Derivativos e a contabilidade

TEORIA E PRÁTICAS

Centro Universitário UNI-BH

Curso de Ciências Contábeis e Tributos

Disciplina: Teoria da Contabilidade

Derivativos

&

Contabilidade

Conceitos e Práticas.

Luciane Reis

Marina Mendes

Tamara Ferreira

Viviane Paiva

Belo Horizonte

Abril de 2008

SUMÁRIO

1 – INTRODUÇÃO………………………………………………………………………………………… 02

2 – DERIVATIVOS………………………………………………………………………………………… 02

3 – BREVE HISTÓRICO……………………………………………………………………………….. 03

4 – ONDE SÃO NEGOCIADOS NO BRASIL?………………………………………………… 04

5- PRINCIPAIS PARTICIPANTES DO MERCADO DE DERIVATIVOS……………………………………………………………………………………………… 05

5.1- Hedgers…………………………………………………………………………………………………….. 05

5.2 – Especuladores………………………………………… ……………………………………………….. 06

6 – ESPECULADORES X INVESTIDORES …………………………………………………….07

7- TIPOS DE DERIVATIVOS DISPONÍVEIS NO MERCADO………………………..07

7.1- Contrato a Termo………………………………………………………………………………………..07

7.2- Mercado Futuro…………………………………………………………………………………………..09

8 – MERCADO DE OPÇÕES…………………………………………………………………………..11

8.1-Participantes do Mercado de Opções………………………………………………………………12

8.2-Garantia de Opções………………………………………………………………………………………13

8.3-Opções de Compra e Venda…………………………………………………………………………..14

8.4-Fatores que afetam os prêmios da opções……………………………………………………….14

8.5-Exemplos Ilustrativos…………………………………………………………………………………..15

9 – MERCADO DE SWAPS……………………………………………………………………………..16

10 – CONTABILIDADE E DERIVATIVOS……………………………………………………..17

10.1 Contrato a Termo………………………………………………………………………………………..19

10.2 – Contrato a Futuro……………………………………. ………………………………………………20

10.3 – Contrato de Opções ………………………………………………………………………………….21

10.4 – Contrato de Swaps……………………………………………………………………………………22

11 – CONCLUSÃO ………………………………………………………………………………………….23

12 – REFERÊNCIAS ……………………………………………………………………………………….24

RESUMO

O artigo visa retratar uma das mais recentes inovações financeiras dos últimos dois séculos, os derivativos, uma verdadeira revolução que começou a se fazer sentir em meados dos anos 80, e que desabrochou no Brasil quando terminou a hiperinflação. Irá relatar as maneiras de se negociá-los no mercado, sendo elas, Mercado Futuro, A Termos, de Opções e Swaps, assim como os principais participantes, os Hedgers, Especuladores e Arbitradores, que buscam obter um ganho financeiro nessas operações de forma a compensar uma perda em outras atividades econômicas, como desvalorização cambial e variações bruscas nas taxas de juros.

De maneira simplificada tratará também das formas de contabilização e evidenciação dos derivativos, analisando os aspetos mais importantes. O presente estudo trata-se de uma pesquisa exploratória, mediante utilização de pesquisas bibliográfica e documental.

ABSTRACT

This article aims to discuss one of the most recent financial innovations of the latest two centuries, the derivatives, a true revolution that started in middle 80s and arrived in Brazil when hyperinflation was over. It will also relate the many ways to negotiate them on the market, as Future Market, The Terms, Options and Swaps, and also the main participants, the Hedges, Speculators and Arbitrators, that look for financial gaining in these operations, in a way of compensating a loss in others economical activities, cambial devaluation and abrupt variations on interest rates.

On a simplified way, it will also talk about accounting forms and elucidation of derivatives, analyzing the most important aspects. This study is an exploratory research, made by using documental and bibliographic researchs.

Palavras- chaves

Derivativos, Mercado Financeiro, Contabilidade.

Key Words

Derivatives, Financial Markets, Accounting.

1- INTRODUÇÃO

Todos nós temos o mesmo objetivo quando investimos, ganhar dinheiro em busca da realização de objetivos da nossa vida.

Dentro do mercado financeiro existe um grande número de investimentos, abordaremos o Mercado de Derivativos que é o mercado no qual a formação de seus preços derivam dos preços do mercado à vista, ou seja, ele depende dos Mercados Tradicionais. O mercado de derivativos praticamente não existia antes de meados dos anos 90. Seu desenvolvimento se deu quando novos insights matemáticos lhe permitiram fixar o preço de instrumentos mais complexos.

Os participantes do mercado também ganhavam experiência com outras formas de derivativos associados a ações, commodities e moedas. Os bancos e outras instituições credoras, bem como investidores, buscavam novos meios de se proteger contra riscos. Investidores como os especuladores, buscam formas de assumir riscos em troca de rendimentos mais elevados, feitos nos mercados futuros, a termo, de opções de compra e venda, de swaps, ou outros mais complexos.

2-DERIVATIVOS

Uma definição simples de derivativos pode ser encontrada no conceito elaborado pelo Global Derivatives Study Group (G-30): “Derivativo é, em termos gerais, um contrato bilateral ou um acordo de troca de pagamentos cujo valor deriva do valor de um ativo ou objeto referenciado em uma taxa ou índice”.

