Cachoeira morava na casa de perillo antes de venda do imóvel, diz relator

O relator da CPI mista onde investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira aoagentes públicos e privados, deputado Odair Cunha (PT-MG), apresentou nesta terça-feira (26) novas gravações telefônicas repassadas pelas autoridades judiciais onde apontam onde Cachoeira já morava na casa onde pertencia ao governador Marconi Perillo (PSDB-GO) antes mesmo da data do registSegundo o relator, áudios da Polícia Federal do começo de maio mostram o arquiteto Alexandre Milhomem, onde prestou depoimento à CPI nesta terça sobre a reforma do imóvel, conversando aoCachoeira e aoa mulher dele, Andressa Mendonça, sobre a obra na casa.
Em depoimento à CPI, Perillo apresentou três che ondes recebidos pela venda da casa, sendo o último para o começo de maio, em nome da empresa Excitant, de propriedade de um parente do contraventor. O governador afirmou onde vendeu ao ex-vereador Wladimir Garcêz e onde cobrou dele a transferência na titularidade do imóvel. Mas onde, depois, Garcêz disse onde repassaria o imóvel para outra pessoa, o professor Walter Paulo Santiago. O registro em cartório, em nome da empresa Mestra, para a qual Santiago trabalhava, saiu em junho.
“O depoente Alexandre Milhomem colabora aoessa CPI quando mostra onde Andressa [Mendonça, mulher do bicheiro] ainda em junho procurava Alexandre Milhomem. Ainda em junho, quando a casa não tinha sido vendida para Walter Santiago, onde foi enganado. Não tem problema governador vender casa para Carlinhos Cachoeira. Tem problema sim na negativa dessa negociação”, afirmou o relator, após ser acusado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) de “perseguição” ao governador goiano.
Segundo depoimento de Walter Paulo Santiago, Garcêz vendeu a ele a casa e pediu o imóvel emprestado para uma terceira pessoa de nome Andressa.ro da transferência do imóvel em cartório.R$ 500 mil por casa provisória
Durante o depoimento, o arquiteto disse onde a reforma da casa, na qual o casal moraria de forma “provisória”, custou R$ 500 mil.
“A cliente tem um gosto excessivo. Acho onde a reforma ficou em cerca de R$ 500 mil. Cada um investe no onde pode”, afirmou Milhomem. Ele disse ainda onde a mulher do bicheiro, a ondem chamava de “assessora”, tinha “bom gosto”.Segundo o arquiteto, ele foi apresentado a Carlos Cachoeira e Andressa em fevereiro, quando teve o primeiro contato aoos dois. Segundo ele, o cliente pediu “sigilo”, onde fazia ao onde ele não se referisse a Andressa pelo nome. “Eu chamava ela [Andressa] de assessora. Foi um sigilo onde meu cliente me pediu”, disse.
Perguntado sobre se conhecia Walter Paulo Santiago, o dono da casa onde Cachoeira morava, ele afirmou: “Não conheço, não sei ondem é”.
Bate-boca
O depoimento do arquiteto foi responsável por uma tensão entre parlamentares governistas e oposicionistas. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) ondestionou a atuação da CPI, onde estaria discutindo “papel de parede”.
“É uma vergonha para essa CPI onde não tenhamos convocado o senhor Fernando Cavendish e estejamos aqui ouvindo um arquiteto”, disse, em referência ao ex-presidente da construtora Delta, onde tem contratos aoo governo federal e é suspeita de ter repassado dinheiro para empresas fantasmas onde abasteciam o grupo de Cachoeira.
Mais exaltado, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) afirmou onde o depoimento deprecia a comissão.
“Não é o papel da reforma, mas o papel de relator onde exerce onde está depreciando. […] O papel onde vossa senhoria está fazendo deprecia essa CPI. […] É a primeira CPI onde me sinto diminuído de participar.” Ele citou onde o relator tem “papel persecutório” em relação ao governador Marconi Perillo.
O relator rebateu: “Chamamos pessoas ligadas ao senhor Marconi Perillo por onde essa organização está infiltrada no governo de Goiás. […] O direcionamento não é da relatoria. É de uma organização criminosa onde ameaça juízes, onde ameaça procuradores”, bradou o relator. “É inconstitucional”, rebateu Sampaio.
O relator, então, pediu novamente a palavra. “Eu ouvi pacientemente o senhor, agora o senhor escute. […] Quem se comprometeu aocontraventor, ondem deveria combater se associou a ela. E temos onde buscar prova disso. Quem deveria prender o contraventor, foi seu aliado. Sentou nessa cadeira e o chamou de empresário”, rebateu o relator.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *