Crimes e obsessão parte final

 Respeitamos toda opinião, mas o Espiritismo pensa diferente, ou seja, não seriam apenas “coisas imaginárias” que seriam vistas. A droga é um veículo fortíssimo para conectar a mente do obssessor com a do obsediado, fazendo com que essa ação vampiresca se realize, até porque ele está na mesma sintonia e se compraz com seu obsessor. Ainda em Tormentos da Obsessão, Manoel Philomeno de Miranda descreve um caso semelhante ao do estudante paulista: “sabia que a morte não representava o fim da vida, porquanto, nos delírios alcoólicos, conseguia detectar os inimigos que o afligiam e o levavam a recordar-se dos atos ignóbeis que lhe haviam sofrido. Juravam jamais perdoar, mas vingar-se sem piedade até que, rastejante, experimentasse o máximo de padecimentos que lhe imporiam”.

         Também em Tormentos da Obsessão, temos um caso que se aproxima da forma pela qual Wedson matou os avós de sua esposa. Segundo o livro, os obsessores planejavam a vingança há algum tempo e, no momento exato, aproveitando que seu antigo desafeto estava alcoolizado em uma mesa de bar, induziram o homem a pegar uma faca durante uma discussão e cravar diversas facadas em seu antagonista, mesmo depois de tê-lo abatido e matado. Neste caso, os agressores vampirescos foram mais longe e provocaram a ira das pessoas que estavam naquele lugar, induzindo-as ao linchamento daquele alcoólatra homicida que ali se encontrava.


         Esses são alguns exemplos das atrocidades que acontecem à nossa frente e que não podemos enxergar a co-autoria maléfica no Mundo Espiritual. No Mundo Material, o encarnado é julgado e condenado, tendo sua parcela de culpa por se deixar envolver, utilizando o seu livre arbítrio de maneira equivocada. Já no Mundo Espiritual, a justiça que condenará o obsessor é a divina, ou melhor, no momento exato, sua própria consciência terá a incumbência de fazê-lo enxergar e se autocondenar pelos abusos praticados, respondendo futuramente pelos atos indevidos. 


          No Mundo Material, temos a influência constante de encarnados e desencarnados, pois nossa mente capta tudo aquilo que pensamos, é uma afinidade mental e moral. Podemos emitir desejos de maneira consciente ou inconscientemente, por isso, o estado de vigília é de suma importância. A lei de causa e efeito nos dá o que plantamos, a colheita depende de nossos atos pretéritos. Devemos tomar muito cuidado, já que, no Mundo Espiritual, há uma legião de Espíritos maléficos preparando minuciosamente a destruição de seus antigos desafetos. Nossos algozes não perdoam e muitos desejam destruir a todo e qualquer custo, têm uma sede de vingança tão grande que levam muitas pessoas à loucura, à depressão e à pratica de atos inconseqüentes que, em estado de lucidez, não seriam concretizados.


         Da mesma forma, a espiritualidade Maior está a nos auxiliar. Nos momentos do sono, somos elucidados acerca dos acontecimentos e incentivados a trilhar o caminho do bem, no entanto, temos o livre arbítrio e cabe a nós a decisão final. A espiritualidade amiga não mede esforços para nos socorrer, porém, em determinados momentos, fica difícil o auxilio superior, devido à baixa sintonia em que nos encontramos, com pensamentos viciosos e maléficos.


         Quando fazemos uma simples oração, praticamos e pensamos coisas boas, ouvimos músicas e lemos livros salutares, a faixa vibratória que emitimos é direcionada para Espíritos superiores, atraindo-os para o nosso lado e colocando uma barreira magnética para os inferiores, pois o pensamento não é o mesmo. Outra atitude que pode mostrar ao nosso opressor que não somos mais aquela criatura do mal de tempos atrás é a conduta mental e moral que passamos a ter. Praticar a caridade, o auxílio ao próximo, o perdão, o amor e a fé são condutas gloriosas para nossa evolução espiritual e, ao mesmo tempo, uma prova de aprendizado, mostrando que estamos superando nossas imperfeições, aprimorando conhecimentos e colocando-os em prática, deixando para trás nossos erros do passado. Isso sensibilizará nosso obsessor, que também receberá o auxílio da espiritualidade Maior para superar as possíveis mágoas e vinganças que ainda permaneçam, conquistando uma nova oportunidade de reparação mútua em uma outra existência, oferecida pelo Mestre Jesus aos seus filhos em busca da perfeição e da evolução.

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