Daí se extrai que os derivativos são, portanto, contratos futuros com substrato em outros contratos que tenham por objeto mercadorias cujo preço à vista é passível de variação. O valor do derivativo deriva (como o próprio nome diz) do valor dos preços do mercado à vista.

“Os derivativos são como a eletricidade. Utilizados adequadamente podem gerar grandes benefícios. Mas se forem mal utilizados ou compreendidos os resultados podem ser catastróficos.”

Pennsylvania Security Commission, February, 1995.

3-BREVE HISTÓRICO

Não se sabe exatamente quando os derivativos surgiram, alguns autores consideram que apareceram com a negociação de commodities básicas na China antiga; outros, na Idade Média, com a especialização do comercio; e, na Europa, com o aparecimento dos swaps, no inicio dos anos 70, em reposta a uma necessidade de proteção contra o risco de oscilação de moedas.

Segundo Carvalho (1999, p.29): “O derivativo surgiu com uma forma de proporcionar maior segurança á negociação de commodities. Os derivativos visam à proteção contra as variações das taxas de juros ou de variações das moedas.”

O principio básico de negociações a futuro, contrate agora, acerte depois, é bastante antigo, há indícios de que esse conceito foi adquirido no ano 2000 a.C.quando mercadores aceitavam bens em consignação, para permuta na Índia.

Após, na Grécia e Roma os mercadores já formalizavam os períodos e os locais específicos para a realização das trocas (permutas e escambos), as feiras se popularizaram na Europa. Até que, na Inglaterra, criaram-se locais permanentes de transações, as bolsas onde os mercadores podiam comprar e vender mercadorias primaria e bens manufaturados durante o ano inteiro.

A utilização da palavra bolsa, no sentido financeiro, provavelmente surgiu da cidade de Bruges, na Bélgica, onde se efetuavam assembléias de comerciante na casa de um senhor chamado Van Der Burse, em cuja fachada havia um escudo com três bolsas, brasão darmas do proprietário.

O primeiro surto especulativo com futuros foi vivenciado pela Holanda no século XVII, isso ocorreu devido à compra e venda de tulipas no inverno, as quais seriam entregues na primavera. A intervenção do governo se deu, gerando um problema, quando o objeto de negociação (Tulipa) passou a ser um papel negociável com data para a entrega, amedrontando as autoridades públicas locais.

Os contratos e os mercados futuros surgiram para transferir riscos ligados à produção e comercialização de bens agropastoris, criando-se as bolsas de commodities. Qualquer modalidade financeira que não fosse à vista e cuja resolução permanecesse durante certo período, era considerado como mercado futuro.

No Japão feudal no século XVII, é outro local onde que está ligado à origem do mercado de futuros. Por volta de 1730 no Oriente, os primeiros contratos para ser entregue no futuro foram os recibos de arroz. Os contratos para entrega futura viabilizavam colocar a curto, médio e longo prazo o que produzido em curto espaço de tempo.

O arroz era utilizado como facilitador de trocas, quase moeda, além de ser alimento básico da população. Boa parte da economia baseava-se nessa commoditie, que tornou o produto mais produzido, consumido e comercializado na região.

No ocidente, por volta de 1780, na Inglaterra, iniciaram-se os contratos conhecidos como” to arrive”, ou “a ser entregues”. Já não se contratavam futuros apenas de mercadorias ou produtos primários, evoluiu-se para a negociação com o ouro e metais preciosos, obrigações e títulos governamentais, moedas estrangeiras, petróleo e outros hidrocarbonetos, madeira compensada, suco de laranja, índice de empresas (como o índice da bolsa de valores de Nova Iorque e o Índice Bovespa), mais todos os bens, ativos ou indicadores que se revestem das características técnicas exigidas pelos negócios a futuro.

4 – ONDE SÃO NEGOCIADOS NO BRASIL?

Em 1910, surgiu no Distrito Federal, a primeira bolsa negociando algodão e café e, em 1914, a Bolsa de Santos.

Em 1917, surgiu a Bolsa de Commodities Agrícolas, conhecida por Bolsa de Mercadorias de São Paulo – BMSP, onde não negociava ainda contratos futuros, apenas operando a termo, principalmente boi gordo, café e algodão.

No Rio de Janeiro, em 1983, constitui-se a Bolsa Brasileira de Futuros – BBF.

Em 1986, iniciam-se operações, em São Paulo, a Bolsa Mercantil & Futuros- BM&F, conquistando rapidamente lugar de destaque entre as principais do mundo.

Em 1991, a BMSP e a BMF uniram-se, originando a Bolsa de Mercadorias & Futuros, também como sigla BM&F. Na aliança, então, aproveitaram a tradição de uma e o dinamismo da outra, objetivando a propagação de mercados futuros de ativos financeiros, agropecuários e outros.

Mais adiante, em junho de 1997, ocorreu nova fusão desta com a BBF, sediada no Rio de Janeiro, mas não houve alteração da denominação da BM&F. Este procedimento deu-se com o intuito de fortalecer o mercado nacional de commodities, consolidando a BM&F como principal centro de negociação de derivativos do MERCOSUL.

