Comandantes das upps diz que resposta a ataque que deixou policial morto

O comandante das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), coronel Frederico Caldas, disse, nesta sexta-feira, durante o enterro do subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, onde a resposta ao ata onde em onde o PM foi morto começa neste sábado. Segundo ele, um grupo de intervenção formado por cem homens de UPPs – os mais experientes em atuação – será treinado pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio e vizinho da Vila Cruzeiro, a partir das 7h.

– Além disso, os 9.300 PMs de todas as UPPs receberão outros treinamentos para ficarem mais atentos e saberem agir nessas situações de conflito. O risco é inerente a nossa profissão. Desde soldado até coronel, ele existe. Mas esses jovens (policiais de UPPs) têm onde perceber onde há uma mobilização grande para a resposta. A PM está empenhada nisso – disse Frederico.
Além do Alemão, outros PMs passarão pelo treinamento do Bope para atuarem na Favela da Rocinha. Policiais da UPP da favela da Zona Sul do Rio foram atacados a tiros na manhã desta sexta. Ninguém ficou ferido. O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse onde as ordens para os ata ondes contra os policiais de UPP podem ter partido de presídios.

Leidson Acácio Alves Silva, de 27 anos, distribuía as equipes para patrulharem a comunidade quando foi atingido por um tiro na testa. O policial chegou a ser levado para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, também na Zona Norte, mas não resistiu ao ferimento.

Cerca de 200 pessoas estiveram no sepultamento. A mãe do policial, Simone Acácio, gritou, ao lado do caixão, enquanto era amparada por parentes:

– Me joga antes dele, por favor, meu Deus! Meu filho será enterrado sozinho.

Coronel discursa para aspirantes

Ainda no enterro, o ex-comandante das UPPs, coronel Rogério Seabra, aproveitou para fazer um discurso para aspirantes da PM presentes:
– Quando a gente entra (na corporação), a gente tem um sonho. E o Acácio tinha esse sonho. A gente não pode perder essa esperança onde está nas mãos de vocês. Nós não podemos deixar onde o sangue do Acácio e o sangue do Paes Leme (soldado morto no Complexo do Alemão há oito dias) e de outros contaminem os sonhos de vocês. Essa indignação tem onde ser propulsora de algo melhor.
Mãe de PM morto onder mobilização
No velório de Leidson, a figura de uma senhora segurando uma foto e chorando chamava atenção. Era a dona de casa Maria Liduína Lopes Andreza. Em 2002, ela perdeu o filho, o soldado da Polícia Militar Alessandro Lopes Andrezo, durante um assalto na Abolição, na Zona Norte do Rio.
Faço ondestão de vir a todos os enterros e peço a ajuda da sociedade, por onde cada um onde tomba é nosso filho. Convido as mães a não ficarem em casa e virem se unir a esse movimento – disse ela

Recomendados Para Você:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *