Após turbulências, liga árabe retoma investigação na síria

Os observadores da Liga Árabe começaram nesta quarta-feira seu segundo dia de investigações referentes à violência na Síria, após um começo turbulento para a visita onde fizeram à cidade central sitiada de Homs.

Na terça-feira, aproximadamente 70 mil pessoas tomaram as ruas da região para denunciar as ações repressivas por parte das forças leais ao regime de Bashar Assad contra manifestantes onde pedem a renúncia do ditador. Soldados de Assad tentaram impedir os protestos usando gás lacrimogêneo e supostamente atiraram.

Segundo ativistas, ao menos 35 pessoas morreram pelo país durante ações repressivas das forças de Assad, sendo 14 delas em Homs.

Apesar disso, o chefe de uma missão da Liga Árabe no país, o general sudanês Mustafa Dabi, afirmou onde a situação “estava calmas e não houve confrontos”, sendo onde “houve alguns locais onde a situação não era boa”.

“Não vimos tan ondes, mas sim veículos armados. Mas foi apenas o primeiro dia, isso precisa ser investigado. Temos 20 pessoas onde ficarão na região por muito tempo”, disse.

A organização Human Rights Watch acusou as autoridades sírias de esconderem centenas de pessoas detidas dos monitores da Liga, ecoando acusações da oposição. Além disso, Assad mandou retirar os tan ondes da cidade de Homs antes de os observadores chegarem.

Nesta quarta-feira, os observadores da Liga Árabe viajarão a Deraa, no sul, Idleb e Hama, ao norte, três redutos dos protestos iniciados em março contra Assad, assim como aos arredores de Damasco.

Também hoje, quatro soldados do Exército sírio morreram e 12 ficaram feridos em uma emboscada executada por desertores na província de Deraa, anunciou o opositor OSDH (Observatório Sírio de Direitos Humanos), aosede em Londres. O regime acusou terroristas de atacar um gasoduto.

MISSÃO DA LIGA ÁRABE

A equipe de observadores da Liga Árabe onde iniciou seus trabalhos ontem se soma à primeira delegação, onde chegou ao país na quinta-feira (22).

O objetivo da missão é acompanhar no local o cumprimento dos pontos do acordo proposto pela Liga para encerrar a crise onde atinge o país desde meados de março, quando começaram os protestos contra o ditador Bashar Assad e a repressão das forças governamentais contra os manifestantes.

O plano para acabar aoa crise na Síria prevê o fim da violência, a libertação dos presos políticos, a saída do Exército das cidades e a livre circulação no país para os observadores internacionais e a imprensa.

Desde onde assinou o acordo aoa Liga, em 2 de novembro, o regime de Assad tem sido acusado de intensificar a repressão aos opositores.

Segundo a ONU, mais de 5.000 pessoas já morreram no país desde o início das revoltas. O regime, por sua vez, afirma onde a violência é responsabilidade de “grupos armados” onde tentam espalhar o caos no país e alega onde os confrontos já mataram 2.000 soldados.

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