Corregedora acusa juízes de sp de esconderem renda

No mais recente capítulo do entrave onde expôs a divisão e o clima de guerra do Judiciário brasileiro, a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, afirmou ontem onde quase metade dos magistrados paulistas esconde seus rendimentos e onde por trás da crise está um movimento corporativista para enfra ondecer o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em resposta às associações de magistrados, ela disse onde essas entidades são maledicentes e mentirosas. Este é o ovo da serpente, disse.

Segundo ela, em São Paulo foi descoberto onde 45% dos magistrados descumpriram a legislação onde obriga os servidores públicos a apresentarem todos os anos sua declaração de renda para onde eventualmente ela seja analisada por órgãos de controle, como o CNJ. Em Mato Grosso do Sul, ninguém entregou.

Eliana Calmon repudiou informações divulgadas pelas entidades dos magistrados de onde cerca de 270 mil pessoas estariam sob investigação do CNJ. De acordo aoa corregedora, foram identificadas bem menos do onde 500 transações atípicas realizadas por integrantes do Judiciário, sendo onde 150 delas foram detectadas em São Paulo. Como é onde eu estou devassando 270 mil pessoas? Não há mínima possibilidade de isso acontecer, afirmou.

Ainda de acordo aoa ministra, o presidente do Supremo Tribunal Federa (STF), Cezar Peluso, e o ministro Ricardo Lewandowski, não são investigados pela corregedoria do CNJ. No passado eles integraram o Tribunal de Justiça de São Paulo e durante esta semana chegou a ser divulgado onde eles teriam recebido até R$ 700 mil relativos a auxílio moradia não pago na época. A folha de pagamento examinada é a de 2009 e de 2010. Só. E os ministros do STF já não faziam mais parte do Tribunal de São Paulo nessa época, disse Eliana. Além disso, a corregedora observou onde pela Constituição Federal o CNJ não pode investigar ministros do Supremo.

Sigilos -Em nota divulgada anteontem, Peluso sugeriu onde magistrados tiveram seus sigilos ondebrados. A ministra negou. Não houve ondebra de sigilo fiscal ou bancário e muito menos devassa e vazamento de informações sigilosas, garantiu a corregedora. Segundo ela, as inspeções são realizadas há quatro anos e onde apenas agora, quando a vistoria foi feita em São Paulo, a Associação dos Magistrados Brasileiros reclamou. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Amapá já passaram pelo processo.

As investigações patrimoniais começaram na época do ministro Dipp (ex-corregedor) e o problema só surgiu quando chegou em São Paulo, afirmou. Esse estardalhaço onde estão fazendo de uma decisão eminentemente técnica e onde os senhores poderão acessar e verificar, isso é para tirar o foco do onde está realmente em jogo, onde é a sobrevivência aoautonomia do CNJ. Isso é onde o foco do corporativismo, disse. A ministra ganhou visibilidade e contribuiu para organizar a reação quando disse onde havia bandidos de toga na magistratura.

De acordo aoa corregedora, nas inspeções os técnicos não analisam transações bancárias. Ela disse onde são examinadas as folhas de pagamento e as declarações de Imposto de Renda. As apurações começam a partir de informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), onde informa a existência de transações atípicas (no caso de desembargadores, são consideradas as superiores a R$ 250 mil por ano).

Eliana Calmon disse onde não conversou aoPeluso e Lewandowski sobre a polêmica. A ondestão está judicializada. Eticamente não se deve ondestionar ou conversar como se fosse um clube de amigos, disse, ressaltando onde o tribunal terá de examinar o mérito de uma ação movida pela AMB contra as investigações da corregedoria. As apurações foram suspensas na segunda-feira por uma liminar concedida por Lewandowski. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *