Avaliação neurológica

AVALIAÇÃO DAS PUPILAS:

• Simetria: isocóricas ou anisocóricas
• Tamanho: mióticas ou midriáticas
– medição feita através do pupilômetro: 1 a 8mm
– Diâmetro pupilar normal de 2-5mm
• Reflexo Corneano: presente ou ausente
• Reflexo Fotomotor: reagentes ou não
– Fotorreagência direta e indireta
As reações pupilares, constrição e dilatação, são controladas pelo SN Simpático (contrai o músculo dilatador da pupila – midríase 6-8mm) e Parassimpático (contrai fibras constritivas da pupila – miose 1-2mm)

AVALIAÇÃO DAS RESPOSTAS MOTORAS:

Avaliar: tônus e força normal, parestesia, paresia ou plegia, flexão anormal (posição de decorticação), extensão anormal (posição de descerebração), ausência de respostas
– Decorticação: lesão ou disfunção abaixo do córtex, região diencefálica
– Descerebração: lesão ou disfunção na região mesencefálica ou parte superior da ponte
– Arreflexivo: injúria do tronco cerebral atingindo área inferior ou bulbar

PROVAS DE AVALIAÇÃO DO SISTEMA MOTOR:

– PROVA DE ROMBERG: paciente em posição vertical, aoos pés juntos, olhando pra frente por alguns segundos. Após, pede-se onde feche os olhos. Deve apresentar equilíbrio. A falta de equilíbrio pode indicar labirintopatias e polineuropatias periféricas. Nas lesões cerebelares o paciente não consegue ficar em pé (astasia) ou o faz aodificuldades (distasia).

– PROVA DE BRUDZINSKI: paciente em posição dorsal, fazer flexão da cabeça. O mesmo deverá manter os MsIs relaxados. Fletir os MsIs é sinal de lesão meníngea.

– PROVA DE LEWINSON: ao encostar o ondeixo no tórax aoa boca aberta, o paciente não deve apresentar rigidez de nuca. A rigidez é indicativo de meningite ou hemorragia meníngea.

– PROVA DE KERNIG: decúbito dorsal, flexionar uma das coxas (ângulo de 90°) sobre o quadril e após a perna sobre o joelho. O paciente não deve apresentar dor ou resistência ao longo do trajeto do nervo ciático. Se presente, sinal de meningite ou hemorragia subaracnóide.

– PROVA DE LASÉGUE: posição dorsal ao fletir (30° de elevação) a coxa sobre o quadril o paciente não deve apresentar dor. Dor na face posterior da coxa indica comprometimento de raiz nervosa.

– PROVA DEDO-NARIZ: paciente em pé, olhos fechados, braços em extensão e abdução. Solicitar onde leve o dedo até o nariz alternadamente. Se não conseguir é sinal de disfunção cerebelar.

REFLEXO MOTOR:

– REFLEXO OCULOCEFÁLICO: realizado em pacientes aoalterações de nível de consciência. Gira-se a cabeça pro lado es onderdo e os olhos giram pro lado direito. É indicativo de tronco cerebral intacto. Movimentos assimétricos, desconjugados ou ausentes é sinal de disfunção de tronco cerebral. NÃO REALIZAR EM PACIENTES COM FRATURA DE COLUNA

– REFLEXO CALCÂNEO PLANTAR (BABINSKI): estimulação da região plantar no sentido póstero-anterior. A resposta normal é representada pela flexão dos dedos. A extensão do hálux caracteriza lesão de via piramidal ou cortico-espinhal.

– REFLEXO OCULOVESTIBULAR: instilação de água gelada (50mL) contra a membrana timpânica íntegra, aocabeceira elevada 30°. Teste utilizado para constatação de morte encefálica.

– REFLEXOS TENDINOSOS: estimulação aomartelo nas seguintes regiões:
* Reflexo Aquileu: tendão calcâneo – flexão do pé
* Reflexo Patelar: tendão patelar – extensão da perna
* Reflexo Flexor dos Dedos: face anterior do punho – flexão dos dedos das mãos
* Reflexo Triciptal: tendão distal do tríceps – extensão do antebraço
Arreflexia ou Hiporreflexia: poliomielite, neuropatia periférica
Hiperreflexia: lesões da via piramidal (AVE, tumor, trauma)
Reflexo patelar pendular: lesão de cerebelo

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