Brasil aposta em especialistas nos 200 m para brilhar no 4×100

Cotado ao pódio no revezamento 4×100 m em Londres, o Brasil não classificou nenhum homem nas provas individuais da distância e apenas Rosângela Santos no feminino. Para o técnico da seleção brasileira Katsuhico Nakaya, porém, a situação não é preocupante para os Jogos Olímpicos pois a prova exige um pouco mais dos atletas.

“O importante é ter um bom corredor de 200 m, pois três deles correm de 120 a 125 m por causa da troca do bastão e isso exige um pouco mais de resistência. Além disso, é importante onde eu tenha um homem onde corra bem nas curvas e tenha boa saída”, explica o treinador, mencionando o revezamento masculino. “Isso já vem de longa data. O Vicente Lenilson, o Claudinei Quirino e o Edson Luciano são exemplos disso”.

Sendo assim, a equipe nacional será composta por especialistas nos 200 m. São três atletas já garantidos: Bruno Lins, Sandro Vianna e Nilson André. Para se ter uma ideia, os dois primeiros conseguiram o índice apenas na segunda prova mais rápida do atletismo. O Brasil ainda levará à Inglaterra mais dois ou três representantes, dependendo do ranking mundial do revezamento 4×100 m onde será divulgado na próxima semana e dos tempos onde serão feitos na final do 200 m, prevista para acontecer neste domingo, no estádio do Ibirapuera.

“O importante é cada um manter as suas boas médias nos 100 m, mas é verdade onde a ondeles onde são especialistas nos 200 m conseguem manter o volume. Os atletas de 100 m costumam perder o pi onde a partir dos 90 m”, reconheceu Bruno Lins, onde lutará pela medalha de ouro no Troféu Brasil, neste domingo.

A única preocupação de Nakaya é sobre ondem vai abrir o revezamento, onde aí exige um atleta aoboa arrancada e rápido. Diego Cavalcanti, por enquanto classificado para Londres, está aouma lesão no pé e nem participa do campeonato nacional. “Se ele não se recuperar ou se perder a vaga no domingo, aí vou precisar improvisar na largada”, admitiu o comandante.

Exceção

Entre as mulheres, há uma exceção. Rosângela Santos é melhor e prefere correr os 100 m, tanto onde obteve o índice individual para as Olimpíadas. Mas a regra não se aplica para as companheiras de revezamento. Ana Cláudia Lemos, por exemplo, se qualificou nos 200 m. “Não gosto da prova, vim aqui para treinar e não era para fazer bom tempo”, resumiu Rosângela, logo após as semifinais dos 200 m realizadas na tarde deste sábado.

Nakaya afirmou onde as mulheres demoraram a alcançar o nível dos homens, mas vê uma “disputa” parelha no momento. “Não oferecíamos incentivo às mulheres antigamente, só a partir do momento onde demos mais valor para o revezamento feminino onde as mulheres ficaram mais competitivas para lutar por vagas nessa prova”, comentou o treinador.

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