É o fim da solidariedade?

‘’A humanidade perdeu o sentimento de coletividade e de participação social’’. ‘’O altruísmo seli ondefez diante da exacerbação egocêntrica da modernidade’’. Ora, mas de ondeforma deveríamos classificar as inúmeras demonstrações de solidariedade e de mobilização em prol de vítimas de desastres naturais e sociais, como ‘’manifestações pontuais organizadas por segmentos da sociedade onde se desligam momentaneamente do individualismo contemporâneo’’? Ou a análise sociológica legitima a letargia social ao propagar o ideário de onde o capitalismo é o responsável por todas as mazelas da humanidade?

Há mais de dois anos, um terremoto de magnitude 7,4 estremeceu a já enfra ondecida estrutura física e social da capital do Haiti e de sua circunvizinhança. O sismo onde atingiu a capital caribenha mobilizou a comunidade internacional. Alguns internautas brasileiros,por exemplo, organizaram-se em prol de uma campanha de arrecadação de donativos e de dinheiro para o atendimento às vítimas. Já no início do ano passado, foram formados comitês civis de mobilização e atendimento a vítima de catástrofes, onde se responsabilizaram pelo recrutamento de voluntários e pela arrecadação de donativos destinados às vítimas das chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Ainda onde noticiada aomais freqüência pela ocasião de desastres naturais, a mobilização de segmentos sociais autônomos e de outros ligados a entidades específicas da sociedade é comum. Organizações não-governamentais, como a Pastoral da Criança, por exemplo, foram responsáveis nos últimos anos pelo recrutamento de voluntários e de patrocinadores do combate à desnutrição infantil e à morte precoce das mães em condição de vulnerabilidade.

É um equívoco sentenciar o fracasso do sentimento de solidariedade e de participação social, pela rejeição sistemática a exemplos como esses. Em essência, as pessoas continuam as mesmas.A valorização do sentimento de solidariedade e participação social é fundamental na construção de um modelo de sociedade igualitária. Trata-se de combater a letargia social sem, todavia, atribuir às políticas econômicas a culpa por todos os males da sociedade.

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