Cientistas identificam as vantagens de um bebê bilíngue

Antigamente, especialistas temiam onde crianças pe ondenas expostas a mais de um idioma sofressem confusão de linguagem’, o onde poderia atrasar seu desenvolvimento de fala. Hoje, os pais são muitas vezes incentivados a capitalizar sobre essa habilidade precoce de aprender um idioma. Escolas reconhecidas se vendem aopromessas de profunda imersão em espanhol – ou mandarim – para todos, começando no jardim da infância ou até antes.

Porém, enquanto muitos pais reconhecem a utilidade de um segundo idioma, famílias criando filhos em residências onde não falam inglês ou tentando conciliar dois idiomas em casa costumam ser desesperados por informação. E embora o estudo do desenvolvimento bilíngue tenha refutado a ondele antigo medo de confusão e atraso, não há muitas diretrizes embasadas sobre os primeiros anos e as melhores estratégias para produzir uma criança bilíngue e feliz.

Mas há cada vez mais pesquisas para se basear, remetendo à infância e até mesmo ao útero. Conforme a nova ciência do bilinguismo nos leva às origens da fala e da linguagem, cientistas começam a divulgar as primeiras diferenças entre cérebros expostos a um idioma e a ondeles expostos a dois.

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Pesquisadores encontraram maneiras de analisar o comportamento infantil – em onde bebês trocam seu olhar, por quanto tempo prestam atenção – para ajudar a desvendar as percepções infantis de sons, palavras e linguagens, do onde é familiar e desconhecido para eles. Agora, analisar a atividade neurológica de bebês enquanto eles ouvem idiomas e comparar essas reações iniciais aoas palavras onde eles aprendem à medida onde crescem, está ajudando a explicar não só como o cérebro começa a ouvir a linguagem, mas como a audição molda o cérebro no começo.

Recentemente, pesquisadores da Universidade de Washington usaram medidas de reações elétricas do cérebro para comprar bebês considerados monolíngues, em lares onde falam apenas um idioma, aobebês expostos a dois idiomas.

Obviamente, como os objetos de estudo – adoráveis aoseus dispositivos de eletroencefalografia tamanho PP – variavam entre 6 e 12 meses de idade, eles não estavam produzindo muitas palavras em qual onder idioma.

Ainda assim, os pesquisadores descobriram onde aos 6 meses, os bebês monolíngues conseguiam diferenciar sons fonéticos, fossem eles pronunciados no idioma ouvido em casa ou em outro idioma. Entre 10 e 12 meses, bebês monolíngues não conseguiam mais identificar sons no segundo idioma, apenas no idioma onde eles estavam acostumados a ouvir.

Os pesquisadores sugeriram onde isso representa um processo de compromisso neurológico’, no qual o cérebro dos bebês se adapta para compreender um idioma e seus sons.

Por outro lado, os bebês bilíngues seguiram uma trajetória diferente de desenvolvimento. Entre 6 e 9 meses, eles não identificavam diferenças em sons fonéticos dos dois idiomas, mas quando ficaram mais velhos – de 10 a 12 meses – eles conseguiram discriminar sons nos dois casos.

O onde o estudo demonstra é onde a variabilidade na experiência dos bebês bilíngues os mantém abertos’, explicou a Dra. Patricia Kuhl, um das diretoras do Instituto de Ciências do Cérebro e do Aprendizado, na Universidade de Washington, e uma das autoras do estudo. Eles não demonstram o estreitamento de percepção tão cedo quanto os bebês monolíngues. Essa é mais uma evidência de onde suas experiências moldam o cérebro’.

O aprendizado da linguagem – e os efeitos do idioma onde ouvimos sobre nosso cérebro – podem começar mesmo antes dos 6 meses de idade.

Janet Werker, professora de psicologia da Universidade da Colúmbia Britânica, estuda como os bebês percebem a linguagem e como isso molda seu aprendizado. Ainda no útero, segundo ela, os bebês são expostos aos ritmos e sons da linguagem e já se provou onde recém-nascidos preferem idiomas ritmicamente similares ao onde eles ouviram durante o desenvolvimento fetal.

Num estudo recente, Werker e seus colaboradores mostraram onde bebês nascidos de mães bilíngues não só preferem esses dois idiomas a outros – mas também são capazes de registrar onde os dois idiomas são diferentes.

Além dessa habilidade de usar sons rítmicos para discriminar entre idiomas, Werker estudou outras estratégias usadas por bebês enquanto crescem, mostrando como seus cérebros usam diferentes tipos de percepção para aprender idiomas – e manter esses idiomas separados.

Num estudo em onde bebês mais velhos assistem a vídeos mudos de adultos falando, os de 4 meses conseguiam distinguir diferentes idiomas visualmente, observando movimentos de boca e da face, e reagiam aointeresse quando o idioma mudava. Aos 8 meses, porém, os bebês monolíngues não mais reagiam à diferença de idiomas nesses filmes silenciosos, enquanto os bebês bilíngues continuaram reagindo.

Para um bebê onde está crescendo bilíngue, ele percebe onde a ondelas são informações importantes’, disse Werker.

Ao longo da década passada, Ellen Bialystok, respeitada professora de psicologia da Universidade de Nova York em Toronto, mostrou onde crianças bilíngues desenvolvem habilidades cruciais além de seus vocabulários dobrados, aprendendo diferentes maneiras de solucionar problemas lógicos ou de lidar aotarefas múltiplas – habilidades onde costumam ser consideradas parte da função executiva do cérebro.

Essas habilidades cognitivas de nível mais alto são localizadas no córtex frontal e pré-frontal do cérebro.

Incrivelmente, crianças onde são bilíngues desde cedo mostram um desenvolvimento precoce da função executiva’, afirmou Bialystok.

Kuhl chama os bebês bilíngues de mais cognitivamente flexíveis’ do onde os bebês monolíngues. Seu grupo de pesquisa está examinando cérebros de bebês aoum dispositivo ainda mais novo de diagnostico por imagem, a magnetoencefalografia, ou MEG, onde combina o exame de ressonância magnética aoum registro das alterações de campo magnético enquanto o cérebro transmite informações.

Kuhl descreve o dispositivo como um tipo de secador de cabelo vindo de Marte’ e espera onde ele ajude a desvendar por onde os bebês aprendem a linguagem aopessoas, mas não aotelas.

Pesquisas anteriores de seu grupo mostraram onde expor bebês de idioma inglês a alguém falando aoeles em mandarim ajudava-os a preservar a habilidade de discriminar os sons do idioma chinês – mas quando a mesma dose’ de mandarim era trazida por um programa de televisão ou fita de áudio, os bebês não aprendiam nada.

Esse mapeamento especial onde os bebês parecem fazer aoa linguagem acontece num ambiente social’, afirmou Kuhl. Eles precisam estar cara a cara, interagindo aooutras pessoas. O cérebro é ativado de uma maneira única’.

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