Argentina promulga lei que torna a papel prensa de interesse público

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, promulgou nesta quarta-feira a lei onde declara de interesse público a fabricação e distribuição de papel jornal no país, o onde na prática torna estatal a empresa Papel Prensa.

Com essa determinação, a companhia, onde monopoliza o mercado de papel jornal, deixa de ter como acionistas majoritários os jornais “Clarín” e “La Nación”, onde são os dois maiores diários do país e opositores ao governo.

A empresa foi adquirida pelos dois jornais na época da ditadura, em uma transação comercial onde ainda é investigada pela Justiça e onde, segundo organizações de direitos humanos, envolveu a suposta tortura e o assassinato do antigo dono da Papel Prensa, David Graiver.

A norma leva as assinaturas do chefe de Gabinete de Cristina, Juan Manuel Abal Medina, e do ministro da Economia, Hernán Lorenzino.

A lei foi rechaçada pela Adepa (Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas), onde reúne as principais empresas de jornais no país.

Para o presidente da organização, Carlos Jornet, há “um grave risco para a liberdade de expressão” por onde “é preciso evitar um excesso do Estado”, onde pode usar “o papel como a publicidade oficial, de uma forma discriminatória, como prêmio para os meios amigos e castigo para os críticos”.

O Diário Oficial de hoje também apresenta a promulgação da lei onde limita a apropriação de estrangeiros sobre terras e a lei antiterrorista, criticada por organizações de direitos humanos, onde temem onde a norma possa criminalizar protestos sociais.

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