5- PRINCIPAIS PARTICIPANTES DO MERCADO DE DERIVATIVOS

5.1-Hedgers

A tradução de hedge é proteção. Os investidores e/ou administradores de carteiras buscam nas operações de hedge proteger seus investimentos contra oscilações bruscas de preço. Hedge é uma operação que tem como principal objetivo a cobertura contra o risco da variação de preços de determinado ativo no futuro. Ou seja, qualquer operação que vise à diminuição da exposição de risco da variação de preços de um ativo é considerada com uma operação de Hedge

Eles se encontram entre os produtores e/ou usuários de mercadorias, bens ou ativos financeiros. Suas operações estão no mercado físico desses bens e ele utiliza os mecanismos do mercado futuro para transferir parte destes riscos aos especuladores.

Hedging é o ato de tomar uma posição em futuros oposta à posição assumida no mercado pronto, evitando perdas financeiras numa alteração de preços adversa (produtores), ou, tomar hoje em futuros a mesma posição que, no futuro, se tomará no mercado pronto, a fim de fixar e monitorar o preço desde já (usuário).

Para se entender melhor o que é hedging, basta compreender o paralelismo dos preços físicos e dos futuros, ou seja, os preços futuros geralmente se movem na mesma direção do presente, num paralelo, e também, a convergência entre eles. Esses preços tendem dirigir-se a um ponto comum, à medida que se aproxima o dia da entrega, quando o contrato é exigível e seus termos devem ser satisfeitos.

O Hedger de venda

Conhecido também como “short hedge”, envolve posição vendida em contratos futuros. É apropriado quando o hedger possui o ativo e espera vendê-lo em algum momento futuro, ou quando o hedger ainda não tem o ativo, mas o terá em algum momento futuro.

O Hedger de compra

Envolve uma posição longa (comprada) em contratos futuros é conhecido como hedge longo (long hedge). É apropriado quando a companhia sabe que terá de comprar determinado ativo no futuro e quer travar o preço agora.

Regras de um Hedger prudente:

* Saber o porquê você está hedgiando;
* Trabalhar com profissionais que conheçam bem o hedging;
* Controlar sua conta-corrente de hedging;
* Começar devagar, com pouco investimento
* Hedgear escalonadamente;
* Levar em conta os imponderáveis;
* Para especular deve-se abrir uma conta-corrente separado;
* Não se apavorar com margens e reajustes;
* Tomar suas próprias decisões, poupando o corretor;
* Estabelecer seus objetivos.

5.2 – Especuladores

Os especuladores não têm intenção de reduzir o risco de uma operação e fazem operações de compra e venda de contratos futuro para ganhar na diferença das cotações. Os especuladores não precisam ser produtores; compram e vendem os contratos ou as opções de maneira idêntica aos investidores em papéis de empresas. Estes cumprem um papel importante ao garantir a liquidez do mercado, isto significa que, como estão sempre comprando ou vendendo, asseguram a existência de contratos com vencimento durante todo o ano.

Os especuladores são atraídos aos mercados pelos investidores ou hedgers que preferem transferir os riscos, criando com isso preços mais atraentes.

6- ESPECULADORES X INVESTIDORES

Os hedgers/investidores e os especuladores são duas versões de uma mesma atitude, enquanto o hedger/investidor especula especialmente nas relações entre preços nos mercados físicos e futuros, o especulador age nas alterações de níveis de preço num mesmo mercado.

Especuladores

Investidores

Assumem riscos altos, na expectativa de ganhos, sua principal preocupação é aumentar o capital, não a recita de dividendos.

Pode comprar e vender no mesmo dia, como especular um investimento do qual não espera lucro durante anos.

Suas principais preocupações são a regularidade da receita de dividendos, a segurança do investimento, e acumulação de capital.

Não faz hedge, transaciona com futuros de commodities a fim de lucrar através da antecipação bem sucedida do movimento de preços.

Faz hedge, ou a tomada de posição em mercado futuro oposta à posição assumida no mercado à vista, minimizando o risco de perda financeira.

7- TIPOS DE DERIVATIVOS DISPONÍVEIS NO MERCADO

7.1- Contrato a Termo

O contrato a termo é um derivativo simples. É um contrato para comprar ou vender um ativo numa data específica por um determinado preço, porém eles não são negociados em bolsa, são acordos particulares entre duas instituições financeiras ou uma instituição e um cliente, é negociado entre as mesas de operação.

Esse tipo de contrato é muito utilizado por empresas não financeiras que precisam proteger seus passivos das variações financeiras.

Exemplo de um contrato a termo de taxas de cambio

Uma empresa possui dívidas em dólares, assina um contrato com uma instituição financeira que se compromete a vender os dólares a esta empresa por uma taxa negociada entre si, e estabelecem o prazo de vencimento do contrato.

Se no vencimento do contrato, a cotação do dólar ficar abaixo da taxa especificada no contrato, a empresa paga a diferença, e se a taxa for superior ao valor contratado, o banco é que pagará a empresa a diferença.

Características:

· Contrato particular entre duas partes – Normalmente entre duas instituições financeiras ou uma instituição e um cliente.

· Não padronizado – este contrato não tem que seguir padrão, devido não ser negociados em bolsa de valores e sim no mercado balcão.

· Uma só data de vencimento – é estabelecido o prazo final de vencimento do contrato entre as partes, ou seja, sua liquidação só ocorre na data de vencimento do contrato.

· Ajustado no vencimento – o valor vai depender da sua cotação no dia do vencimento do contrato, o qual será definido se foi bom ou mau negócio.

