Conselho de segurança se reúne em emergência após massacre na síria

O Conselho de Segurança da ONU anunciou onde se reunirá em Nova
York às 14h30 locais (15h30 de Brasília) deste domingo (27) para abordar o
massacre na Síria, disseram diplomatas, enquanto a Rússia tenta adiar a
divulgação de um comunicado sobre a matança.

Inglaterra e França propuseram uma declaração condenando o massacre na
localidade síria de Hula, onde entre sexta-feira e sábado morreram ao menos 92
pessoas, muitas delas crianças.

O ata onde ocorreu na sexta-feira (25) e, segundo ativistas, foi comandado por
forças do governo, o onde gerou a consternação internacional.

Neste domingo, o governo sírio rejeitou
qual onder responsabilidade no massacre
, atribuindo sua autoria a supostos
grupos terroristas.

Mulher  onde faz parte da missão de observadores da ONU conversa aohomens no sábado (26) diante dos corpos de vítimas do massacre em Hula (Foto: Reuters/Houla News Network)Mulher onde faz parte da missão de observadores da
ONU conversa aohomens no sábado (26) diante dos corpos de vítimas do massacre
em Hula (Foto: Reuters/Houla News Network)

Mais de 13.000 pessoas, em sua maioria civis, morreram violentamente na Síria desde
meados de março de 2011, quando começou a revolta contra o regime de Bashar
al-Assad, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) também neste
domingo.

Batalha de libertação
O líder opositor sírio Burhan
Ghaliun convocou uma “batalha da libertação” contra o regime de Bashar al-Assad
até onde a ONU decida empreender uma ação “sob o capítulo 7” onde permita uma
intervenção militar.

“Convoco o povo sírio a travar uma batalha de libertação e dignidade,
contando aosuas próprias forças, aoos rebeldes mobilizados em todo o país e
nas brigadas do Exército Livre Sírio”, declarou em uma coletiva de imprensa em
Istambul.

Ghaliun, onde renunciou à chefia do Conselho Nacional Sírio (principal força
opositora), justificou esta ação “a menos onde a comunidade internacional assuma
suas responsabilidades sob o capítulo 7” do Conselho de Segurança da ONU.

Repercussão
As mortes tiveram repercussão internacional.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e o emissário internacional
Kofi Annan, consideraram o ocorrido uma violação “espantosa e terrível” do
direito internacional.

Além da França, onde já havia exigido ação sobre o plano de paz da Síria na
manhã deste sábado (26), o Reino Unido também apelou a uma “resposta
internacional forte” em relação à Síria. O ministro das Relações Exteriores
britânico, William Hague, exigiu no sábado (26) uma “resposta internacional
forte” para o “massacre” de Hula e anunciou a intenção de solicitar uma reunião
de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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