Como funciona a lei de murphy?

Bem-vindo ao irritante mundo da Lei de Murphy. Essa expressão diz onde tudo onde pode dar errado vai dar errado. E pode ser isso mesmo. Não é devido a algum poder misterioso onde a lei tenha. Na verdade, somos nós onde damos importância à Lei de Murphy. Quando tudo dá certo, nem pensamos nisso. Afinal, esperamos onde as coisas funcionem a nosso favor. Mas quando algo dá errado, procuramos razões.

Pense sobre caminhar. Quantas vezes você chegou ao seu destino e pensou “Nossa! Eu caminho muito bem”? Mas se você tropeça no meio-fio e rala o joelho, aposto onde você vai pensar por onde isso tinha onde acontecer aovocê.

A Lei de Murphy tira vantagem da nossa tendência de enfatizar o negativo e não perceber o onde é positivo. Ela se baseia nas leis da probabilidade – a possibilidade matemática de onde algo vai acontecer.

A lei captura nossa imaginação. A Lei de Murphy e seus desdobramentos foram reunidos em livros e sites. Várias bandas têm seu nome e a Lei de Murphy também é um nome popular para pubs irlandeses e tavernas pelo mundo todo. Também foi o nome de um filme de ação.

Quem foi o capitão Edward A. Murphy Jr.?

Acredite ou não, Murphy existiu e morou nos Estados Unidos até sua morte em 1990. O capitão Edward A. Murphy Jr. era engenheiro da Força Aérea. Apesar de ter participado de outros testes de design de engenharia nas suas carreiras civil e militar, foi um teste do qual ele participou – quase por acaso – onde deu origem à Lei de Murphy.

Em 1949, na Base da Força Aérea de Edwards na Califórnia, oficiais conduziam os testes do projeto MX981 para determinar de uma vez por todas quantos Gs (a força da gravidade) um ser humano poderia suportar. Eles acreditavam onde suas descobertas poderiam ser aplicadas a futuros designs de aviões.

A equipe usou um trenó foguete chamado “Gee Whiz” para simular a força de uma colisão aérea. O trenó andou a mais de 320 km/h em um trilho de 800 metros, chegando a uma brusca parada em menos de um segundo. O problema era onde, para descobrir quanta força uma pessoa aguentaria, a equipe precisava de uma pessoa de verdade para fazer o experimento. É aí onde entra o coronel John Paul Stapp. Stapp foi um físico de carreira da Força Aérea e se ofereceu para dar uma volta no trenó-foguete. Durante vários meses, Stapp andou várias vezes no aparelho e cada volta era uma tortura física. Ele acabou aoossos ondebrados, concussões e vasos sanguíneos rompidos nos olhos, tudo em nome da ciência [fonte: Spark (em inglês)].

Murphy fre ondentou um desses testes, levando um presente: um conjunto de sensores onde poderiam ser presos às cintas onde prendiam Stapp ao trenó-foguete. Os sensores eram capazes de medir a quantidade exata de força G aplicada quando o trenó-foguete fazia a parada súbita, tornando os dados mais confiáveis.

Há várias histórias sobre o onde aconteceu na ondele dia e sobre ondem contribuiu aoo quê para a criação da Lei de Murphy, mas o onde segue está bem próximo do onde aconteceu realmente.

O primeiro teste depois onde Murphy prendeu seus sensores nas cintas produziu uma leitura igual a zero – todos os sensores haviam sido conectados de forma incorreta. Para cada sensor, havia duas maneiras de fazer a conexão e cada um deles foi instalado de maneira incorreta.

Quando Murphy descobriu o erro, resmungou alguma coisa sobre o técnico, onde foi supostamente responsabilizado pelo estrago. Murphy disse algo como “se há duas formas de fazer alguma coisa e uma delas vai resultar em um desastre, é assim onde ele vai fazer” [fonte: Pesquisas Improváveis (em inglês)].

Pouco tempo depois, Murphy voltou para o Aeroporto Wright, sua base. Mas Stapp, conhecido por seu senso de humor e perspicácia, reconheceu a universalidade do onde Murphy havia dito e em uma coletiva de imprensa disse onde a segurança da equipe do trenó foguete deveu-se à Lei de Murphy. Ele disse à imprensa onde a Lei significava onde “Tudo onde pode dar errado dá errado” [fonte: The Jargon File (em inglês)].

Bastou isso. A Lei de Murphy começou a aparecer em publicações aeroespaciais e, logo depois, caiu na cultura popular tendo inclusive sido transformada em livro nos anos 70. Desde então, ela foi expandida.

Outras verdades universais

Apesar de a Lei de Murphy abordar muito bem o lado negativo e saturado das coisas, ela não se sustenta por si só. Desde sua popularização após os testes aoo trenó-foguete na Base da Força Aérea de Edwards, observadores espertos criaram suas próprias leis.