· Liquidação só ocorre no vencimento do contrato.

Operação de hedge no Mercado a Termo

Suponhamos que uma família vá fazer uma viagem ao exterior e debite a maioria de suas despesas em cartão de crédito. Como qualquer gasto no exterior é calculado em dólar pela administradora, os valores das contas virão indexados à variação da cotação dessa moeda. Para se proteger de qualquer crise cambial, o investidor calcula em média quanto gastará em sua viagem e compra o mesmo valor em dólar ou simplesmente aplica o dinheiro num fundo cambial (atrelado ao dólar). Ao retornar da viagem, pode vender os dólares comprados e, com o equivalente em reais, pagar sua fatura. Assim, ele livra-se do risco de uma crise cambial, com desvalorização da moeda nacional, no nosso caso o Real.

7.2-Mercado Futuro

O contrato futuro tem a mesma natureza jurídica do contrato a termo ao passo que ambos são operações de compra e venda de ativos a serem liquidados no futuro, com o preço desde logo estabelecido, representado por um contrato bilateral de obrigações de dar, porém os mercados futuros, em sua grande maioria não são conduzidos até a entrega, e em geral as operações são liquidadas em dinheiro, sem entrega física do bem negociado (pagando ou recebendo), pois os investidores preferem zerar suas posições antes do período de entrega especificado.

Características

* Negociado em Bolsa de Valores;
* Padronizados – Introduzem uma padronização de preços, qualidade do produto, local e data de entrega, tamanho e volume negociado, limites de oscilações diárias, limites de posições diárias, garantindo a segurança contra grandes especulações;
* Ajustado diariamente – os preços são ajustados diariamente, podendo então o investidor liquidar seu contrato a qualquer momento.

Como funciona

Um investidor compra um contrato futuro (milho, soja etc.), a um preço previamente estipulado e tem expectativa que ao final do contrato esse preço suba se após alguns dias da compra o preço subir acima do valor pago, ele poderá realizar seu contrato, tendo então o lucro, que será a diferença entre o valor de compra e o da venda. Se o contrário acontece, ou seja, o valor de mercado se apresente inferior ao preço pago, estará tendo uma perda financeira.

Entrega do produto negociado no mercado futuro.

São poucos os contratos futuros que resultam na entrega do produto, pois em sua grande maioria são encerados antecipadamente, apesar disso, é a possibilidade de entrega final é que determina o preço futuro. Portanto existe sempre a possibilidade de entrega do produto e a mesma deve seguir alguns procedimentos que é definido pela bolsa de valores por cada contrato.

Quando um investidor decide entregar a mercadoria, o corretor emitirá um aviso de entrega para a câmara de compensação da bolsa, esta por sua vez escolhe a contraparte com posição comprada para aceitar a entrega. Vários investidores com certeza assumiram posições de compra destes produtos, mas, porém já liquidaram seus contratos, ou seja, assumiram posição de venda. A regra geral da bolsa é enviar o aviso para aquele que tiver com a posição de compra mais antiga, que é obrigada a aceitar a mercadoria, mas este ainda terá um pequeno período de tempo (meia hora) para encontrar outra parte que possa aceitar o aviso. A parte que recebe a entrega fará o pagamento imediato e ficará responsável por todos os custos de armazenagem.

Segundo John Hull:

“Os contratos a termo diferem dos futuros em vários aspectos. Eles são acordos particulares entre duas partes, enquanto os contratos futuros são negociados em bolsa. Em geral, para os contratos a termo há uma única data de entrega, em vez de um período de entrega, e sua padronização não é necessária, pelo fato de não serem negociados em bolsa. A maioria dos contratos realizados conduz à entrega do objeto de negociação ou à liquidação financeira no vencimento, sendo relativamente raro o encerramento antecipado.” (HULL, 2005:48).

Hedge no mercado futuro

Os vendedores geralmente são aqueles que têm o produto físico como, por exemplo, os produtores rurais e as suas cooperativas. Eles, como estão procurando um “seguro” contra uma eventual baixa de preços em uma data pré-determinada no futuro (data da comercialização da safra agrícola).

Os hedgers entram no mercado vendendo contratos futuros referentes a uma quantidade de produtos agropecuários e mantêm uma posição de mercado chamada (posição vendida).

Os compradores geralmente são aqueles que necessitam de um produto físico como por exemplo, os exportadores, as agroindústrias e as cooperativas agro-processadoras. Quando eles também estão procurando um “seguro” contra uma eventual alta de preços em uma data pré-determinada no futuro, (data de vencimento dos contratos de entrega e/ou exportação).

Estes, entram no mercado comprando contratos futuros referentes a uma quantidade de produtos agropecuários, isto é, mantêm uma posição de mercado chamada ( posição comprada).

Para efetuar uma operação no mercado futuro de commodities agropecuárias, tanto aquele vendedor (Hedger com posição vendida), como aquele comprador (Hedger com posição comprada), devem operacionalizar as suas intenções através de uma corretora de mercadorias que seja membro da BM&F. Estas corretoras são credenciadas a participar do pregão da Bolsa através de seus operadores de pregão, e além de executar as ordens de seus clientes acompanham também as suas contas e a sua posição junto à câmara de compensação .

