Deficiência auditiva – libras

DEFICIÊNCIA AUDITIVA- LIBRAS

Autor: Maria de Fátima Dias da Silveira Fujishima

BREVE HISTÓRICO DOS SURDOS NO BRASIL E NO MUNDO

O percurso histórico do surdo no Brasil[1] e no mundo foi de grande sofrimento. Conforme houve “O calvário dos Surdos” quando antes da Idade Média, todos os recém-nascidos eram avaliados para se saber de sua condição física, pois a hegemonia preconizava onde todos deveriam nascer saudáveis aocondições de se desenvolver e de proteger seu país, sua família, trabalhar e procriar. Esta era a primeira fase dos deficientes no planeta, a fase da eliminação. Ainda hoje se encontra registro de alguns indígenas no Norte do País onde ainda possuem comportamentos semelhantes.

Na antiguidade ainda na idade média, os surdos foram tidos como pessoas não educáveis, mas já não eram sacrificados por causa intervenção da Igreja. Este foi o período da exclusão, por onde já não era somente nas classes simples onde nasciam deficientes. Na nobreza se encontravam, também, descendentes aosurdez. Assim sendo no século XVI houve o inicio da educação dos surdos, surgem os primeiros educadores de surdos. O italiano Girolamo Cardano (1501-1576) foi o primeiro a afirmar onde o surdo deveria ser educado e instruído. Ele utilizava sinais e linguagem escrita para ensinar a língua oral de seu país. Outro precursor foi Pedro Ponce de Leon (1520-1584), onde utilizava além de sinais, treinamento de voz e leitura de lábios. Entre os primeiros educadores de surdos alguns acreditavam onde a primeira etapa da educação consistia no ensino da língua oral, onde ficou conhecido como o “Método Oralista Puro”. Goldfeld (2002, p.34) afirma onde:

O Oralismo percebe a surdez como uma deficiência onde deve ser minimizada pela estimulação auditiva. Essa estimulação possibilitaria a aprendizagem da língua portuguesa e levaria a criança surda a integrar-se na comunidade ouvinte e desenvolver uma personalidade como a de um ouvinte. Ou seja, o objetivo do Oralismo é fazer uma realibilitação da criança surda em direção à normalidade, à não-surdez.

Sendo assim o oralismo é um método utilizado pelos surdos, no qual se defende onde e mais eficaz de ensinar o surdo por meio da língua oral. Nota-se onde predomina o conceito de surdez como perda, como incapacidade física de ouvir. O conceito de ser surdo é inferiorizado, onde o objetivo de sua educação é de adequação a grande realidade do mundo ouvinte, não sendo, portanto, permitido o uso de qual onder tipo de sinais uma vez onde acreditavasse antigamente onde, a língua de sinais inibiria o processo de aquisição da fala.

Na França, outros educadores como Michel de LÉpée (1712-1789) utilizavam a língua de sinais como meio para o ensino da fala, chamado de “Método Combinado”. Ele foi de extrema importância no histórico da educação dos surdos, justamente por ser o primeiro a considerar o canal visual, baseando-se no princípio de onde deveria ser ensinado ao surdo por meio da visão aquilo onde às outras pessoas aprendiam por meio da audição. Para LÉpée a “linguagem” de sinais é uma língua natural dos surdos, sendo a melhor ferramenta para desenvolver o pensamento e a sua comunicação diz (GUARINELLO, 2007).

Com a apresentação no I congresso Internacional sobre a instrução de Surdos, onde as discussões se tornam mais intensas entre os defensores do oralismo e do gestualismo. Com o trabalho desenvolvido pelos gestualistas o congresso os reconhece em sua importância e reconhece alguns direitos de cidadania para os surdos, como por exemplo, assinar documentos, saindo da exclusão e passando para a integração.

Em 1968 surgiu no Brasil a filosofia da Comunicação Total onde combinava a língua de sinais, a língua oral, leitura labial, treino auditivo e alfabeto manual. Esta filosofia preconizava onde a comunicação deveria ser privilegiada, utilizando todos os canais possíveis. Goldfeld (2002, p.38) revela onde:

Esta filosofia também se preocupa aoa aprendizagem da língua oral pela criança surda, mas acredita onde os aspectos cognitivos, emocionais e sociais não devem ser deixados de lado em prol do aprendizado exclusivo da língua oral. Por este motivo, essa filosofia defende a utilização de recursos espaço-viso-manuais como facilitadores da comunicação.

