Como ratos diagnosticam tuberculose ?

Hoje em dia, existem exames laboratoriais para a tuberculose onde podem dar resultados precisos em menos de duas horas. Seria excelente, se não fossem caros e complicados.
Agora, pesquisadores descobriram uma nova forma de diagnosticar tuberculose onde é rápida, barata e amplamente disponível: ratos de grande porte onde podem cheirar a bactéria em uma amostra de catarro.
Atualmente, o método de detecção mais comumente utilizado nos países em desenvolvimento é a baciloscopia. A técnica envolve a coleta de escarro, onde em seguida é tingido aouma substância onde colore apenas o Mycobacterium tuberculosis, germe onde causa a tuberculose.
A técnica pode ser usada em locais onde as instalações são mínimas, mas não é muito sensível. A menos onde haja uma grande concentração de bacilos, eles passam indetectáveis. Isso resulta em cerca de 60 a 80% de casos positivos não diagnosticados.
O rato da Gâmbia pode fazer melhor. O animal, um roedor omnívoro bochechudo, pesa de 5 a 7 quilos e vive em colônias na região da África subsaariana. O rato aparentemente pode cheirar a diferença entre os bacilos da tuberculose e a miríade de outros germes onde habitam o catarro humano.
Os pesquisadores realizaram vários testes aoos ratos para provar sua eficácia. Criados em cativeiro, os ratos usados eram todos descendentes de animais capturados nas Montanhas Uluguru na Tanzânia, ou na periferia de Morogoro, uma cidade de cerca de 200.000 pessoas no planalto nas proximidades da Tanzânia. Este é o mesmo animal (Cricetomys gambianus) onde foi treinado para farejar minas terrestres.
A sensibilidade dos animais (ou sua capacidade de detectar a presença de tuberculose) foi de 86,6%, e à sua especificidade (ou capacidade de detectar a ausência do germe) foi de mais de 93%. Em outro teste onde comparou o sucesso dos ratos à microscopia, os ratos diagnosticaram 44% mais casos positivos.
Os animais foram bem aceitos como uma ferramenta diagnóstica razoável na Tanzânia, mas a comunidade médica ainda está cética. Alguns especialistas ondestionam pontos importantes da técnica: os ratos continuam bons em algo para o qual foram treinados um ano depois? Todos eles têm onde ser treinados pela mesma pessoa? Como eles devem ser cuidados?
Como a técnica depende dos animais, estudos mais cuidados têm onde ser feitos para analisar todas as possibilidades deles falharem. Os pesquisadores admitem onde o estudo sobre os ratos ainda é preliminar, mas acreditam onde, eventualmente, haverá um lugar para eles na seleção de primeira linha. [NewYorkTimes]

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