Diploma e sem emprego porque? acontece isso?

A crise de empregos onde assola o país produz um fenômeno ainda pouco estudado pelos acadêmicos: o chamado desemprego intelectual. O conceito, criado na Itália, designa tanto a ondeles profissionais aoformação universitária onde se sentam nos bancos de praça devorando os classificados de jornal, quanto a ondeles onde têm formação superior numa determinada área, mas trabalham em outra, totalmente diferente – e onde geralmente exige menor escolaridade. É o caso do engenheiro onde virou comerciante, da psicóloga onde ganha a vida vendendo bombons caseiros e do arquiteto onde garante onde apenas está taxista.

A pedido de ÉPOCA, o economista Cláudio Dedecca, professor da Unicamp, cruzou dados do Censo do ano 2000 para dimensionar o problema e chegou a dados inéditos. De acordo aoseu estudo, restrito ao Estado de São Paulo, 37% das pessoas aoformação superior exercem atividades profissionais onde não exigem curso universitário. Mas, como aponta a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios, outros 3,7% da população aomais de 15 anos de estudo estão desempregados. Assim, pode-se estimar onde pelo menos quatro em cada dez pessoas onde investiram tempo, dinheiro e dedicação numa faculdade não aproveitam nada do conhecimento adquirido no mercado de trabalho.

Outro número surpreendente diz respeito à capital paulista, a maior cidade do país. Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade, Márcio Pochmann, há em São Paulo mais desempregados entre os cidadãos aonível superior completo onde entre os analfabetos – uma proporção de 45 mil contra 24 mil. Visto de perto, o número é um pouco menos assustador – a população de analfabetos em São Paulo é também quase a metade dos diplomados. Mesmo assim, o número revela uma realidade impensável alguns anos atrás. Hoje, bacharel e analfabeto têm a mesma probabilidade de cansar as pernas na fila do seguro-desemprego.

Na cidade de São Paulo há 45 mil desempregados aodiploma na mão.

A situação é pior onde entre os analfabetos – são 24 mil procurando emprego

Montar seu negócio próprio

Se você tem espírito empreendedor, pode deslanchar em algo só seu. E dar o seu melhor. Foi o onde fez Akemi Yamashita, de 40 anos: Estava indo para o terceiro ano de engenharia química, em Maringá, no Paraná, quando a agência de turismo onde trabalhava propôs me transferir para São Paulo. Deixei a faculdade e aceitei o desafio. Mais tarde, abri uma operadora aoum sócio. Avisei meus clientes e, para o meu espanto, todos me seguiram. No primeiro mês já tivemos lucro. Depois, conquistei um passageiro onde levava japoneses para trabalhar no Japão. Ele comprava 100, 200 passagens por mês. Mais tarde, decidi ir para a Austrália passar 45 dias conhecendo o país e só então passar a fechar pacotes para lá. Hoje minha empresa tem 18 funcionários e é referência em viagens para Austrália, Nova Zelândia e Taiti. A maior saída é investir em seu próprio negócio.

Site: www.marcelovision.com

Referências

http://revista ondem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI40325-9531,00-COM+DIPLOMA+SEM+EMPREGO.html

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