8- MERCADO DE OPÇÕES

O Mercado de opções é ainda muito recente, mas já se pode considerar como uma importante alternativa dos mercados futuros. Dentro deste mercado, trabalha-se basicamente com dois tipos de contratos:

a) Opções de Compra – calls: Esse tipo de contrato concede ao titular um direito de, futuramente, adquirir um ativo por um preço já anteriormente estabelecido, o contrário de um vendedor desse tipo de contrato, onde o mesmo adquiri uma obrigação futura, tendo sempre que atender às exigências do comprador quando da entrega dos ativos negociados àquele preço.

b) Opções de Venda – puts: Dá ao comprador da opção de venda, o direito, mas não a obrigação, de vender um ativo no futuro, por um valor já preestabelecido, e o vendedor dessa opção, tem como obrigação a entrega dos ativos do contrato de opção, se exigido pelo comprador, no preço fixado.

O que irá diferenciar os dois tipos de contratos é a obrigação que o contrato de Opção de Venda, apresenta ao adquirir ou vender algo futuramente. Um contrato de opção dá ao titular o direito de exercer ou não sua opção de compra ou venda de um determinado preço futuro. Esse contrato pode ser realizado em um único momento, ou em qualquer data, em intervalos futuros. Quando se denomina uma única data para sua realização, chamaremos de opção Européia, quando podem existir vários momentos de realização, chamaremos de opção Americana.

Quando um investidor pretende proteger sua posição contra alguma desvalorização de Mercado, ele pode negociar uma garantia de venda das ações no futuro a um preço já fixado no presente, preestabelecido, e isso o torna identicamente aos contratos futuros, pois podem também ser utilizadas em alternativas de hedge.

Vale lembrar que, a grande importância desse tipo de contrato é que se registre que o exercício do mesmo, depende do comportamento do preço de mercado, pois, caso ocorra uma queda no preço da opção de venda, o investidor irá exercer seu direito, o que irá gerar um resultado positivo. O que ao contrário irá acontecer caso o preço de mercado á vista supere o valor das opções de venda, pois assim, o direito não deverá ser exercido, vencendo assim o prazo sem seu exercício.

Quando da obtenção de uma opção, paga-se um prêmio definido pelo mercado, de acordo com a oferta e procura, o que não é devolvido mesmo se o contrato de opção não for exercido, levando assim o investidor á perder esse valor, caso ele desista de exercer seu direito no contrato de opção adquirido, ficando o mesmo para o vendedor.

Esse valor que o comprador tem previsto no contrato de opção, tanto na compra ou na venda, é denominado de preço de exercício, que é estabelecido pelas Bolsas de Valores, procurando sempre adequá-lo aos comportamentos futuros esperados, tanto de valorização ou desvalorização, á vista e ao prazo do vencimento do contrato de opção.

8.1 – Participantes do Mercado de Opções

Os mercados de opções têm como participantes os hedgers, especuladores e arbitradores.

Os hedgers têm como objetivo se prevenir de riscos futuros, adotando a estratégia de comprar opções de venda ou vender opções de compra.

Os Especuladores apostam alto nos preços dos ativos, o que muitas vezes podem gerar ganhos consideravelmente altos, mas que podem acarretar perdas especulativas também, e essa atitude dos especuladores contribui para a liquidez do mercado. Ele encontra uma enorme capacidade de alavancagem nos segmentos financeiros, isso devido às características próprias dos mercados futuros e de opções. Mas, o mercado não é igual para todos os especuladores, o autor demonstra que o ganho potencial, assim como a perda potencial, é muito grande nos mercados futuros.

Comprando ou vendendo, os investidores dos mercados futuros têm a obrigação de cumprir seu contrato, tanto de compra ou de venda, a um preço já fixado anteriormente.

Já no mercado de opções, a perda do especulador é sempre menor, pois limita-se ao valor pago pela opção.

Os arbitradores possuem um objetivo bem diferente dos outros participantes, ele aproveita brechas, ou desajustes entre um mercado e outro, efetuando assim transações simultâneas e realizando lucros. Quando acham no mercado futuro uma determinada ação com preço em discrepância com o mercado à vista, dão se um jeito de fazer negócio nos dois mercados, visando aproveitar ao máximo a oportunidade oferecida de lucro. Isso tudo com muita agilidade, pois quando os preços se desajustam em dois mercados, a tendência é que voltem a se equivaler rapidamente.

8.2 – Garantias das Opções

Como vimos anteriormente, compradores de opções que não cumprem seu dever perdem o prêmio pago, não tendo nenhuma garantia do valor pago. Já os vendedores de opções, que são obrigados a exercer o direito negociado, precisam de uma garantia de cumprimento do contrato, pois podem incorrer elevados prejuízos. Essas garantias são devolvidas diariamente, de acordo com critérios definidos pelas próprias Bolsas de Valores. A garantia tem como objetivo liquidação integral do contrato de opção, caso haja alguma inadimplência. Essa garantia pode ser descartada caso o vendedor faça um depósito no valor do ativo, em custódia nas Bolsas de Valores. Esse depósito é conhecido como cobertura, onde o vendedor fica conhecido como vendedor coberto.

8.3 – Opção de Compra e Venda

O titular de uma opção de compra tem o direito de comprar de um vendedor determinada quantidade de Ativos, até uma determinada data, a um preço já estabelecido anteriormente. O investidor sempre irá acreditar que seu investimento terá uma valorização, já o vendedor imagina que o preço cairá, por isso o vende.

