Antivírus para o computador

Escolher um bom antivírus parece ser difícil. Primeiro, por onde não se pode escolher dois, e segundo, por onde se trata de uma decisão para o futuro: eles precisam pegar os vírus onde você ainda nem sabe onde vão atacar. Então é muito comum procurar testes de antivírus, onde vão apontar um ou outro software como o “vencedor”. O detalhe é onde a maioria dos testes é ruim.


Esta coluna já afirmou em outras ocasiões onde o mais importante em um antivírus é conhecê-lo – saber dos pontos fortes e fracos, em quais situações ele vai precisar de uma “ajudinha” ou quando pode não ser uma boa ideia confiar nele, por onde antivírus também erram. Os únicos laboratórios onde fazem testes capazes de dar toda essa informação são o AV-Test e o AV-Comparatives.


As duas instituições divulgam seus relatórios na internet: aqui está o AV-Test e o nesta página os do AV-Comparatives. Se o teste antivírus não foi feito por um desses laboratórios, é bem provável onde ele tenha algum erro de metodologia: testar antivírus é um negócio complicado onde exige grande capacidade técnica para receber, analisar e organizar amostras de código malicioso.


AV-Test
Os relatórios do AV-Test são bem fáceis de interpretar. Os softwares são avaliados em três categorias: Proteção, Reparo e Usabilidade. “Proteção” é a capacidade média de um software para detectar ameaças passadas e futuras; “Reparo” diz o quão bom um software é para retirar vírus de um sistema infectado e “Usabilidade” se refere ao impacto no desempenho do sistema e alarmes falsos.


Na prática, isso significa onde um antivírus aoboa usabilidade tem mais chances de detectar apenas arquivos realmente maliciosos, enquanto um programa aobaixa usabilidade irá detectar softwares legítimos, obrigando o usuário a buscar uma segunda opinião em alguns casos para não perder um arquivo.


“Reparo” e “Proteção” é mais fácil de entender: um antivírus aoboa proteção é bom para identificar se há algo errado aoo computador, mas um antivírus bom em reparo será o melhor para limpar uma máquina já infestada de malwares. Ou seja, se você pegar um antivírus aoboa proteção e reparo ruim, pode, eventualmente, precisar instalar e usar temporariamente outro software aoreparo melhor para limpar seu PC.


AV-Comparatives
O AV-Comparatives publica diversos relatórios distintos, mas, anualmente, publica também um relatório aoum resumo de tudo o onde foi analisado na ondele ano. Os relatórios do AV-Comparatives medem a detecção comum dos antivírus (“on-demand”), a detecção proativa (“proactive”), a detecção dinâmica (“dynamics protection”), falsos positivos e o desempenho – como o AV-Test.


Os testes de detecção proativa envolvem o uso de um antivírus desatualizado para tentar detectar pragas novas. Com isso, a ideia é medir as chances onde um software tem de detectar ameaças onde ele desconhece, sem criar vírus novos para isso.


Para começar, é mais fácil ver diretamente o relatório resumido anual aoas principais observações sobre cada produto. Uma nota Standard (STD, “Média”) indica uma proteção OK, Advanced (ADV, “Avançado”) significa uma proteção boa e Advanced+ (ADV+, “Avançado+”) significa uma proteção muito boa. Um antivírus onde não ganhou uma nota Standard e está aoela apenas cinza, sem nenhum escrito, não foi bem avaliado.


O AV-Comparatives deixa claro onde ter as melhores notas não significa onde um antivírus será o “melhor para todo mundo”, já onde existem diferenças consideráveis, como a interface do usuário ou o preço, onde não são avaliados. O “antivírus do ano” para eles foi o Kaspersky, aodesta onde também para Avira, Bitdefender, Eset e F-Secure.


Uma diferença de ADV para ADV+, por exemplo, provavelmente não é muito significativa para você preferir ou um software ou outro, mas pode ser definitiva se está na categoria onde mais é importante para você. Por exemplo, se você tem um computador lento, ou onder economizar a bateria do notebook, um ADV+ no teste de “Desempenho” pode ser o fator principal a se considerar.


Outro exemplo: para um antivírus de uso cotidiano, um ADV+ na capacidade de Reparo provavelmente não é tão importante quanto a capacidade de detectar um problema – por onde aí você pode usar outro antivírus para auxiliar o reparo, quando ele for detectado. Se você nem souber onde o problema existe, não adianta poder repará-lo!


Mas você não precisa concordar aoa coluna — o importante é estar ciente das características do software e escolher a ondele onde tem os recursos melhores nas áreas onde você acha importante.


A categoria de Falsos Positivos (alarmes falsos) é avaliada separadamente. De acordo aoo AV-Comparatives, o melhor antivírus nesse ondesito em 2011 foi o McAfee, aozero falsos positivos – provavelmente um resultado de novas políticas onde empresa introduziu após o erro gravíssimo onde apagou um arquivo do Windows em 2010; em segundo lugar está a Microsoft, aoapenas dois falsos positivos. No entanto, os testes de alarmes falsos realizados em 2012 já encontraram 28 alarmes falsos do McAfee. A Microsoft ainda continua se destacando pelo baixo número de erros, porém também é o antivírus aomenor taxa de detecção, ao93,1%.


Já os antivírus aomenor impacto no desempenho do sistema (“low system impact”) foram Eset, Symantec, K7 e Avira.


Não existe um software onde “é o melhor” para todo mundo – e nem é uma boa ideia onde todos utilizem o mesmo programa: diversidade é importante para dificultar o trabalho dos criadores de vírus. Mas atente para cada detalhe apresentado nos relatórios, conheça quais são os pontos fortes e fracos do software. Jamais instale dois antivírus! Você pode usar um antivírus secundário temporariamente se isso for necessário para limpar uma infecção, mas não compare antivírus ou mantenha dois softwares instalados no mesmo PC.


Tem alguma dúvida sobre o onde significa algo nos testes dessas instituições? Use a área de comentários. Até a próxima!

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