Como viveu e morreu joão goulart

João Goulart



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João Goulart
Presidente do Brasil
Mandato: 7 de setembro de 1961 até
1 de abril de 1964
Vice-presidente nenhum
Precedido por: Jânio Quadros
Sucedido por: Ranieri Mazzilli
Nascimento: 1 de Março de 1919[1]
São Borja (RS)
Falecimento: 6 de Dezembro de 1976 (58 anos)
Mercedes (Argentina)
Primeira-dama: Maria Teresa Fontela Goulart
Partido político: PTB
Profissão: advogado



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João Belchior Marques Goulart (São Borja, 1 de março de 1919[1]Mercedes, 6 de dezembro de 1976), conhecido popularmente como “Jango”, foi um político brasileiro, presidente do Brasil de 1961 até 1964, quando foi deposto por um golpe de estado, liderado pelo alto escalão do Exército e apoiado pelas classes média e alta.







Índice

[esconder]



[editar] Início da carreira política


João Goulart nasceu em São Borja, no Rio Grande do Sul, em 1 de março de 1919. Era o mais velho de oito irmãos, filho do estancieiro Vicente Rodrigues Goulart e da dona-de-casa Vicentina Marques Goulart. Em 1939 formou-se na Faculdade de Direito de Porto Alegre, mas preferiu não exercer a advocacia e cuidar das fazendas de sua família, em especial após a morte do pai. Aproximou-se de Getúlio Vargas depois que este foi alijado do poder ao fim do Estado Novo, e foi morar na Fazenda de Itú, em São Borja, terra natal de ambos. Há de se observar que Goulart foi amigo de Maneco e Protásio Vargas, respectivamente filho e irmão de Getúlio chegando a receber um convite para ingressar no PSD, o que só não ocorreu devido a intervenção direta do líder deposto. Pelas mãos de Getúlio, Jango entrou na política, elegendo-se deputado estadual constituinte pelo Partido Trabalhista Brasileiro em 1947 e, depois, deputado federal em 1950 licenciando-se do mandato para exercer o cargo de Secretário de Interior e Justiça no governo de Ernesto Dorneles, primo de Getúlio Vargas.


De 18 de junho de 1953 a 23 de fevereiro de 1954, foi ministro do Trabalho, Indústria e Comércio do segundo governo de Getúlio Vargas (19511954), sendo forçado a renunciar após conceder um aumento do 100% no salário mínimo, que causou forte reação entre empresários e na imprensa.[carece de fontes?] Presidente nacional do PTB, após o suicídio de Getúlio tornou-se o principal nome trabalhista do país.



[editar] Vice-presidente


Em 1955 foi eleito vice-presidente do Brasil, na chapa PTBPSD. Na ocasião, obteve mais votos que o presidente eleito, Juscelino Kubitschek.


Na eleição de 1960, foi novamente eleito vice-presidente, concorrendo pela chapa de oposição ao candidato Jânio Quadros, do Partido Democrata Cristão e apoiado pela (UDN), que venceu o pleito. Naquela época, as votações para presidente e vice eram separadas.


Em 25 de agosto de 1961, enquanto João Goulart realizava uma missão diplomática na China, o presidente Jânio Quadros renunciou ao cargo de presidente. Os ministros militares Odílio Denys, da Guerra, Gabriel Grün Moss, da Aeronáutica, e Sílvio Heck, da Marinha, tentaram impedir a posse de Jango, e o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, foi empossado presidente.



[editar] Presidente da República


 

Manifestações populares contra o golpe se formaram em todo o país, sendo sufocadas nos estados controlados pela UDN, como foi o caso da Guanabara, de Carlos Lacerda. Por outro lado, no Rio Grande do Sul, governado por Leonel Brizola, casado com Neusa Goulart e cunhado de Jango, a Campanha da Legalidade teve apoio oficial, com a criação da Rede da Legalidade e a posterior adesão do III Exército, comandado pelo general Machado Lopes. A solução para o impasse foi a aprovação pelo Congresso, em 2 de setembro, de uma emenda constitucional que instaurou o parlamentarismo como regime de governo.