Uma opção de venda, ao contrário da opção de compra, atribui ao seu titular o direito de vender uma determinada quantidade de ativo do contrato ao vendedor da opção, por um preço entre eles acordado. Essa é a grande diferença entre o contrato de venda e de compra. Aqui se envolve a negociação de um direito de vender. O investidor dessa espera sempre que o valor do contrato caia a um preço inferior ao de referência, obtendo lucros com a queda desses. De outra forma, o que o titular irá perder será no máximo o valor do prêmio pago em sua aquisição.

8.4 – Fatores que afetam os prêmios das Opções

O prêmio é o valor pago pelo comprador da opção ao vendedor, independente da opção ter sido exercida ou não. O valor desse prêmio é definido pelo mercado como conseqüência do mecanismo de oferta e procura. O cálculo dos prêmios pode ser influenciado por diversos fatores como:

ü O preço de Mercado do ativo-referência do contrato de opção

ü Intervalo de tempo previsto até o momento do vencimento da opção

ü Volatilidade demonstrada pelo ativo-objeto do contrato

Quanto mais elevado for o preço atual de mercado do ativo, mais alto será o prêmio da opção. O tempo que resta até o vencimento do contrato de opção, também irá influenciar no cálculo do prêmio, pois, quanto maior for esse intervalo, mais alto será o prêmio, e ao passar esse prazo, seu valor de negociação vai diminuindo. Outro item que citamos acima que influencia no valor do prêmio é a volatilidade, oscilações de preço do ativo, quanto mais um ativo apresentar muita flutuação em seus preços, a opção exigirá um prêmio maior que aquela lastreada em ativos com comportamento estável, cujos valores sofrem pouca volatilidade.

8.5 – Exemplos Ilustrativos

* Opção de Compra

Suponha que em certa data uma ação esteja cotada no mercado a R$ 2,50 / ação. A opção de compra dessa ação pode ser adquirida por um prêmio de $ 0,25 / ação, e a unidade de negociação de mercado (lote-padrão) é definida em 50.000 ações.

1. Se a ação atingisse $ 3,00 no mês seguinte, e o prêmio da opção subisse para $ 0,40 / ação, avaliar os resultados do investido.

Solução:

O investidor poderia realizar um ganho, antes dos custos de transação, vendendo o lote de 50.000 ações por $ 150.00 (50.000 ações x $ 3,00), cujo preço de custo ficou em $ 125.000 (50.000 ações x $ 2,50)

Como o fluxo de caixa da opção é identificado nos prêmios pagos e recebidos, a venda do lote de ações envolve os seguintes resultados:

Venda: 50.000 ações x $ 0,40 = $ 20.000

Custo: 50.000 ações x $ 0,25 = $ 12.500

Ganho $ 7.500

Em verdade, o investidor aplicou no negócio somente $ 12.500, que representa o prêmio pago ao lançador (vendedor), alavancando um ganho bastante expressivo de $ 7.500. Com isso, o investidor apura a rentabilidade de 60% ($7.500/$12.500) em seu investimento em opções.

* Opção de Venda

Para ilustrar uma operação envolvendo uma operação de venda, admita uma ação cotada no mercado atual à $ 7,00. O mercado vem negociando a opção de venda por $ 7,00 / ação, com um prêmio de $ 0,70 / ação. O lote-padrão definido pela bolsa de valores é de $ 100.000 ações.

1. Avaliar o resultado do investidor na situação de o preço deste título cair para $ 6,00 / ação.

Solução:

Com a redução do preço da ação no mercado a vista, o prêmio pela opção de venda torna-se mais valorizado. Se atingir, por exemplo, $ 1,20 / ação, o lucro do investidor, antes dos custos de transação, chega a $ 50.000, ou seja:

Valor de venda do prêmio:

100.000 ações x $ 1,20 = $ 120.000

(-) Valor de compra (custo) do prêmio:

100.000 ações x $ 0,70 = $ 70.000

Ganho: $ 50.000

A alavancagem, do investidor nessa operação é bastante alta, apurando um lucro de $ 50.000 sobre uma aplicação de $ 70.000, o que equivale a uma rentabilidade de 71,4%.

9 – MERCADO DE SWAPS

O termo Swapé utilizado sem tradução no Brasil, que no inglês britânico possui o sentido de troca, e no mercado financeiro, significa troca de posições entre investidores. É um negócio jurídico celebrado entre duas partes, a fim de trocar fluxos de caixa a um período futuro, fluxos esses que podem se referir a taxas de câmbio, taxas de juros ou indexadores.

Diferentemente dos outros derivativos às operações de swap apenas podem ter como objeto de negociação as taxas referenciadas em ouro, taxas de câmbio, taxas de juros e índices de preços.

O swap mais utilizado nos meados da década de 70 foi o da taxa de câmbio, em que as partes trocavam o principal mais os juros em uma moeda pelo principal mais juro em uma moeda pelo principal mais juro em outra moeda.

Esse tipo de contrato trava o custo dos recursos pela eliminação dos riscos tanto para o principal como para os juros, sem importar qual seja a flutuação do câmbio nos mercados futuros. Na prática, ocorre quase uma conversão de ativos e passivos de uma moeda para outra moeda. A partir dessas trocas iniciais de moedas, o swap passou a se utilizado para trocas de taxas de juros e até de mercadorias, sem que haja entrega efetiva, zerando-se as diferenças de valor.

