Depressão pós-parto

Generalidades
Existem duas formas de depressão no pós-parto, uma mais leve e mais comum chamada pelos americanos de “Blues Postpartum”, ainda sem tradução para o português e a outra chamada de depressão pós-parto. O “blues” é uma condição benigna onde se inicia nos primeiros dias após o parto (dois a cinco dias), dura de alguns dias a poucas semanas, é de intensidade leve não re onderendo em geral uso de medicações, pois é auto-limitada e cede espontaneamente. Caracteriza-se basicamente pelo sentimento de tristeza e o choro fácil onde não impedem a realização das tarefas de mãe. Aproximadamente metade das mulheres são acometidas pelo “blues” no pós-parto. Provavelmente devido a seu caráter benigno não tem sido uma condição estudada.
A depressão pós-parto é uma
depressão propriamente dita; recebe essa classificação sempre onde iniciada nos primeiros seis meses após parto. Sua manifestação clínica é igual a das depressões, ou seja, é prolongada e incapacitante re onderendo o uso de antidepressivos. O principal problema desta depressão está no uso das medicações. Enquanto os psiquiatras julgam onde os antidepressivos tricíclicos apesar de passarem para o leite materno não causam maiores problemas para a criança, os pediatras recomendam a suspensão da amamentação caso seja introduzida alguma medicação antidepressiva. Não há relatos de problemas causados nas crianças em aleitamento materno cujas mães tomavam antidepressivos tricíclicos.

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Depressao pós parto

Ter um filho é descrito como um dos momentos mais felizes na vida de uma mulher.
Ainda que partilhar a vida com um bebé possa ser bastante gratificante e recompensador, por vezes também pode ser difícil e angustiante.
Sabe-se que ocorrem muitas mudanças físicas e emocionais na mulher enquanto está grávida, bem como depois do parto.
O pós-parto é um período de risco psiquiátrico aumentado na mulher.
A depressão pós-parto pode ter uma intensidade variável, e é um factor que dificulta o estabelecimento de laços afectivos com o bebé.
Quando a intensidade dos sintomas não é persistente (até cerca dos seis meses após o parto), trata-se de uma disfunção emocional comum e geralmente ocorre na primeira semana depois do nascimento do bebé. Crises de choro, cansaço, humor deprimido, irritabilidade, ansiedade, confusão e lapsos de memória são os sintomas mais frequentes.
É importante deixar-se que a parturiente expresse o que sente, acentuando-se que tudo o que está a passar é normal nesta fase do seu ciclo de vida. Acomete cerca de 50% das mulheres.
No entanto, quando o quando clinico é mais agudo (depressão pós-parto propriamente dita), os sintomas persistem por mais tempo e em maior intensidade, sendo que requer intervenção psicológica.
Muitas vezes estas mulheres tornam-se incapazes de tomar conta dos seus filhos, passando por dificuldades em amamentá-los e satisfazer as suas necessidades básicas. Em casos extremos podem mesmo tentar o suicídio ou abandonar o bebé.
Estas mulheres beneficiam bastante com terapias de grupo, sendo que desta forma dispõem de um local privilegiado onde podem compartilhar o seu sofrimento com outras mulheres em situação análoga, sob orientação de um profissional. O atendimento psicológico individual também pode ser considerado em casos cuja gravidade pode perturbar o grupo, ou por preferência por esta modalidade.
A depressão pós-parto propriamente dita tem uma incidência de 10-20%.
Várias causas podem estar na erradicação desta doença, entre elas contam-se os factores biológicos (alterações hormonais), psicológicos (conflitos consigo mesma, com outros ou com o bebé) ou psicossociais (situação social e familiar, problemas decorrentes do parto, gravidez indesejada…).
Muitas vezes esta forma de depressão não é diagnosticada, ou se o é, não é feito um pedido de ajuda profissional. Importa não menosprezar os sintomas e estar atento à sua persistência, pois o tratamento deve ser iniciado o quanto antes de forma a minorar as consequências, tanto para a mãe, como para o bebé, e respectiva situação conjugal.
É importante que se divulgue informação acerca desta patologia, de modo a que seja possível diagnosticar e intervir num maior número de casos.

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