[editar] Fase parlamentarista (8 de setembro de 1961 a 24 de janeiro de 1963)


João Goulart assumiu a presidência em 8 de setembro de 1961. Três gabinetes sucederam-se:



Em 1962 o governo divulgou o Plano Trienal, elaborado pelo economista Celso Furtado, para combater a inflação e desenvolver o país. Anunciou também a realização das reformas de base: agrária, tributária, administrativa, bancária e educacional.


O Plano Trienal falhou, após enfrentar forte oposição, e o governo brasileiro se viu obrigado a negociar empréstimos com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o governo dos Estados Unidos da América, que exigiram cortes significativos nos investimentos nacionais.



[editar] Fase presidencialista (24 de janeiro de 1963 a 31 de março de 1964)


Em 6 de janeiro de 1963, um plebiscito escolheu a volta do presidencialismo por larga margem de votos. João Goulart presidiu o Brasil de 24 de janeiro de 1963 a 31 de março de 1964.


Em seu governo, Jango aprovou leis que garantiam benefícios aos trabalhadores urbanos e rurais. Também procurou diminuir a participação de empresas estrangeiras em alguns setores estratégicos da economia. Manteve uma política externa independente: reatou relações diplomáticas com a União Soviética e se recusou a apoiar uma invasão a Cuba, proposta pelo presidente estadounidense John Kennedy.


O desemprego, a inflação e a carestia aumentavam as tensões sociais no país. Em 13 de março de 1964, Jango discursou na Central do Brasil para 150 mil pessoas, e anunciou reformas, como a nacionalização de refinarias de petróleo e a desapropriação de terras para a implementação reforma agrária.



[editar] A deposição


Em 19 de março, em São Paulo, foi organizada a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, cujo objetivo era mobilizar a opinião pública contra o governo de Jango e sua política que, segundo eles, culminaria com a implantação do comunismo no Brasil.


 

Após a revolta dos marinheiros e do discurso no Automóvel Clube do Brasil, que representou uma quebra da hierarquia militar, em 31 de março de 1964 o general Olímpio Mourão Filho iniciou a movimentação de tropas de Juiz de Fora em direção ao Rio de Janeiro, provocando o início da Revolução Redentora – como denominado pelos militares – ou ao golpe de 1964 que derrubou o governo de João Goulart, em conformidade para defender a democracia presente na Constituição de 1946. O presidente Jango refugiou-se no Rio Grande do Sul.


No dia 2 de abril, o Congresso Nacional declarou a vacância de João Goulart no cargo de presidente, entregando o cargo de chefe da nação novamente ao presidente da Câmara dos Deputados Ranieri Mazzilli.


No dia 10 de abril, João Goulart teve seus direitos políticos cassados por 10 anos, após a publicação do Ato Institucional. Exilando-se em suas fazendas no Uruguai.



[editar] Morte


João Goulart morreu, oficialmente, vítima de ataque cardíaco, no município argentino de Mercedes em 6 de dezembro de 1976.


Existem, contudo, suspeitas por parte de familiares, colegas de política[2] e outras personalidades[3] de que João Goulart tenha sido assassinado por agentes da Operação Condor[4]. Seu corpo não foi necropsiado antes do sepultamento. Supôem-se que tenha sido envenenado.


No dia 27 de janeiro de 2008, o jornal Folha de S. Paulo[5], publicou uma matéria com o depoimento de um ex-agente do serviço de inteligência do governo uruguaio Mario Neira Barreiro, que declarou que João Goulart foi envenenado por ordem de Sérgio Fleury, delegado do Dops. A autorização teria vindo do presidente da época, Ernesto Geisel (1908-1996).


Em julho do mesmo ano, uma comissão especial da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul divulgou relatório afirmando que “são fortes os indícios de que Jango foi assassinado de forma premeditada, com o conhecimento do governo Geisel”. [6]

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