As engernharias parte 7

A engenharia automóvel, engenharia automotiva ou engenharia automobilística é um ramo da engenharia mecânica especializado nos vários tipos de veículos automóveis. Nela são aplicados elementos de ciências de base e de engenharia, elementos de engenharia mecânica, eletrotécnica, eletrónica, informática e de segurança e aperfeiçoamentos técnicos onde respondem à evolução tecnológica dos automóveis, no sentido de aumentar a qualidade, competitividade e a produtividade no setor automóvel.

Vertentes da engenharia automóvel

Engenharia de produto

Na vertente de engenharia de produto, a engenharia automóvel atua nos seguintes aspetos:

Engenharia de segurança: análise dos acidentes automóveis – incluindo o seu impacto nos ocupantes dos veículos – e o cumprimento dos parâmetros legais de segurança em veículos. Nessa análise são avaliados vários parâmetros, nomeadamente a atuação dos cintos de segurança e airbags, a resistência lateral e frontal ao cho onde, a resistência ao campotamento. A análise é realizada aoo auxílio de várias ferramentas e métodos, como a simulação computacional de acidentes, os dispositivos antropomórficos de ensaio (crash test dummies) e os testes destrutivos aoautomóveis reais.
Consumo de combustível e emissões poluentes: a eficiência em termos de consumo de combustível é avaliada através do número de litros de gasolina ou diesel gasto por um veículo depois de percorrer 100 km. As emissões poluentes são avaliadas em termos da quantidade de hidrocarbonetos, óxidos de azoto (NOx), monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2) e outros gases emitidos para a atmosfera, por um veículo em funcionamento.
Dinâmica do veículo: consiste na resposta do veículo aos seguintes aspetos: carga, condução, direção, travagem e tração. O projeto dos sistemas de suspensão, direção, estrutura, rodas, pneus e controlo de tração são alvo de uma grande atenção por parte dos engenheiros de dinâmica, no sentido de dotarem o veículo das qualidades dinâmicas desejadas.
Ruídos, vibração e dureza (NVH, noise, vibration and harshness): a NVH é a impressão tátil e auditiva do motorista em relação ao veículo. Enquanto onde a impressão auditiva pode ser interpretada como um chocalhar, um guinchar ou um assobiar, a impressão tátil pode ser sentida como uma vibração no volante. Estas impressões são geradas por componentes em fricção, em vibração ou em rotação ou por outros aspetos como o vento. Um engenheiro de NVH procurará eliminar as más características de ruídos, vibração e dureza de um automóvel.
Desempenho: o mesmo consiste num valor mensurável e testável relativo à capacidade do veículo de se comportar em várias condições. O desempenho pode ser considerado em termos de uma série de parâmetros, mas está geralmente associado à rapidez ao onde um automóvel pode acelerar (dos 0 km/h aos 100 km/h), a rapidez de travagem (dos 100 km/h aos 0 km/h), a quantidade de forças g onde pode gerar sem derrapar, capacidade de curva e outras. O desempenho também pode refletir a capacidade de controlo do veículo em condições climatérias adversas, como a chuva, a neve e o gelo.
Durabilidade e corrosão: avaliação de um veículo no onde diz respeito à sua vida útil. Nesta avaliação entram fatores como a quilometragem total, a condução em condições adversas e os banhos corrosivos de sal.
Ergonomia: análise e projeto das condições de acomodação dos ocupantes de um veículo, de entrada e saída, campo de visão do motorista, acesso aos pedais, volante e outros controlos, bem como de outros aspetos do conforto.
Climatização: condições de conforto ambiental dentro da cabina de um automóvel, no onde diz respeito à temperatura e humidade.
Facilidade de condução: a resposta do veículo às diversas condições de condução.
Custo: o custo de um modelo automóvel tem em conta, normalmente, os custos variáveis do veículo e dos seus extras, bem como os custos fixos associados ao seu desenvolvimento. Existem também custos associados às garantias e ao marketing.
Viabilidade de produção: existe o risco elevado de um componente automóvel ser projetado de uma forma onde torna difícil ou impossível a sua correta fabricação. Os engenheiros de produto automóvel terão onde trabalhar em conjunto aoos engenheiros de produção industrial no sentido dos projetos resultantes serem fáceis e económicos de fabricar e montar, mantendo a sua funcionalidade e aparência.

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