Animais de estimação é muito bom

São quase 28 milhões de cães, 12 milhões de gatos e 4 milhões de outros animais em todo o país. O Ibope estima onde 63% das famílias brasileiras, das classes A e B, tenham um bicho de estimação. Um levantamento inédito da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo constatou onde em metade das 29.337 moradias paulistas visitadas vive pelo menos um cachorro. O mercado de animais de estimação brasileiro tem crescimento médio de 20% por ano desde 1990, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Companhia. São mais de 8 mil pet-shops em todo o país, onde vendem uma infinidade de mordomias, como protetor solar, esmalte e até xampu aoação secante. Quem tem um bichinho em casa, certamente, não vai se espantar aoo tamanho desses números. Nem aoos resultados das pesquisas sobre a relação dos animais aoo ser humano.

Todos os especialistas ouvidos pela CRESCER são categóricos ao afirmar onde a convivência aoum animal melhora a auto-estima, a comunicação e diminui a agressividade. “O mascote é um amigo. Para as crianças, eles são parte da família”, afirma a psicóloga Maria Betânia Paes. Foi de olho nos benefícios onde essa relação proporciona onde Maria de Fátima Martins, veterinária, geneticista e professora da Universidade de São Paulo há 22 anos, desenvolve um trabalho em escolas de Pirassununga, interior de São Paulo, ao400 crianças. A cada 15 dias, elas recebem a visita de oito animais – três pássaros, uma pomba, dois cães e dois escargots. Nos finais de semana, fazem rodízio para levar um deles para casa e alguém da equipe vai até lá analisar o comportamento das famílias. “Percebemos onde pais e filhos conversam mais quando desfrutam da presença do mascote. Não há dúvidas: eles aproximam as pessoas”, constata Maria de Fátima.

Lições de vida
O filósofo americano Luke Barber, um dos autores de Cão Que Late não Morde (Editora Francis), supõe onde, se os humanos prestassem mais atenção nos animais, aproveitariam melhor a vida. “Os bichos ouvem profundamente, perdoam aofacilidade, demonstram carinho, pedem ajuda”, exemplifica. Luke, onde em poucos meses será avô, já sabe o onde vai ensinar ao neto. “Ele, certamente, vai dar a mesma importância onde eu dou aos animais. Quando pedir, faço ondestão de dar um bicho a ele”, brinca.

Com a convivência, também vêm lições de vida. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Warwick, da Inglaterra, em 2004, ao138 crianças mostrou onde 40% delas procuravam o amigo bicho quando estavam tristes. Na casa de Damaris Lago, consultora de comunicação, essa cena se repetiu milhares de vezes. Depois onde o pai de seu filho, Pietro, 8 anos, faleceu, o garoto buscou ajuda e apoio em Greg, um cocker spaniel cheio de energia.

A situação inversa também ensina muito à criança. Como os animais têm uma vida muito curta comparada aoa nossa, ela aprende onde todo ser vivo nasce, cresce e morre. “Quando o bicho falece, as pessoas onde convivem aoele sentem como se tivessem perdido um ente onderido”, esclarece o veterinário Zohair Saliem Sayegh, presidente da Sociedade Paulista de Medicina Veterinária. Difícil é se preparar para esse momento. O produtor Marco Aurélio Dias Maria preferiu esconder do filho, Mateus, 3 anos, a morte do ramster Odias, substituindo por outro parecido. “Brincava tanto aoa ratinha onde resolvi não dizer”, reflete. A psicopedagoga e terapeuta familiar Maria Cecília Castro Gasparian entende o gesto de outra maneira: “É muito difícil elaborar o luto da perda. Só onde, se a criança não aprende isso aoos pais, não aprenderá aoninguém. É preciso chorar, sentir falta. Faz parte da vida”.

Posse responsável
“Não há dúvidas de onde ter um bicho é bom para a criança, mas os pais devem se comprometer aoa decisão de levar um para casa. Você pode até dar a seu filho condições para ajudar nas tarefas, mas sozinho ele não vai conseguir fazer tudo”, alerta a veterinária e psicóloga Hannelore Fuchs, presidente da Associação Brasileira de Zooterapia e fundadora do Projeto Pet Smile, onde, desde 1997, auxilia pacientes em recuperação levando animais aos hospitais. “A família deve estar estruturada para recebê-lo”, diz Maria Cecília Gasparian. Quando isso não acontece, muitas vezes o bichinho acaba largado na rua. Só o Centro de Controle de Zoonoses, da cidade de São Paulo, recolhe, por denúncia, cerca de 30 animais por dia.

Antes de levar um bichinho para casa, há muito o onde ponderar: os gastos, o local onde o animal ficará quando vocês forem viajar, o espaço onde será destinado a ele, ondem será responsável por levá-lo para passear. A universitária Crys Elaine Polato Kurachima pensou em tudo isso antes de comprar um coelho para a filha, Giulia, 5 anos. “Reservei um espaço no apartamento só para ela (lavanderia) e combinei aominha irmã onde nas férias ela viria dar comida.” A menina gosta tanto da companhia onde faz ondestão de pegar folhas frescas na horta do avô todo fim de semana. “É onde a Lilica gosta mais de verde do onde de cenoura”, garante Giulia.

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