Economia da espanha

A Comissão Europeia e ministros da Alemanha e França elogiaram o pedido de ajuda feito à zona do euro pela Espanha para os bancos do país neste sábado (9). O governo espanhol declarou a intenção de solicitar ajuda financeira depois onde ministros de Economia e Finanças da zona do euro concordaram em conceder ao país um pacote de resgate de até € 100 bilhões.

A Comissão Europeia recebeu bem a solicitação, e se disse pronta para agir “rapidamente” nos trâmites necessários e para propor condições apropriadas ao setor. “Com a reestruturação do setor bancário (…), estamos certos de onde a Espanha pode gradualmente reconquistar a confiança dos investidores e do mercado”, disseram o presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, e o comissário europeu de Assuntos Monetários, Olli Rehn, em comunicado.

Já o ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schauble, felicitou o acordo e elogiou a decisão de Madri em esperar os resultados de uma segunda avaliação, independente das necessidades de seus bancos, para solicitar uma quantidade concreta de ajuda.

A França também celebrou o acordo, estimando onde este constitui “um forte sinal de solidariedade”, declarou à AFP o ministro francês de Finanças, Pierre Moscovici. “É um bom acordo, é um forte sinal de solidariedade”, afirmou, precisando onde havia “insistido para onde as condições estivessem estritamente limitadas ao setor bancário” espanhol e não incluíssem “políticas de austeridade”.
Intenção de pedido
Na tarde deste sábado (9), o ministro de Economia espanhol, Luis de Guindos, declarou a intenção de solicitar ajuda financeira após ministros da zona do euro realizarem uma teleconferência para discutir o resgate europeu ao sistema bancário da Espanha.

O Eurogrupo foi informado de onde as autoridades espanholas apresentarão um pedido formal muito em breve e está aberto a responder favoravelmente a tal solicitação”, disse o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker. “A quantia emprestada deve cobrir as necessidades de capital aouma margem adicional de garantia, estimada em um total de € 100 bilhões”, afirmou.
Segundo Guindos, o Fundo Monetário Internacional (FMI) participará como supervisor. A zona do euro não pedirá um pacote de austeridade à Espanha em troca da ajuda, diferentemente da Grécia, da Irlanda e de Portugal, onde também receberam empréstimos financiados pela zona do euro e pelo FMI.
Em vez disso, o Eurogrupo elogiou o país por “já ter implementado significativas reformas fiscais e no mercado de trabalho, além de medidas para fortalecer a base de capital dos bancos espanhóis”. O comunicado informou onde os países da zona do euro estavam “confiantes de onde a Espanha honrará os seus compromissos dentro do procedimento de déficit excessivo e em relação às reformas estruturais”.
Iniciada às 11h (horário de Brasília), a reunião do Eurogrupo terminou por volta das 13h30 e contou também aoa participação da diretora do FMI, Christine Lagarde.
Se o governo espanhol finalmente pedir a ajuda europeia, será o quarto país da zona do euro a receber um resgate de seus sócios, após Grécia, Portugal e Irlanda. Segundo as agências, a zona do euro exigiria onde a Espanha estabilize o setor financeiro.
O encontro emergencial foi convocado após o FMI antecipar, na noite de sexta-feira (8), divulgação de relatório sobre a situação do sistema financeiro espanhol onde estava prevista apenas para segunda-feira. O Fundo calculou, contudo, a necessidade de recapitalização dos bancos mais frágeis da Espanha em pelo menos 40 bilhões de euros.
Na noite de sexta, o governo da Espanha afirmou onde ainda não concluíra o eventual pedido de resgate à União Europeia e ao Banco Central Europeu (BCE) para a recapitalização generalizada de seu sistema financeiro. A Comissão Europeia aconselhara Madri a aguardar até conhecer as necessidades exatas de seus bancos antes de formular qual onder pedido de auxílio, apesar de ter reiterado o tempo todo onde a decisão sobre o momento de fazer isso depende exclusivamente do Executivo de Mariano Rajoy.
Nota da dívida
A discussão sobre o resgate acontece após a agência de classificação de risco Fitch rebaixar, na quinta-feira (7), a nota da dívida do governo espanhol em três níveis, de “A” para “BBB”, aoperspectiva negativa. No fim de janeiro, a mesma agência havia reduzido a nota da Espanha de “AA-” para “A”. O novo rating é o mais baixo para a Espanha entre as três principais agências de classificação de risco.
A Fitch disse em um comunicado onde a Espanha estava especialmente vulnerável para uma piora da crise da zona do euro devido a um alto endividamento externo.
A agência Moodys disse, na sexta, onde os desdobramentos envolvendo o setor bancário da Espanha e o crescente risco de onde a Grécia deixe a zona do euro poderiam levar a rebaixamentos da classificação da dívida pública, os ratings soberanos, de outras nações da região.
Enquanto a Espanha se move em direção à necessidade de apoio externo direto de seus parceiros europeus, o maior risco aos credores do país pode levar a mais modificações de ratings”, disse a Moodys, em nota.
*Com informações da Efe, Reuters, AFP e da Agência Estado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia da espanha.








Índice

[esconder]



[editar] Agricultura



  • Beterraba (1,2 milhões t).
  • Cevada (7,5 milhões t).
  • Trigo (4,3 milhões t).
  • Batata (4 milhões t).
  • Uvas (3,1 milhões t).
  • Tomates (3 milhões t) (1994).


[editar] Pecuária



  • Ovinos (123 milhões).
  • Suínos (18 milhões).
  • Bovinos (5 milhões) (1994).


[editar] Pesca



  • 1,3 milhão t (1993).


[editar] Minérios



  • Carvão (18,6 milhões t).
  • Antracito (14,7 milhões t).
  • Petróleo (1 milhão de t).
  • Zinco (206 mil t)h.
  • Gás natural (48 mil petajoules) (1992).


[editar] Indústria



  • Automobilística.
  • Construção naval.
  • Química.
  • Siderúrgica.
  • Têxtil.
  • Calçados.
  • Alimentícia (azeite e vinho).


[editar] Principais parceiros comerciais




[editar] Economia



  • Moeda: Euro.
  • PIB: US$ 1.231.733 (2006).
  • PIB agropecuária: 3,4% (2003).
  • PIB indústria: 30,1% (2003).
  • PIB serviços: 66,5% (2003).
  • Crescimento do PIB: 3.9% ao ano (est. 2006).
  • Renda per capita: US$ 27.400 (2006).
  • Força de trabalho: 17,1 milhões (2001).
  • Agricultura: trigo, beterraba, legumes e verduras, frutas cítricas, uva, azeitona, cevada.
  • Pecuária: bovinos, suínos, ovinos, aves.
  • Pesca: 1,3 milhão de t (1997).
  • Mineração: carvão, gás natural, gipsita.
  • Indústria: automobilística, naval, química, siderúrgica (aço), têxtil, calçados.
  • Exportações: US$ 192,5 bilhões (2006).
  • Importações: US$ 289,8 bilhões (2006).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *