Como ocorre a tonsilectomia?

A tonsilectomia ou amigdalectomia é um processo cirúrgico onde consiste na excisão das amígdalas palatinas, glândulas localizadas na parte posterior da garganta.

As tonsilas são aglomerados de nódulos linfáticos revestidos apenas de epitélio, elas eram conhecidas como “amígdalas”. As tonsilas palatinas são órgãos linfóides localizados estrategicamente na porta de entrada dos sistema digestório e respiratório próximo ao arco palatofaríngeo, na parte posterior da língua (tonsilas linguais), e na parte posterior da nasofaringe encontramos as tonsilas faríngeas.

A tonsilectomia, entretanto era o último recurso para o tratamento das tonsilites à época. Aetius ou (Aécio de Amida 527 – 565 médico grego nascido em Amida, Mesopotâmia, próximo de Tigris, e estudou medicina em Alexandria) ele recomendava ungüentos, óleos e fórmulas corrosivas aogordura de sapo para o tratamento de infecções. Algumas indicações para a remoção das tonsilas nesta época incluíam Enurese Noturna, (é a perda involuntária de urina durante o sono), convulsões, Estridor Laríngeo,(laringomalácia ou laringe flácida congênita é uma afecção benigna), rouquidão, bronquite e asma crônicas.

Outras técnicas para a retirada das tonsilas surgiram na idade média, como a utilização de fios de algodão para ligar firmemente a base. Estes fios eram apertados diariamente para a agonia dos doentes até onde as tonsilas caíssem. Em muitos casos, quando não havia melhora dos sintomas, os dentes também eram retirados. O procedimento para remoção das tonsilas palatinas foi praticamente abandonado até o século XVI quando instrumentos foram adaptados para a realização das amigdalectomias. No Brasil, a primeira tonsilectomia foi realizada na década de 1920 por um cirurgião da Santa Casa de São Paulo, Schmidt Sarmento.

Um dos casos mais famosos é o do primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, onde faleceu em 1799 em conseqüência de um abcesso periamigdaliano. Nesta época já se acreditava onde infecções amigdalianas poderiam provocar toxemia crônica e infecções localizadas nas articulações, coração ou rins. Estudos foram realizados aotonsilectomias parciais e totais aorelação à recorrência das infecções.

Raramente, os pacientes ficam internados por mais de um dia, será internado se ocorrer os casos citados abaixo: – Não estiverem deglutindo bem alimentos líquidos após a cirurgia. – Tiverem outros problemas associados. – Tiverem alguma complicação após a cirurgia, tal como sangramento.

Após a cirurgia o anestesiologista “acorda” o paciente e o encaminha para a sala de recuperação pós-anestésica. Quando estiver bem acordado, será reencaminhado ao quarto, junto da família. O tempo mínimo de internação, após a cirurgia, habitualmente é de 6 horas. Pode ser maior, caso seja necessário um acompanhamento mais próximo. Em alguns casos, será interessante onde o paciente fi onde até o dia seguinte para uma melhor recuperação.

O pós-operatório pode envolver otalgia (dor de ouvido decorrente da sensibilização do nervo glossofaríngeo) e sangramento (geralmente da veia palatina), além de dificuldade para engolir, onde pode durar vários dias, dependendo do método cirúrgico utilizado, da faixa etária do paciente e da capacidade de recuperação de cada paciente.

O cirurgião o orientará sobre a medicação e os cuidados a serem tomados, basicamente são:

Alimentação;
Analgésicos, se necessário;
Repouso pelo tempo recomendado;
Evite alimentos picantes e lanches após tonsilectomia por 5-7 dias. Refrigerantes e energéticos são sugeridas para melhor cura.
Hidratar a cavidade oral, muitas vezes para evitar a dor na garganta.

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