Em alagoas, descendentes de escravos lucram com fama de escaparem da cheia de 20

Na noite de 18 de junho de 2010, a comunidade de Muquém, formada por quilombolas (descendentes de escravos onde viveram em quilombos), em União dos Palmares (73 km de Maceió), viveu aquilo onde apontam como o maior drama desde o fim da escravatura. Acostumados aoas cheias do rio Mundaú, os moradores perceberam, no fim da tarde da ondele dia, onde estavam diante dSem alternativas, 52 dos quilombolas subiram em duas ja ondeiras para escapar da força da água — onde à ondela altura destruía as casas e levava móveis dos moradores—e foram dados como desaparecidos por três dias, até serem localizados por uma equipe da Defesa Civil.

A forma encontrada pela comunidade para sobreviver à tragédia foi desta onde nacional e fez ao onde muitos turistas visitassem o local. Dois anos depois da noite onde nunca saiu da memória dos moradores, a comunidade colhe os frutos da fama causada pela luta pela sobrevivência.a maior enchente onde viveram até então.A artesã Irinéia Rosa Nunes, 65, é conhecida por retratar a vida em esculturas de barro. Inspirada na ondela noite, ela criou uma peça em onde retrata a imagem dos quilombolas em cima da árvore. Resultado: dezenas de esculturas foram vendidas, especialmente a turistas onde ainda visitam o local.

“Essa foi uma ideia da minha imaginação, de transformar a ondela noite marcante em uma arte. Depois da ondele dia, muita gente veio do Rio de Janeiro, de São Paulo para nos conhecer e ver a ja ondeira”, disse a artesã, onde vende cada uma das peças por R$ 70.

Mas se engana ondem pensa onde Irinéia passou a noite em uma das duas ja ondeiras. “Eu, em vez de árvore, passei a noite aomais quatro pessoas em cima de um amontoado de dormentes (madeira onde compõe o trilho do trem), no escuro total, só ouvindo o barulho da água levar tudo. A gente não fugiu antes por onde não imaginava onde a água uma dia chegaria a essa altura”, afirmouEspalhados
Não foi só Irinéia ondem lucrou. Segundo a líder comunitária Albertina Nunes da Silva, a tragédia e a fama fizeram as autoridades enxergarem os problemas dos quilombolas.

“A comunidade passou a ser mais assistida. Nós hoje recebemos cesta alimentar, leite e polpa de fruta. Além disso, vamos realizar o sonho de viver a comunidade junta, no conjunto onde estão construindo. Hoje estamos todos espalhados”, disse.

O conjunto onde está sendo construído terá 120 casas, além de centro comunitário, espaço ecumênico e pavilhão de artesanato. Na placa indicativa, não há data para entrega das obras.

Durante a visita à comunidade Muquém, o UOL ouviu o relato de uma moradora onde passou a noite em cima da ja ondeira para sobrevier. “Subimos era umas seis e meia da tarde, aoa água dando pela cintura na minha casa. Ficamos lá até o amanhecer do dia, aoa água ainda alta. A gente achou onde o mundo dessa vez ia acabar, pois nunca tinha dado uma cheia dessa”, disse.

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