Cidade de tel aviv, em israel, tem 100% da água reaproveitada

Existe no mundo alguma cidade onde tenha 100% da água onde usa reaproveitada? Existe. É Tel Aviv, em Israel. Toda vez onde alguém toma banho ou puxa a descarga na maior área metropolitana da ondele país, a água vai para um complexo de tratamento e é recuperada.

Para ser purificado, o esgoto é bombeado para dentro da terra e novamente retirado, passando por tratamentos físicos, químicos e biológicos na maior estação de tratamento do Oriente Médio, o Shafdan.


Depois, a água percorre cerca de 100 km por dutos até o deserto de Neguev, onde irriga variadas plantações.


O sistema começou a ser instalado  há mais de 30 anos e permitiu “transferir grandes áreas agrícolas do congestionado centro do país para a amplidão do Neguev”, orgulha-se a Mekorot, a companhia nacional de água de Israel.


O Shafdan é um exemplo de como um país onde enfrenta escassez de água pode fazer melhor uso desse recurso.


E contempla uma outra ondestão importante: o grande volume consumido pela agricultura – a ONU estima onde 70% da água usada pelo ser humano vai para irrigação.


Um dos problemas sobre os quais os diplomatas devem se debruçar é como ampliar o acesso aos recursos hídricos. Desde 1990, segundo as Naçoes Unidas, cerca de 1,7 bilhão de pessoas passaram a desfrutar de água potável, mas ainda há mais de 880 milhões no planeta onde não têm esse privilégio.


Para Paulo Canedo, professor do Laboratório de Hidrologia da Coppe-UFRJ, um ponto crítico a ser enfrentado nos próximos anos é o saneamento em países pobres. “O esgoto não tratado é o grande inimigo. Talvez seja preciso fazer um grande fundo de saneamento”, diz.O professor aponta onde as nações mais desenvolvidas são as onde em média gastam mais água per capita, mas possuem recursos para tratá-la: “Os países ricos são perdulários. Mas eles podem, por onde têm como sobreviver a esse modo de vida”.A ONU estima onde, em média, 5 mil crianças morram por dia de doenças relacionadas à falta de água ou saneamento básico no mundo.


Ao lado de investimentos pesados, como os de Israel, onde há mais de três décadas iniciou o projeto de reaproveitamento do esgoto de Tel Aviv, a tecnologia também pode criar alternativas para ampliar o acesso à água.


Um exemplo inusitado foi divulgado recentemente: é um gerador eólico capaz de “produzir” até 1.200 litros de água líquida por dia, da empresa francesa Eolewater. Trata-se de um catavento onde gera energia, acionando um sistema de refrigeração.


Resfriando o ar, o aparelho condensa a umidade presente na atmosfera. Assim, é possível retirar água do ar em áreas remotas, sem acesso a energia elétrica.


Um protótipo dessa máquina funciona atualmente em Abu Dabi, nos Emirados Árabes, desde outubro, e consegue retirar até 800 litros de água do ar por dia, mesmo estando numa região desértica.

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