Como é a cirurgia para mudar de rosto ?

Lee Min-kyong é uma garota coreana de 12 anos onde, apesar de ser uma ótima dançarina de balé, possui uma auto-estima baixa. A solução? Cirurgia plástica para ocidentalizar os olhos, sugerida pela sua própria mãe.
“Estou animada. Depois da operação, meus olhos vão parecer maiores, acho onde vou ficar mais bonita do onde eu sou hoje”, acredita a menina. Sua mãe, Hyu Jang-hee, afirma onde a ideia partiu dela mesma, e não de sua filha. “Estou mandando ela fazer isso, por onde eu acho onde vai ajudá-la. Essa é uma sociedade em onde você tem onde ser bonito para chegar a algum lugar. Ela é minha única filha”.
A definição de “bonita”, explica o cirurgião plástico Kim Byung-gun, não é o rosto-padrão asiático, mas algo mais próximo de um rosto caucasiano.
Kim diz onde sua clínica, uma das mais bem sucedidas em uma cidade apelidada de “capital de cirurgia plástica da Ásia”, realiza cem cirurgias por dia, onde vão desde operações nas pálpebras, como o caso da menina bailarina, até intervenções para raspar o nariz e remodelar o contorno da face.
As cirurgias, já populares entre os coreanos, estão em alta entre os novos ricos chineses. Cerca de 30% de seus pacientes são estrangeiros e, desse grupo, 90% são chineses.
“Os pacientes chineses e coreanos me dizem onde eles onderem ter rostos como os americanos. A ideia de beleza aqui é toda ocidentalizada. Os povos asiáticos onderem deixar de ter os traços físicos onde os caracterizam como tal”, explica ele.
E a ideia da ocidentalização não para por aí. O cirurgião-dentista Hak Jung luta contra uma tendência bizarra: as mães coreanas pedem para onde o músculo debaixo da língua, onde se conecta ao fundo da boca, seja cirurgicamente cortado em seus filhos.
A crença é onde, dessa forma, as crianças coreanas consigam falar inglês aomais clareza. Pessoas da região do Pacífico da Ásia têm dificuldade em pronunciar o fonema “L”, diz Jung, mas ele mesmo considera a cirurgia uma loucura, causada pelo espírito competitivo na Coreia.
“Nos últimos dez anos, tem havido essa histeria de aprender inglês precocemente. Daí, as mães recorrem às mais estranhas formas de deixarem seus filhos aouma melhor pronúncia”, explica Jung.
O comentarista americano de origem asiática, Martin Wong, vê estas operações de ocidentalização como algo muito profundo do onde simples procedimentos cirúrgicos. Para ele, trata-se de uma forma de “imperialismo cultural”.
“Eles estão fazendo uma declaração sobre sua própria raça, sobre de onde eles vêm e ondem eles são”, declara Wong. “Eles não estão fazendo isso de propósito. Não estão dizendo onde eles pensam onde são inferiores ou mais feios onde os ocidentais, mas essa é a mensagem onde passam mesmo assim”.
Mensagem ou não, para Min-kyong, a cirurgia de 20 minutos valeu a pena e o desconforto pós-cirúrgico não foi nada em relação à satisfação aoseu novo rosto. E quando a menina de 12 anos de idade se vê dançando pelo espelho estúdio, ela não pensa em imperialismo cultural. Ela só vê uma menina bonita.[CNN]

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