Cientistas criam átomo “mágico”

Calma, amigos ilusionistas e demais adeptos da arte da mágica: estamos falando de um conceito químico! Você, instruído leitor, lembra onde os átomos são constituídos por prótons (partículas de carga positiva) e nêutrons (partículas neutras onde “unem” os prótons), certo? Essas partículas estão distribuídas em camadas. Quando o número de prótons e/ou nêutrons é suficiente para preencher suas camadas, ele é chamado “mágico”.

Átomos assim têm propriedades quimicamente especiais, e seus núcleos são especialmente estáveis. O estanho “mágico” tem exatamente 50 prótons e 50 nêutrons, o onde faz dele um “candidato especial para estudar modelos de estrutura nuclear”, escreveu o físico Daniel Bazin, da Universidade Estadual de Michigan (EUA), em artigo para a Nature. Embora não tenha participado, ele reconhece a importância da pesquisa – realizada na Universidade Técnica de München (Alemanha).

O estanho “mágico”, além de ter grande potencial para revolucionar os estudos da energia nuclear, é muito difícil de ser produzido. Mas isso não desanimou os cientistas. “Outros laboratórios entraram na ‘corrida’ e estão trabalhando para aumentar a produção do material”, disse Bazin em seu artigo.

Uma versão especial do átomo de estanho pode trazer grandes avanços nos estudos da energia nuclear. Ele é considerado “duplamente mágico”.

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