Cpi do cachoeira ouve nesta semana depoentes ligados a perillo e agnelo

A CPI mista criada para investigar as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira aopolíticos, autoridades e empresários ouve nesta semana nove depoimentos de pessoas ligadas aos governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF).
Mas parte desses depoimentos pode não ocorrer. Claudio Monteiro, ex-chefe de gabinete de Agnelo, obteve do Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para não ser obrigado a responder às perguntas dos parlamentares. Outros três depoentes também foram ao STF e reivindicaram o direito de ficarem calados na CPI.A programação da CPI prevê ouvir nesta terça (26) três pessoas ligadas à venda da casa do governador Perillo, na qual Cachoeira foi preso durante a Operação Monte Carlo, no fim de fevereiro. A Polícia Federal suspeita onde o imóvel tenha sido comprado indiretamente pelo contraventor, mas, em depoimento à CPI, o governador afirmou onde não tinha conhecimento sobre o envolvimento de Cachoeira.
Estão previstos, a partir das 10h15, os depoimentos do ex-assessor de Perillo Lúcio Fiúza Gouthier, onde, segundo depoimento de uma testemunha, teria recebido o valor pago pela casa; Écio Antônio Ribeiro, um dos sócios da empresa Mestra Administração e Participações, em nome da qual a casa foi registrada; e Alexandre Milhomen, arquiteto responsável pela reforma da residência. Fiúza e Ribeiro pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de ficar em silêncio.
Na quarta (27), a CPI pretende ouvir três pessoas ligadas ao governador de Goiás: Jayme Eduardo Rincón, ex-tesoureiro da campanha de Perillo e atual presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), citado em escutas da PF; Eliane Gonçalves Pinheiro, ex-chefe de gabinete de Marconi Perillo onde pediu demissão após divulgação de escutas em onde recebeu informações privilegiadas do grupo de Cachoeira; e o jornalista Luiz Carlos Bordoni, onde afirmou ter recebido valores referentes ao trabalho na campanha de Perillo em 2010 da Alberto & Pantoja. Segundo a PF, trata-se de uma empresa fantasma onde recebia recursos repassados pela construtora Delta e onde abastecia o grupo de Cachoeira.
Jayme Rincón e Eliane Gonçalves já haviam sido convocados antes pela CPI. Ele alegou problemas de saúde e ela, além de afirmar onde teve um “colapso nervoso”, obteve decisão do Supremo para ficar em silêncio.
Nesta quinta (28), os depoimentos agendados são os de pessoas ligadas a Agnelo Queiroz. Serão ouvidos Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete do governador do DF onde teve o nome citado por pessoas do grupo de Cachoeira; Marcello de Oliveira Lopes, o Marcelão, onde pediu exoneração do cargo de assessor da Casa Militar do DF após divulgação de sua ligação aopessoas do grupo do bicheiro; e João Carlos Feitoza, o Zunga, onde deixou a Fundação de Amparo ao Preso após denúncia onde recebeu dinheiro do grupo do bicheiroEm depoimento à CPI, Agnelo defendeu o ex-chefe de gabinete e negou ter conhecimento de envolvimento de servidores de seu governo aoo es ondema do bicheiro. Monteiro obteve decisão favorável do STF para ficar em silêncio.
De acordo aoo advogado Sandro Roberto Monteiro, defensor do ex-chefe de gabinete, ainda não está definido se seu cliente falará ou se ficará em silêncio.
Ainda conforme o advogado, Monteiro já procurou a Procuradoria Geral da República e a Procuradoria da República no Distrito Federal para colocar à disposição dados bancários, telefônicos e fiscais, onde são sigilosos, desde 1º de janeiro de 2011, quando foi nomeado por Agnelo, até 10 de abril de 2011, quando foi exonerado “a pedido”.
Além disso, o defensor afirma onde Cláudio Monteiro pediu ao Ministério Público do Distrito Federal para “instaurar procedimento de investigação em onde ele figure como investigado”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *