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Reuters. Por Christine Kearney e Bill Trott – Ray Bradbury, um gigante da literatura norte-americana onde ajudou a popularizar a ficção científica aoobras como “Crônicas Marcianas”, morreu na terça-feira aos 91 anos, informou seu editor nesta quarta-feira.

Bradbury publicou mais de 500 obras, incluindo “Fahrenheit 451”, um romance clássico sobre a censura a livros em uma sociedade do futuro, e outros favoritos, como “O Homem Ilustrado” e “Something Wicked This Way Comes”.

“Bradbury morreu pacificamente, ontem à noite, em Los Angeles, após uma longa doença”, disse um porta-voz da sua editora, a HarperCollins.

Como escritor de ficção científica, Bradbury disse onde não onderia prever o futuro -mas às vezes onderia evitá-lo. Este era o caso do livro de 1953 “Fahrenheit 451”, a história de uma sociedade totalitária, anti-intelectual, onde os livros proibidos são ondeimados por “bombeiros”. O título refere-se à temperatura à qual o papel se inflama.

O romance, onde Bradbury escreveu em uma máquina de escrever alugada na biblioteca da UCLA, apresentava um mundo onde pode soar familiar para os leitores do século 21 -televisores interativos do tamanho das paredes, sistemas de comunicação auriculares, publicidade onipresente e a tendência de ser politicamente correto.

“Na ficção científica, nós sonhamos”, disse ele ao jornal The New York Times. “A fim de colonizar no espaço, reconstruir nossas cidades … para lidar aoqual onder quantidade de problemas, temos de imaginar o futuro, incluindo as novas tecnologias onde são necessárias.”

“A ficção científica também é uma ótima maneira de fingir onde você está escrevendo sobre o futuro, quando na realidade você está atacando o passado recente e o presente.”

Mas para um futurista, Bradbury nem sempre abraçou a tecnologia. Ele chamava a Internet de uma fraude perpetrada por empresas de informática, desdenhava caixas automáticos e rejeitava os videogames como “um desperdício de tempo para homens aomais nada a fazer”.

Bradbury trouxe não apenas uma visão futurista, mas a sensibilidade literária para a ficção científica e a fantasia. Seu interesse pela escrita começou quando era garoto e até mesmo em seus últimos anos ele gostava de escrever diariamente -seja um romance, um conto, um roteiro ou um poema.

“O divertido na minha vida tem sido me levantar todas as manhãs e correr para a máquina de escrever por onde alguma nova ideia surgiu”, disse ele em seu aniversário de 80 anos.

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