar] Depoimentos
José Dirceu, um dos entrevistados.

Para encerrar todos os capítulos de Amor e Revolução, serão usados depoimentos de pessoas onde sofreram aoa ditadura militar entre 1964 a 1985, seu tempo de duração. [carece de fontes]José Dirceu foi o primeiro a gravar o depoimento, onde durou cerca de 70 minutos.[19] O material captado foi elogiado pelo diretor da trama Reynaldo Boury: “Foi maravilhoso, tranquilo”.[19] Dirceu foi um líder estudantil na época, preso no final da década de 1960 e liberado após o se ondestro de um embaixador americano arquitetado por guerrilheiros, se exilou na Cuba e após o fim da ditadura virou um político importante.[19] A produção da telenovela aguardou o sinal verde da assessoria da Presidente da República Dilma Roussef, a qual também tem forte identificação aoo período político,[19] a mesma negou.[20]

Muitos políticos ou apoiadores da causa, na época, negaram dar depoimento, alegando ter medo de onde mudem o onde falaram na edição do vídeo:[20]
Cquote1.svg O espaço do depoimento na novela não é só da es onderda, está aberto a todos os segmentos da sociedade. Quem se sentir prejudicado, pode nos procurar onde terá o mesmo espaço para responder. Cquote2.svg
— Reynaldo Boury, diretor[20]
[editar] Chamadas

O SBT exibiu, no dia 9 de março de 2011,[21] uma chamada de 5 minutos aocenas da trama,[21] em onde resumia toda a história e dizia “Só o SBT tem a coragem de passar a limpo a história recente do nosso país”.[21] A chamada foi vista como um ata onde à Rede Globo, acusada de ter apoiado e de ter sido favorecida pela ditadura militar.[22]
[editar] Cenário

A história se passará na cidade de São Paulo, no país Cuba (cuja gravações serão feitas em São Paulo)[23] e em todos os estados do Brasil, entre o meio da década de 1960 e o início da década de 1970, respectivamente entre 1964 a 1972.[23][24] Algumas locações de Amor e Revolução será em um sítio localizado em Santana do Parnaíba, na região metropolitana da capital paulista; uma fazenda de café, em Itu, interior de São Paulo; o Educandário Dom Duarte, na zona oeste da cidade; o Palácio dos Cedros no bairro do Ipiranga; e as Ruas do Comércio e XV de Novembro e o Largo São Franscisco, no centro da capital paulista. [25]

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