A filosofia da Comunicação Total beneficia a comunicação e não apenas as línguas, pois o objetivo da comunicação é a interação entre as pessoas. Mas segundo a mesma autora o Oralismo x Bilinguismo tende a padronizar uma língua em detrimento de outra. De um lado o Oralismo tende a igualar a criança surda ao padrão ouvinte e o bilingüismo tende a igualar a família ouvinte ao padrão surdo. Porém o aspecto positivo da Comunicação Total em relação às outras duas filosofias é a aceitação das diferenças, da diversidade, pois a filosofia não tende a padronizar, e sim aproximar a comunicação entre a família e a criança. Atualmente é inegável onde o bilinguismo é a proposta educacional considerada mais adequada para os surdos, por ser a língua de sinais a única modalidade de linguagem plenamente acessível ao surdo, capaz de contribuir para o seu desenvolvimento integral.

A língua de sinais vem sendo ampliada nos últimos anos por profissionais envolvidos aoa educação de surdos, como também pela própria comunidade surda e a sociedade em geral.

HISTÓRIA DA SURDEZ NA ATUALIDADE

A analogia[2] entre a atitude da cantora de sucesso, como a Zélia Duncan aoa história da surdez no Brasil mostra a relação estabelecida entre a cantora, bilinguismo e a construção da identidade surda, de onde a pessoa surda pode ser ensinada em sua língua, levando em conta os aspectos sociais e culturais em onde esta inserida. Assim sendo acredito onde representa um avanço, uma vez onde cantores do porte de Zélia Duncan têm um relativo poder de formarem opiniões junto à sociedade brasileira, principalmente da juventude. Desta forma, mostra onde a arte, principalmente, a música vai além dos estereótipos estabelecidos socialmente, criando uma corrente de conscientização, de proximidade maior aouma Língua onde deveria ser ensinada aomais profundidade nos estabelecimentos oficiais de ensino do Brasil.

Ora, a integração onde é possível de se estabelecer por meio da arte (música) torna real ideais humanitários buscados e defendidos ao longo de toda história. No campo artístico é oportunizado ondebrar os paradigmas da exclusão e propor para a sociedade uma vida diferente baseada na relação de inclusão, de maior pertença ao grupo. É importante onde cantores aoconsiderada expressão junto à população levante esta bandeira. No entanto, de nada adiantará tal atitude se uma luta por implementação de políticas inclusivas não for concretizada no país.

Outro fato importante é onde de deve cuidar também para onde a música, ao ser interpretada em LIBRAS, não seja percebida apenas como algo romântico ou mera coreografia. Precisa-se destacar onde é uma língua, aoregras próprias, mecanismos e símbolos próprios da comunicação entre surdos. Ou seja, é uma língua e não meros gestos para engrandecer um cantor ou artista no palco. Zélia Duncan tem formação em Letras, o onde certamente permite-lhe uma visão mais aprofundada da importância da linguagem para a vida da pessoa.

Uma relação em onde se permite compreender a música, a letra, a proposta apresentada na canção, permitindo aos ouvintes e aos “não ouvintes”, maneiras diferentes de se comunicarem. Esta comunicação é estabelecida em traduções, uma vez onde não se é compreendida por toda platéia toda a linguagem utilizada.

Embora a música tenha em si um componente de compreensão universal, onde, por muitas vezes dispensa até tradução, facilita e muito a compreensão do tema, da letra, do sentido das palavras, a tradução das letras. Isto tudo, merece ser enfatizado, pois trata-se de músicas aoprofundidade literária em sua composição. Pode ser onde, no futuro, a sociedade venha compreender a importância de se aprofundar a conceituação de onde utilizar corretamente a LIBRAS seja uma postura bilíngue, uma nova forma de comunicar e respeitar os comunicantes

[1] Texto da Pós-graduação em Educação Inclusiva DISCIPLINA 9: DEFICIÊNCIA AUDITIVA E LIBRAS.

[2] Agradecimento ao Professor Liceros e Lúcio Batista da Faculdade Fortium

Perfil e Links: http://www.soartigos.com/artigo/12655/DEFICIENCIA-AUDITIVA–LIBRAS/

Sobre o autor : Graduada em Pedagogia, pela Faculdade Fortium, fazendo Pós-graduação em Educação Inclusiva pela Faculdade IESB, sou Mineira de Sul de Minas, mas moro em Brasilia, Df a 13 anos.