Origina da necessidade que algumas empresas possuem de trocar seus empréstimos de taxas fixas para taxas flutuantes, e vice-versa, por causa de vantagens que essas empresas possuem nesses mercados.

Ex: Uma empresa X concorda em pagar a Y fluxos de caixa indexados a juros prefixados sobre um principal por certo período; em troca, Y concorda em pagar a X uma taxa flutuante sobre o mesmo principal pelo mesmo período de tempo.

No swap, o principal não é pago, pois constitui somente um valor-base para cálculo dos juros (valor nocional), e a liquidação financeira é feita por diferença (mediante verificação de quem tem mais a pagar do que a receber).

Os swaps não são negociados nos pregões da Bolsa, são apenas registrados em seu sistema eletrônico.

10 – CONTABILIDADE E DERIVATIVOS

Atualmente um dos grandes desafios para a contabilidade, é acompanhar o desenvolvimento dos novos mercados financeiros, principalmente pelas formas alternativas que as empresas vêm utilizando para se protegerem dos riscos e também aumentar seus lucros, como as operações com derivativos.

Essas operações são cada vez mais constantes nas transações comerciais, pois já movimentam trilhões de dólares nas Bolsas mundiais, e a contabilidade por sua vez, tem que buscar formas e métodos cada vez mais eficientes, capazes de dar um tratamento uniforme aos derivativos, fazendo assim cumprir seu objetivo que é de fornecer informações úteis e com maior clareza possível aos seus diversos usuários, assim, deve evoluir constantemente para enfrentar este desafio.

Ressalta – se ainda, o crescimento desses mercados não só em valores, mas também em modalidades, o que faz com que os profissionais da área contábil se dediquem mais ainda sobre este tema.

No Brasil não existe orientação legal para a contabilização de derivativos para as empresas não financeiras, pois a Lei 6.404/76 e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), somente trata da evidenciação desses instrumentos e não de sua contabilização.

Uns dos mecanismos utilizados pelas empresas não financeiras, sobre suas negociações com derivativos, são apresentadas em forma de notas explicativas e, portanto se tornam mais difíceis de serem analisadas.

A evidenciação deve seguir alguns parâmetros, conforme determina a Instrução CVM 235 de 23 de março de 1995, como:

Ø O valor de mercado desses instrumentos financeiros,

Ø Os critérios e premissas para determinação desse valor de mercado,

Ø As políticas de atuação e controle das operações nos mercados derivativos e os riscos envolvidos.

Os principais aspectos de informações qualitativas e quantitativas a serem destacados na evidenciação das operações com derivativos que abrangem hedge na sua divulgação por notas explicativas são:

* Evidenciar a política de utilização de instrumentos financeiros derivativos, os objetivos e as estratégias de gerenciamento dos riscos, em particular as políticas de hedge.
* Critérios de avaliação, métodos aplicados na apuração de valor de mercado.
* Os valores registrados em contas de ativo, passivo e compensação separada por categorias,
* Os valores agrupados por ativo, indexador de referencia, local de negociação (bolsa ou balcão), faixa de vencimentos, valores de referencia de custo, de mercado e em risco de carteira.
* Ganhos e perdas dos períodos segregados daqueles registrados no resultado e em conta destacada de patrimônio líquido.
* Principais transações e compromissos futuros objeto de hedge de fluxo de caixa, destacando os prazos para o previsto reflexo financeiro.
* Valor e tipo de margem dada em garantia.

Porém para as instituições financeiras brasileiras, a contabilização dos derivativos é regulamentada pelo COSIF (Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional) elaborado pelo Banco Central.

Os lançamentos indicados dentro da metodologia do COSIF referentes às transações de derivativos no Brasil (contrato a termo, contrato a futuro, opções e contrato de swap) são apresentados a seguir:

10.1- Contrato a Termo

Os lançamentos iniciais referentes à contabilização das operações dos contratos a termo são realizados conforme abaixo:

Compra a termo

Pelo registro do valor do contrato, em conta patrimonial:

D – Compras a termo a receber (Ativo)

D – Despesas a apropriar de compras a termo (subtítulo de uso interno) (Passivo)

C – Obrigações por compra a termo a pagar (Passivo)

Liquidação do contrato de compra

Pela liquidação do contrato no vencimento:

D – Obrigações por compra a termo a pagar (Passivo)

C – Credores – conta liquidações pendentes (Passivo)

Ressalte-se que as receitas e despesas, bem como a apropriação são registradas em subtítulo de uso interno do próprio título ou subtítulo contábil utilizado para o registro das operações.

10.2 – Contrato a futuro

Os lançamentos realizados na contabilização das operações dos contratos a futuro, demonstrados a seguir, são semelhantes tanto para a compra quanto para venda de contratos.

