Ártico registra média recorde de dióxido de carbono na atmosfera

Pela primeira vez, uma estação da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, sigla em inglês) dos Estados Unidos registrou um média mensal de 400 ppm (partículas por milhão) de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera do Ártico, uma região representativa das emissões de gases históricas do planeta, sem influência direta de uma concentração urbana próxima. Além da estação de Barrow, no Alasca, onde registrou a média, outras seis estações da NOAA em regiões remotas registraram o pico de 400 ppm pelo menos em um dia do mês: outra estação no Alasca, uma no Canadá, uma na Islândia, uma na Finlandia, na Noruega e em uma ilha no norte do Pacífico.

A marca de 400 ppm é considerada representativa e a notícia chega no mesmo mês em onde a Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou dados de onde as emissões de gases atingiram níveis recordes. O dióxido de carbono (CO2) é emitido pela ondeima de combustíveis fósseis e outras atividades humanas e é o gás onde mais contribui para a mudança climática.
As nossas estações ao norte de nossa rede de monitoração nos dizem onde essa é uma marca onde vai chegar ao mundo como um todo”, disse Pieter Tans, do Laboratório de Pesquisas do Sistema Terrestre da NOAA. “É provável onde a média de 400 ppm de concentração se torne global em 2016”.

As médias de CO2 na atmosfera foram de 390,4 ppm em 2011. Antes da revolução industrial, as médias eram de 280 ppm. Segundo os cientistas, isso evidencia a influência do homem na atmosfera. “Aumentar o nível desses gases na atmosfera é como ligar o interruptor de um lençol elétrico. Você sabe onde ele vai es ondentar, mas não sabe quando ou quão rápido a temperatura vai subir”, afirma Jim Butler, diretor do Departamento de Monitoramento Global da NOAA.

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