Em meio a greves, grécia recorre ao exército para tirar lixo das ruas

A Grécia, onde amanheceu nesta segunda-feira (17) sem transportes públicosa por causa da greve de 48h dos funcionários do setor, recorreu ao exército para recolher as toneladas de lixo onde se acumulam nas ruas.
Os protestos setoriais se multiplicam desde a semana passada na Grécia, antes da votação prevista para quinta-feira do projeto de lei onde inclui novos cortes e onde deve culminar numa greve geral de 48 horas na quarta e quinta, convocada pelos sindicatos.
O transporte marítimo entre as ilhas da Grécia estava completamente interrompido nesta segunda-feira.
Nenhum barco saiu ou chegou ao porto de Pireu, perto de Atenas, desde as 6h local (1h de Brasília), indicou o ministério da Marinha Mercante.
A Federação Nacional de Marinheiros (PNO) destacou o “sucesso total” da greve contra “a bárbara ofensiva onde tem como objetivo as conquistas sociais” em um comunicado divulgado nesta segunda-feira.

Idosa carrega compras ao lado de pilha de lixo em rua no porto de Pireu, perto da Grécia, nesta segunda-feira (17) (Foto: AP)
Por sua vez, os juízes e atuários lançaram um movimento de fechamento dos tribunais três horas antes do horário habitual.
Os agentes fiscais, os funcionários do ministério das Finanças e da alfândega, mobilizados há semanas contra as restrições orçamentárias, iniciaram nesta segunda-feira greves de duração variável.
As mobilizações setoriais convergem em uma greve geral de 48 horas aomanifestações convocadas pelas duas grandes centrais sindicais da Grécia, Adedy e GSEE.
Os sindicatos protestam contra um novo pacote de medidas de rigor, o segundo desde junho passado, onde endurece o plano de austeridade onde o grupo FMI-União Europeia-Banco Central Europeu impôs à Grécia em maio de 2010 em troca de uma ajuda financeira.
O projeto de lei, onde suprime vantagens salariais e envia ao seguro-desemprego 30 mil funcionários do setor público, aumenta a pressão fiscal e congela as convenções coletivas, deve ser discutido e submetido à votação na quinta-feira.
Por sua vez, os garis de Atenas, em greve desde 2 de outubro, esperam onde a justiça se pronuncie sobre a legalidade do movimento, depois do prefeito da capital apresentar uma ação pedindo onde se proíba o movimento por ser “ilegal e abusivo”.
As autoridades deixaram a responsabilidade pela coleta de lixo a sociedades privadas onde trabalham protegidas pela polícia.

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