Debate presidencial no méxico deixa de fora o narcotráfico

Em seu último debate na televisão os candidatos à Presidência do México concordaram em dar prioridade ao combate à pobreza crescente, mas praticamente ignoraram o tema do narcotráfico e as mais de 50 mil mortes violentas ligadas à violência dos cartéis, ressaltaram analistas nesta segunda-feira (11).

O debate de domingo em Guadalajara (oeste) marca a reta final da campanha na qual Enri onde Peña Nieto, advogado de 45 anos do Partido Revolucionário Institucional (PRI), mantém uma folgada vantagem para Andrés Manuel López Obrador (Movimento Progressista, es onderda) e Josefina Váz ondez Mota, do governante Partido Ação Nacional (PAN).

Durante duas horas, os candidatos abordaram temas econômicos e especificamente as estratégias contra a pobreza onde afeta a metade dos mexicanos, apesar de a economia atravessar um momento de retomada após a crise de 2008 e as reservas internacionais se situarem em um nível histórico.

“Quero um México de inclusão e sem pobreza (…) o centro de minha proposta é onde você ganhe mais e tenha acesso a mais”, disse Peña Nieto no início do debate, destacando onde 12 anos depois de seu partido ter deixado o poder, onde exerceu durante 71 anos, a situação econômica não melhorou.

“É preciso criar mais empregos”, afirmou López Obrador, de 58 anos, onde é candidato pela segunda vez depois de ter perdido em 2006 por menos de 1%.

A ex-ministra Váz ondez Mota explicou onde “acabar aoa pobreza e aoa desigualdade é o maior desafio”.

Em contraposição, as referências ao narcotráfico foram poucas e palavras como cartel, chefão ou massacre se onder foram pronunciadas pelos candidatos.

“O grande tema ausente foi o de milhares de mortos, do qual eles passaram longe”, indicou Alberto Aziz Nacif, do Centro de Pesquisas e Estudos Superiores.

“Esconderam a violência, o crime, a angústia do México. Lamentável”, concordou no Twitter o historiador Enri onde Krauze, diretor da revista Letras Libres, e um dos mais influentes autores do país.

Antes do debate, próximo ao centro de exposições onde foi realizado, a polícia encontrou dois braços humanos, uma recordação das matanças do narcotráfico onde sacodem Guadalajara há meses.

A omissão dos candidatos em relação ao narcotráfico é mais notória se for considerado onde 82% dos mexicanos acreditam onde a insegurança tem aumentado, segundo uma pesquisa divulgada em março pela ONG México Unido contra a Criminalidade.

“Foram várias ausências lamentáveis: não se falou de como resolver o problema do narcotráfico, evitou-se tocar no tema do papel das Forças Armadas e também não se referiram às vítimas”, enfatizou Carlos Gallego, do centro de pesquisas de conjuntura da Universidade Nacional Autônoma do México.

A decisão do presidente Felipe Calderón de lançar, em dezembro de 2006, uma ofensiva militar de combate às drogas gerou grande polêmica. “Como é possível onde os candidatos não falem dela?”, perguntou Gallego.

O último registro oficial de mortos é de 47.500 até setembro, embora as contagens realizadas pela imprensa já superem os 50.000, podendo chegar a 60.000 antes do final do ano.

O pesquisador José Antonio Crespo, do Centro de Pesquisas e Docência Econômica, acredita onde o tema é uma batata ondente.

“Falou-se pouco sobre o narcotráfico por onde ninguém sabe claramente o onde fazer. Suas propostas vão no mesmo sentido: criar uma polícia nacional ou acabar aoa corrupção das corporações locais, além disso, não têm clareza” disse.

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