Compra e venda a futuro

Pelo registro do valor do contrato, em contas de compensação:

D – Contratos de ações, ativos financeiros e mercadorias (Conta de Compensação Ativa)

C – Ações, ativos financeiros e mercadorias contratadas (Conta de Compensação Passiva)

O ajuste diário, recebidos ou pagos, de contratos a futuro

Pelo ajuste diário favorável à instituição:

D – Contratos de ações, ativos financeiros e mercadorias (Conta de Compensação Ativa)

C – Ações, ativos financeiros e mercadorias contratadas (Conta de Compensação Passiva)

D – Devedores – conta liquidações pendentes (Ativo)

C – Lucros em operações com ativos financeiros e mercadorias (Conta de Resultado Credora)

Pelo recebimento do ajuste diário:

C – Depósitos bancários (Ativo)

C – Devedores – conta liquidações pendentes (Ativo)

Liquidação de contratos a futuro

Pelo registro da liquidação, por meio da reversão de posição:

Com lucro:

D – Devedores – conta liquidações pendentes (Ativo Circulante)

C – Lucros em operações com ativos financeiros (Conta de Resultado Credora)

C – Depósitos bancários (Ativo)

C -Devedores – conta liquidações pendentes (Ativo)

Com prejuízo:

D – Prejuízos em operações com ativos financeiros e mercadorias (Conta de Compensação Ativa)

C – Credores – conta liquidações pendentes (Passivo)

D -Credores – conta liquidações pendentes (Passivo)

C – Depósitos bancários (Ativo)

10.3-Contrato de Opções

Em se tratando da contabilização das operações com opções, por serem as mais utilizadas e relevantes na realidade do mercado brasileiro, considera-se apenas as opções de compra.

Pelo registro de compra, em conta de compensação:

D – Contratos de ações, ativos financeiros e mercadorias (Conta de Compensação Ativa)

C – Ações, ativos financeiros

Pelo registro do prêmio na compra das opções:

D – Prêmios de opções a exercer – ativos financeiros e mercadorias (Ativo)

C -Credores – conta liquidações pendentes (Passivo)

Liquidação do contrato de compra e de venda

Pela baixa da posição compradora da conta de compensação:

D – Ações, ativos financeiros e mercadorias contratadas (Conta de Compensação Passiva)

C – Contratos de ações, ativos financeiros e mercadorias (Conta de Compensação Ativa)

Pelo prêmio recebido na venda de opções e apuração do resultado:

Com lucro:

D – Devedores – conta liquidações pendentes (Ativo)

C – Prêmios de opções a exercer – ativos financeiros e mercadorias (Ativo)

C – 7.1.5.80.00-9 Lucros em operações com ativos financeiros e mercadorias (Conta de Resultado Credora)

Com prejuízo:

D -Devedores – conta liquidações pendentes (Ativo)

D- Prejuízos em operações com ativos financeiros e mercadorias (Conta de Compensação Ativa)

C – Prêmios de opções a exercer – ativos financeiros e mercadorias (Ativo)

10.4 – Contratos de Swap

No que se refere ao registro contábil das operações de swap, ressalta-se que são registradas em contas de compensação, pelos valores nacionais, utilizando subtítulos.

Lançamentos de compra e venda de swap com garantia:

Pelo registro do valor inicial do contrato:

D – Contratos de ações, ativos financeiros e mercadorias (Conta de Compensação Ativa)

Swap com garantia

C – Ações, ativos financeiros e mercadorias contratadas (Conta de Compensação Passiva)

Liquidação do contrato de swap

Pela liquidação financeira no vencimento do contrato:

Com lucro:

C – Depósitos bancários (Ativo)

C – Operações de Swap – diferencial a receber (Ativo)

Com prejuízo:

D -Operações de Swap – diferencial a pagar (Passivo).

D -Bancos privados – conta depósitos (Ativo).

11 – CONCLUSÃO

As operações de derivativos surgiram, quando os agentes econômicos se encontravam em um ambiente de muitas incertezas, surgiu da necessidade de uma ferramenta financeira que atendesse a necessidade de proteção contra as variações futuras nos preços de produtos.

Foi dessa necessidade econômica que surgiu as operações de derivativos, um modelo novo, e que hoje ganhou uma função social e econômica independente e autônoma dos modelos de contratos de negócios típicos, cabendo aos operadores deste novo mercado acompanhar essa evolução e compreender tais ferramentas financeiras.

Engloba, dessa maneira também as práticas contábeis que necessitam ser padronizadas no Brasil e aperfeiçoadas para atenderem aos objetivos da contabilidade a fim de estarem preparados para as futuras inovações que invariavelmente serão criadas e impostas pela evolução da sociedade.

12 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSAF NETO, Alexandre. Mercado financeiro. São Paulo: Atlas, 1999.

ATIVA S.A. CORRETORA DE TÍTULOS, CÂMBIO E VALORES. Mercado Futuro e Hedge. São Paulo:2008. (On-line). Available (disponível): http:// www.ativatrade.com.br/apr_bmf_dolar.htm

HULL, J. C. Fundamentos dos mercados futuros e de opções. 4. ed. rev. e ampla. São Paulo: Bolsa de Mercadorias & Futuros, 2005.

HULL, J. C. Opções, futuros e outros derivativos. 3. ed. São Paulo: Bolsa de Mercadorias & Futuros, 1998

PENNSYLVANIA SECURITY COMMISSION, February, 1995. (On-line). Available (disponível): http:// www.group30.org

SANTANA, Paulo Vieira. Operações de Derivativos na perspectiva do direito Comercial. Campinas: 2005. (On-line). Available (disponível): http:// http://www.scribd.com/doc/403086/Monografia-sobre-Derivativos

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