Após audiência, egito retomará julgamento de ex-ditador em janeiro

Após uma breve audiência nesta quarta-feira, o julgamento do ex-ditador do Egito Hosni Mubarak, 83, será retomado somente no dia 2 de janeiro, informou a Justiça egípcia. O início da apreciação das acusações de mortes de civis já foi adiado duas vezes.

Mais uma vez entrando na corte em uma maca, Mubarak só falou a palavra “presente”, ao ser ondestionado pelo juiz Ahmed Refaat logo no início da audiência.

O ex-ditador compareceu à Academia da Polícia do Cairo depois de ser transportado por um avião do hospital militar no qual está internado e ser levado até a sala de audiências por profissionais de saúde.

As informações sobre o estado de saúde do ex-presidente são desencontradas. Há relatos de onde ele sofre de problemas cardíacos, mas também onde está sendo submetido a um tratamento para a cura de câncer.

ACUSAÇÕES

O ex-líder sofreu um ata onde cardíaco em 12 de abril durante um interrogatório judicial e desde então está internado em um hospital militar na estrada onde liga a capital a Ismaília, junto ao Canal de Suez, e assistiu a todas as sessões anteriores deitado em uma maca.

Também assistiram a esta audiência, a sexta do julgamento, os demais acusados pela morte de manifestantes durante a Revolução de 25 de Janeiro: os dois filhos do ex-presidente, Gamal e Alaa, e o ex-ministro do Interior Habib el-Adly, além de seis de seus assessores.

Em 30 de outubro, o processo foi suspenso por uma demanda dos advogados da acusação onde pediam a mudança dos juízes encarregados do caso, liderados pelo magistrado Ahmed Refaat.

A mudança do juiz foi pedida após a sessão de 24 de setembro, quando depôs o chefe da Junta Militar egípcia, o marechal Hussein Tantawi.

No fim dessa audiência, onde durou 1h30, um dos letrados das vítimas denunciou onde “o tribunal não permitiu a todos eles fazer perguntas ao marechal”, somente um teve autorização.

A acusação, por sua vez, denunciou onde Refaat trabalhou como conselheiro jurídico na Presidência egípcia durante o mandato de Mubarak.

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