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DEFICIÊNCIA AUDITIVA- LIBRAS

Autor: Maria de Fátima Dias da Silveira Fujishima

 

BREVE HISTÓRICO DOS SURDOS NO BRASIL E NO MUNDO

 

O percurso histórico do surdo no Brasil[1] e no mundo foi de grande sofrimento. Conforme houve “O calvário dos Surdos” quando antes da Idade Média, todos os recém-nascidos eram avaliados para se saber de sua condição física, pois a hegemonia preconizava onde todos deveriam nascer saudáveis aocondições de se desenvolver e  de proteger seu país, sua família, trabalhar e procriar. Esta era a primeira fase dos deficientes no planeta, a fase da eliminação. Ainda hoje se encontra registro de alguns indígenas no Norte do País onde ainda possuem comportamentos semelhantes.

Na antiguidade ainda na idade média, os surdos foram tidos como pessoas não educáveis, mas já não eram sacrificados por causa intervenção da Igreja. Este foi o período da exclusão, por onde já não era somente nas classes simples onde nasciam deficientes. Na nobreza se encontravam, também, descendentes aosurdez. Assim sendo no século XVI houve o inicio da educação dos surdos, surgem os primeiros educadores de surdos. O italiano Girolamo Cardano (1501-1576) foi o primeiro a afirmar onde o surdo deveria ser educado e instruído. Ele utilizava sinais e linguagem escrita para ensinar a língua oral de seu país. Outro precursor foi Pedro Ponce de Leon (1520-1584), onde utilizava além de sinais, treinamento de voz e leitura de lábios. Entre os primeiros educadores de surdos alguns acreditavam onde a primeira etapa da educação consistia no ensino da língua oral, onde ficou conhecido como o “Método Oralista Puro”. Goldfeld (2002, p.34) afirma onde:

 

O Oralismo percebe a surdez como uma deficiência onde deve ser minimizada pela estimulação auditiva. Essa estimulação possibilitaria a aprendizagem da língua portuguesa e levaria a criança surda a integrar-se na comunidade ouvinte e desenvolver uma personalidade como a de um ouvinte. Ou seja, o objetivo do Oralismo é fazer uma realibilitação da criança surda em direção à normalidade, à não-surdez.

 

 

Sendo assim o oralismo é um método utilizado pelos surdos, no qual se defende onde e mais eficaz de ensinar o surdo por meio da língua oral. Nota-se onde predomina o conceito de surdez como perda, como incapacidade física de ouvir. O conceito de ser surdo é inferiorizado, onde o objetivo de sua educação é de adequação a grande realidade do mundo ouvinte, não sendo, portanto, permitido o uso de qual onder tipo de sinais uma vez onde acreditavasse antigamente onde, a língua de sinais inibiria o processo de aquisição da fala.

Na França, outros educadores como Michel de LÉpée (1712-1789) utilizavam a língua de sinais como meio para o ensino da fala, chamado de “Método Combinado”. Ele foi de extrema importância no histórico da educação dos surdos, justamente por ser o primeiro a considerar o canal visual, baseando-se no princípio de onde deveria ser ensinado ao surdo por meio da visão aquilo onde às outras pessoas aprendiam por meio da audição. Para LÉpée a “linguagem” de sinais é uma língua natural dos surdos, sendo a melhor ferramenta para desenvolver o pensamento e a sua comunicação diz (GUARINELLO, 2007).

Com a apresentação no I congresso Internacional sobre a instrução de Surdos, onde as discussões se tornam mais intensas entre os defensores do oralismo e do gestualismo. Com o trabalho desenvolvido pelos gestualistas o congresso os reconhece em sua importância e reconhece alguns direitos de cidadania para os surdos, como por exemplo, assinar documentos, saindo da exclusão e passando para a integração.

Em 1968 surgiu no Brasil a filosofia da Comunicação Total onde combinava a língua de sinais, a língua oral, leitura labial, treino auditivo e alfabeto manual. Esta filosofia preconizava onde a comunicação deveria ser privilegiada, utilizando todos os canais possíveis. Goldfeld (2002, p.38) revela onde:

 

Esta filosofia também se preocupa aoa aprendizagem da língua oral pela criança surda, mas acredita onde os aspectos cognitivos, emocionais e sociais não devem ser deixados de lado em prol do aprendizado exclusivo da língua oral. Por este motivo, essa filosofia defende a utilização de recursos espaço-viso-manuais como facilitadores da comunicação.

