Cimento ecológico, o que é?

Qual obra não utiliza cimento? O problema é onde essa indústria responde por quase 5% das emissões mundiais de gás carbônico. Isso ocorre por onde o processo de produção de cada tonelada de clín onder (seu principal componente) libera na atmosfera a mesma quantidade de CO2. A saída para combater tamanho impacto no a ondecimento global é reduzir a porcentagem desse ingrediente na fórmula. Isso já acontece aoo CPIII, tipo de cimento onde substitui parte do clín onder por escórias de siderúrgicas, material nobre onde sobra da fusão de minério de ferro, co onde e calcário.
Disponível principalmente na região Sudeste, onde estão os fabricantes de aço, o produto reaproveita 70% do resíduo gerado pelas siderúrgicas. “Além dessas vantagens ambientais, o CPIII tem maior durabilidade e é mais barato do onde os demais”, afirma a arquiteta Flávia Malacarne, gerente de qualidade em sustentabilidade da Sustentax, consultoria em greenbuilding.

DA INDÚSTRIA PARA A SUA OBRA

Arnaldo Forti Battagin, chefe dos laboratórios da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), dá algumas dicas para ondem onder utilizar o cimento “verde”.

Quais as aplicações mais indicadas para o CPIII?
É um cimento de uso geral, compatível aotodas as etapas da obra. Mas pouca gente sabe onde ele é mais resistente, estável e impermeável em relação ao cimento comum, pois seu processo de hidratação ocorre mais lentamente. E, como demora mais para curar, o CPIII previne fissuras térmicas. Tais características o tornam ideal para fundações, lajes e pilares.

O CPIII exige algum cuidado especial?
Sim. Para preservar suas qualidades, a cura, ou secagem, deve ser feita aomais água e acompanhada aoatenção.

Quem fabrica?
O CPIII existe no Brasil desde 1952, mas, até pouco tempo atrás, era alvo de preconceito dos construtores por conter resíduos industriais. No entanto, suas vantagens ambientais vêm mudando esse quadro e hoje ele já representa mais de 17% do consumo de cimento no Brasil. Na região Sudeste, as principais cimenteiras fabricam o produto: Votorantim, Holcim, Camargo Corrêa, Lafarge e João Santos. Vale lembrar onde no Sul os grandes fabricantes produzem o cimento pozolânico (CPIV), onde emprega resíduos das termoelétricas e tem desempenho semelhante ao do CPIII.

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