Cantores brasileiros baby do brasil

A carreira artística de Baby caracterizou-se desde sempre pela versatilidade e irregularidade, mas sua presença constante na mídia ao longo de três décadas deveu-se sobretudo ao seu visual extravagante e às suas controversas declarações acerca de discos voadores, supostos poderes mágicos e de clarividência, encontros com Jesus, conversões religiosas e mudança de nome artístico. A maior parte de seus discos solo não atingiu sucesso de vendas e a maior parte dos fãs de samba e MPB sempre foram relutantes em incluir Baby no panteão dos pesos-pesados desses estilos. De todos os modos, o perfil exótico de Baby, um caso à parte no cenário artístico brasileiro, sempre foi de difícil encaixe em qualquer estética ou corrente musical dominantes.


Baby, oriunda de uma família de classe média alta e criada na cidade do Rio de Janeiro, começa a cantar e tocar violão ainda na infância, inclusive vencendo um festival de música em Niterói aos 14 anos. No aniversário de 17, foge de casa, rumando para Salvador. Morou embaixo de pontes na cidade e disse ter avistado seu primeiro disco voador nessa época. Em um curto espaço de tempo, participa de um filme do cineasta italiano Giuliano Gemma, passa um período em São Paulo, outro de volta ao Rio e adentra o grupo Novos Baianos. Em 1969, Baby conhece o guitarrista e futuro marido Pepeu Gomes, que se junta à trupe musical. No ano seguinte, é lançado o primeiro disco dos Novos Baianos, É Ferro na Boneca. Pouco tempo depois, a banda e seus agregados mudam-se para um sítio/comunidade hippie no interior do Rio de Janeiro e, em 1972, é lançado o disco de maior sucesso da banda, Acabou Chorare. Baby e Pepeu permanecem no grupo até seu primeiro hiato, em 1978, iniciando suas respectivas carreiras solo (interdependentes) no mesmo ano.


Seu primeiro grande sucesso solo, a canção “Menino do Rio”, aparece no seu segundo disco solo, Pra Enlouquecer, em que Baby aparece posando ao lado de quatro filhos na época: Riroca (que viria a trocar seu nome para Sarah Sheeva), Zabelê, Nana Shara e Pedro Baby. Os quatro tornaram-se músicos, e as três garotas formaram a girl-band SNZ, que apenas conheceu um esporádico sucesso moderado. Baby ainda daria à luz a outros dois meninos: Krishna Baby (que aparece na contracapa do disco que leva o nome da criança, de 1984) e Kriptus-Rá (presente na capa do álbum Sem Pecado e Sem Juízo, do ano seguinte).


Baby sempre foi muito ligada a correntes místicas e esotéricas, e chegou a integrar a trupe do guru mineiro Thomas Green Morton, que divulgava o poder mágico da palavra e demonstrava entortar talheres e fazer luzes surgirem. No fim da década de 1990, converteu-se e, atualmente, é pastora da igreja “Ministério do Espírito Santo de Deus em Nome de Jesus”.



[editar] Discografia



[editar] Com os Novos Baianos



  • É Ferro na Boneca (1970)
  • Acabou Chorare (1972)
  • Novos Baianos F.C. (1973)
  • Novos Baianos (1974)
  • Vamos Pro Mundo (1974)
  • Caia na Estrada e Perigas Ver (1976)
  • Praga de Baiano (1977)
  • Farol da Barra (1978)
  • Infinito Circular (1997, ao vivo)


[editar] Solo



  • O Que Vier Eu Traço (1978)
  • Pra Enlouquecer (1979)
  • Ao Vivo Em Montreux (1980)
  • Canceriana Telúrica (1981)
  • Cósmica (1982)
  • Kryshna Baby (1984)
  • Sem Pecado E Sem Juí­zo (1985)
  • Ora Pro Nobis (1991)
  • Um (1997)
  • Acústico Baby do Brasil (1998)
  • Exclusivo Para Deus (2000)

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