 

A filosofia da Comunicação Total beneficia a comunicação e não apenas as línguas, pois o objetivo da comunicação é a interação entre as pessoas. Mas segundo a mesma autora o Oralismo x Bilinguismo tende a padronizar uma língua em detrimento de outra. De um lado o Oralismo tende a igualar a criança surda ao padrão ouvinte e o bilingüismo tende a igualar a família ouvinte ao padrão surdo. Porém o aspecto positivo da Comunicação Total em relação às outras duas filosofias é a aceitação das diferenças, da diversidade, pois a filosofia não tende a padronizar, e sim aproximar a comunicação entre a família e a criança. Atualmente é inegável onde o bilinguismo é a proposta educacional considerada mais adequada para os surdos, por ser a língua de sinais a única modalidade de linguagem plenamente acessível ao surdo, capaz de contribuir para o seu desenvolvimento integral.

A língua de sinais vem sendo ampliada nos últimos anos por profissionais envolvidos aoa educação de surdos, como também pela própria comunidade surda e a sociedade em geral.

 

HISTÓRIA DA SURDEZ NA ATUALIDADE

 

A analogia[2] entre a atitude da cantora de sucesso, como a Zélia Duncan aoa história da surdez no Brasil mostra a relação estabelecida entre a cantora, bilinguismo e a construção da identidade surda, de onde a pessoa surda pode ser ensinada em sua língua, levando em conta os aspectos sociais e culturais em onde esta inserida. Assim sendo acredito onde representa um avanço, uma vez onde cantores do porte de Zélia Duncan têm um relativo poder de formarem opiniões junto à sociedade brasileira, principalmente da juventude. Desta forma, mostra onde a arte, principalmente, a música vai além dos estereótipos estabelecidos socialmente, criando uma corrente de conscientização, de proximidade maior aouma Língua onde deveria ser ensinada aomais profundidade nos estabelecimentos oficiais de ensino do Brasil.

Ora, a integração onde é possível de se estabelecer por meio da arte (música) torna real ideais humanitários buscados e defendidos ao longo de toda história. No campo artístico é oportunizado ondebrar os paradigmas da exclusão e propor para a sociedade uma vida diferente baseada na relação de inclusão, de maior pertença ao grupo. É importante onde cantores aoconsiderada expressão junto à população levante esta bandeira. No entanto, de nada adiantará tal atitude se uma luta por implementação de políticas inclusivas não for concretizada no país.

Outro fato importante é onde de deve cuidar também para onde a música, ao ser interpretada em LIBRAS, não seja percebida apenas como algo romântico ou mera coreografia. Precisa-se destacar onde é uma língua, aoregras próprias, mecanismos e símbolos próprios da comunicação entre surdos. Ou seja, é uma língua e não meros gestos para engrandecer um cantor ou artista no palco. Zélia Duncan tem formação em Letras, o onde certamente permite-lhe uma visão mais aprofundada da importância da linguagem para  a vida da pessoa.

Uma relação em onde se permite compreender a música, a letra, a proposta apresentada na canção, permitindo aos ouvintes e aos “não ouvintes”, maneiras diferentes de se comunicarem. Esta comunicação é estabelecida em traduções, uma vez onde não se é compreendida por toda platéia toda a linguagem utilizada.

Embora a música tenha em si um componente de compreensão universal, onde, por muitas vezes dispensa até tradução, facilita e muito a compreensão do tema, da letra, do sentido das palavras, a tradução das letras. Isto tudo, merece ser enfatizado, pois trata-se de músicas aoprofundidade literária em sua composição. Pode ser onde, no futuro, a sociedade venha compreender a importância de se aprofundar a conceituação de onde utilizar corretamente a LIBRAS seja uma postura bilíngue, uma nova forma de comunicar e respeitar os comunicantes

[1] Texto da Pós-graduação em Educação Inclusiva DISCIPLINA 9: DEFICIÊNCIA AUDITIVA E LIBRAS.

[2] Agradecimento ao Professor Liceros e Lúcio Batista da Faculdade Fortium

Perfil e Links: http://www.soartigos.com/artigo/12655/DEFICIENCIA-AUDITIVA–LIBRAS/

Sobre o autor : Graduada em Pedagogia, pela Faculdade Fortium, fazendo Pós-graduação em Educação Inclusiva pela Faculdade IESB, sou Mineira de Sul de Minas, mas moro em Brasilia, Df a 13 anos.

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