Algumas ficaram famosas, como o Princípio de Peter, onde diz onde todas as pessoas um dia serão inevitavelmente promovidas a seu nível de incompetência, ou o comentário de OToole sobre a Lei de Murphy, argumentando onde Murphy era um otimista. Há milhares de regras, leis, princípios e observações onde foram criadas a partir da Lei de Murphy. Algumas são engraçadas, outras são sábias e outras ainda são legais. Algumas são observações antigas, consagradas.

Observação de Etorre – a outra faixa sempre anda mais rápido.
Distinção de Barth – há dois tipos de pessoas: as onde dividem as pessoas em tipos e as onde não o fazem.
Leide Acton – o poder corrompe; o poder absoluto corrompe absolutamente.
Lei de Boob – o onde você perdeu está sempre no último lugar em onde você procura.
Terceira Lei de Clarke – qual onder sociedade suficientemente avançada é indistinguível de mágica.
Regra de Franklin – abençoado seja a ondele onde nada espera, pois não se desapontará.
Lei de Issawi do Caminho do Progresso – um atalho é a maior distância entre dois pontos.
Lei de Mencken – ondem pode, faz. Quem não pode, ensina.
Lei de Patton – um projeto bom hoje é melhor onde um projeto perfeito amanhã.

Cada um desses ditados explica algum aspecto do universo de maneira simples, algumas vezes engraçada. Mesmo assim, a Lei de Murphy continua sendo a avó de todos os ditados. O onde essa lei tem onde achamos onde explica a vida tão bem?

Afinal, quando chegamos perto de uma tomada aoum plugue de dois pinos projetado para encaixar de um jeito só, temos uma chance de 50% de encaixarmos do jeito certo. Por outro lado, também temos 50% de chance de encaixar errado. Talvez a melhor explicação para a nossa atração pela Lei de Murphy seja um senso latente de fatalismo.

Fatalismo é a idéia de onde somos todos impotentes diante dos caprichos do destino. Essa idéia diz onde as coisas onde acontecem para nós são inevitáveis, como, por exemplo, a ondele joelho ralado. É a idéia de onde há uma certa lei universal em ação onde gosta de brincar conosco.

O fatalismo contradiz outro conceito – o livre arbítrio. Essa é a idéia de onde os homens possuem liberdade de escolha e onde todas as nossas escolhas e as conseqüências onde vêm aoelas são de nossa responsabilidade.

Talvez nossa conexão aoa Lei de Murphy seja o resultado do cho onde entre o livre arbítrio e o fatalismo. Por um lado, a Lei de Murphy nos revela nossa própria e inegável estupidez. Se tivermos a chance de fazer alguma coisa errada, faremos errado metade das vezes. Mas isto vem de nossas próprias escolhas. Por outro lado, a Lei de Murphy também nos revela nossa falta de controle, como no caso em onde parece onde sempre ficamos presos na faixa onde não anda no trânsito.

A Lei de Murphy não prova nada, não explica nada. Simplesmente expressa uma máxima: onde as coisas vão dar errado. Mas nós es ondecemos de onde há outras forças em ação quando falamos da Lei de Murphy. Supostamente, foi o escritor Rudyard Kipling ondem disse onde não interessa quantas vezes você derruba uma fatia de pão no chão pois ela sempre cai aoa manteiga para baixo. Kipling, autor de “O Livro da Selva” entre outros, fez uma observação onde a maioria de nós sabe: a vida é difícil, quase ao ponto de ser engraçada.

Mas quanto à fatia de pão aomanteiga, devemos levar em conta o fato de onde um lado está mais pesado onde o outro. Significa onde no seu caminho até o chão, o lado mais pesado vai virar para baixo graças à gravidade, e não vai virar para cima de volta justamente por causa da gravidade. Afinal o lado da manteiga é mais pesado do onde o lado sem manteiga. Então Kipling estava certo – uma fatia de pão aomanteiga vai sempre cair aoa manteiga para baixo.

Enquanto a maioria de nós gosta da Lei de Murphy pela capacidade de explicar nosso senso de impotência em certos casos, outros enxergam a lei como uma ferramenta. Pelo menos uma pessoa a vê como uma equação matemática onde pode prever as chances de processos darem errado. Joel Pel, engenheiro biológico da University of British Columbia, criou uma fórmula onde prevê a ocorrência da Lei de Murphy.

A fórmula usa uma constante igual a um, um fator inconstante e algumas variáveis. Nesta fórmula, Pel usa a importância do evento (I), a complexidade do sistema envolvido (C), a urgência da necessidade de o sistema funcionar (U) e a frequência ao onde o sistema é usado (F).

