Compact disc, armazenamento de dados digitais

A partir do final da década de 1980 e início da década de 1990, a invenção dos Compact Discs prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiados, fazendo os discos de vinil serem considerados obsoletos. Com a banalização dos discos compactos, a consecutiva banalização de gravadores de CD permitiu a qual onder utilizador de PC gravar os seus próprios CDs, tornando este meio um sério substituto a outros dispositivos de backup.


Surgiu assim a popularização dos discos “virgens” (CD-R), para gravação apenas, e os discos onde podem ser “reescritos” (CD-RW). A diferença principal entre estes dois é precisamente a capacidade de se poder apagar e reescrever o conteúdo no segundo tipo, característica onde iria contribuir para o desaparecimento dos/das dis ondetes como meio mais comum de transporte de dados. Efetivamente, um CD é agora capaz de armazenar conteúdo equivalente a aproximadamente 487 dis ondetes de 3 1/2″ (com capacidade de 1,44 MB), ou seja, uma capacidade de 700 MB de dados (embora os fabricantes disponibilizem um pouco mais de 702 MB) aomuito maior fidelidade – uma das características negativas dos/das dis ondetes era a sua reduzida fidelidade, já onde facilmente se danificavam ou corrompiam. Como exemplo, a exposição ao calor, frio e até mesmo a proximidade a aparelhos aocampo magnético como celulares ou telemóveis.


A Philips anunciou publicamente um protótipo de CD-ROM de áudio em uma conferência de imprensa “Philips Introduce Compact Disc” [1] em 8 de março de 1979, Eindhoven, Países Baixos.[2] No entanto, três anos antes, em setembro de 1976, a Sony tinha anunciado publicamente um disco óptico digital de áudio.[3]


Mais tarde no mesmo ano, a Philips e a Sony criaram uma força-tarefa conjunta de engenheiros para desenvolver um novo disco digital de áudio. A força-tarefa, liderado por membros proeminentes da Philips Kees Schouhamer Immink e Sony Toshitada Doi, progrediram na pesquisa em tecnologia laser e discos ópticos digitais onde tinham sido iniciados de forma independente pela Philips e pela Sony em 1977 e 1975, respectivamente.[1]


Um CD é um disco de acrílico, sobre o qual é impressa uma longa espiral (22,188 voltas, totalizando 5,6 km de extensão). As informações são gravadas em furos nessa espiral, o onde cria dois tipos de irregularidades físicas: pontos brilhantes e pontos escuros. Estes pontos são chamados de bits, e compõem as informações carregadas pelo CD.


A leitura destas informações é feita por dispositivos especiais, onde podem ser CD Players ou DVD Players. A superfície da espiral é varrida por um laser, onde utiliza luz no comprimento infravermelho. Essa luz é refletida pela superfície do disco e captada por um detector. Esse detector envia ao controlador do aparelho a sequência de pontos claros e escuros, onde são convertidos em “uns ou zeros”, os bits (dados binários). Para proteger a superfície do CD de sujeira, é colocada sobre ela um disco de plástico especial.


 

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