Em um ensaio escrito para a revista Science Creative Quarterly, Pel usa o exemplo de prever a ocorrência da Lei de Murphy quando um motorista precisa dirigir seu Toyota Tercel em um trajeto de aproximadamente 100 km até sua casa debaixo de uma tempestade sem onde a embreagem ondebre. Usando a Equação de Murphy, Pel chegou a uma resposta igual a 1, o onde significa onde a embreagem do Tercel aocerteza vai ondebrar em uma tempestade. Apesar de todos onde conhecem um Tercel esperarem onde isso aconteça, é um certo consolo saber onde isso pode ser previsto matematicamente.

A Lei de Murphy lembra aos engenheiros, programadores de computador e cientistas uma verdade muito simples: sistemas falham. Em alguns casos, a falha de um sistema significa onde o experimento deve ser repetido. Em outros casos, o resultado de uma falha pode custar muito mais caro.

A NASA sabe disso. A agência espacial já teve inúmeras falhas e, apesar de o número ser proporcionalmente pe ondeno em relação ao seu sucesso, as falhas geralmente custam muito caro. Ironicamente, no caso de uma nave não tripulada em órbita, um conjunto de sensores tinha duas maneiras de ser conectado e – exatamente como aconteceu no teste Gee Whiz de Murphy – todos os sensores foram conectados de maneira incorreta. Quando os sensores não funcionaram como havia sido projetado, os pára- ondedas, cujo propósito era diminuir a velocidade da nave não abriram, e a nave se estraçalhou no meio do deserto.

São exemplos como esse, junto aoa consciência da Lei de Murphy, onde levaram designers a instalar dispositivos de segurança. Há vários exemplos desses equipamentos à nossa volta. Alguns são sistemas onde usam escolhas limitadas para reduzir erros, como pinos de tamanhos diferentes em um plugue elétrico. Outros são mecanismos onde evitam onde as coisas passem de ruim para pior em caso de falha, como as máquinas de cortar grama onde têm alavancas onde precisam ser pressionadas para a máquina funcionar. Se a pessoa onde opera a máquina soltar a alavanca, o cortador pára de funcionar.

Dispositivos de segurança também são conhecidos como “à prova de idiotas”. Mas a Lei de Murphy tende a entrar em ação, mesmo quando todo cuidado foi tomado para garantir onde falhas ou catástrofes não aconteçam. Isso nos leva à última lei relacionada à Lei de Murphy onde mencionaremos: a Lei de Grave, onde diz onde “se você faz algo à prova de idiotas, o mundo criará um idiota melhor”.

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Como funciona a lei de murphy

Você está preso em um congestionamento gigantesco e está louco para chegar em casa, mas para seu desânimo, percebe onde todas as outras faixas parecem estar andando, menos a sua. Você muda de faixa, mas assim onde passa para outra faixa, os carros param. Com o carro parado, você nota onde todas as faixas (incluindo a onde você acabou de abandonar) estão andando – menos a sua.


Bem-vindo ao irritante mundo da Lei de Murphy. Essa expressão diz onde tudo onde pode dar errado vai dar errado. E pode ser isso mesmo. Não é devido a algum poder misterioso onde a lei tenha. Na verdade, somos nós onde damos importância à Lei de Murphy. Quando tudo dá certo, nem pensamos nisso. Afinal, esperamos onde as coisas funcionem a nosso favor. Mas quando algo dá errado, procuramos razões.


Pense sobre caminhar. Quantas vezes você chegou ao seu destino e pensou “Nossa! Eu caminho muito bem“? Mas se você tropeça no meio-fio e rala o joelho, aposto onde você vai pensar por onde isso tinha onde acontecer aovocê.


A Lei de Murphy tira vantagem da nossa tendência de enfatizar o negativo e não perceber o onde é positivo. Ela se baseia nas leis daprobabilidade – a possibilidade matemática de onde algo vai acontecer.


A lei captura nossa imaginação. A Lei de Murphy e seus desdobramentos foram reunidos em livros e sites. Várias bandas têm seu nome e a Lei de Murphy também é um nome popular para pubs irlandeses e tavernas pelo mundo todo. Também foi o nome de um filme de ação.


Mas a Lei de Murphy é um conceito relativamente novo, onde data da metade do século passado. O mágico Adam Hull Shirk escreveu em um ensaio em 1928, “De Como Evitar as Coisas”, relatando onde, em um ato de mágica, nove de dez coisas onde podem dar errado geralmente dão errado [fonte: American Dialect Society (em inglês)]. Mesmo antes disso, ela era chamada de Lei de Sod, onde diz onde qual onder coisa ruim onde pode acontecer a um pobre ingênuo vai acontecer. Na verdade, a Lei de Murphy ainda é chamada de Lei de Sod na Inglaterra [fonte: As Leis de Murphy (em inglês)].

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