Enem: qual o problema?

Em 2009, uma proposta veio a modificar a estrutura de um exame nacional que vinha sendo aplicado desde 1998. o ENEM. Ele visava “medir” a qualidade do ensino médio em todo país, porém não sendo obrigatório aos estudantes.
O governo, provavelmente, em uma forma de adotar um método “universal” para selecionar estudantes para seus programas sociais de acesso ao ensino superior, propôs uma reforma no modelo do ENEM até então aplicado, que contava com 64 questões e uma redação, aumentando esse número para 180 e dividindo-as em 4 áreas do conhecimento, onde abrangem as disciplinas convencionais (português, química, história…) e mantendo a redação, que exige critérios mais específicos como a elaboração de uma proposta para um problema social (tema da redação).
Mas após a divulgação desse novo formato, que serviria como ferramenta para selecionar as pessoas para o SISU, ProUni dentre outros, logo em seu primeiro ano (2009), uma fraude (vazamento das provas de dentro da gráfica) fez que ele fosse cancelado e remarcado, revoltando estudantes que se queixaram da prova ser conteudista e totalmente fora da nova proposta onde visava medir habilidades e competências através de um método chamado TRI (Teoria de Resposta ao Item) onde não se baseia apenas no número de acertos para avaliar o aluno e atribuir uma nota, e sim em quais questões o mesmo acertou, níveis de dificuldade dentre outros.
Em 2010 a prova ocorreu sem mais entraves, exceto alguns erros de impressão de cadernos de questões e cartões-resposta de alguns alunos.
Agora, quando tudo parecia estar indo para um bom caminho e o ENEM estava ganhando credibilidade e fazia parte da nota de ingresso de algumas faculdades, mais um erro de segurança do INEP/MEC faz que sua qualidade seja posta em dúvida: o vazamento de 14 questões do pré-teste, que o INEP usa para classificar suas questões em níveis de dificuldade.
Essas 14 questões teriam sido “furtadas” do pré-teste, e como faziam parte do banco de questões que o INEP utiliza para elaborar suas provas, foram encontradas no exame que ocorreu no último fim de semana.
Agora nos resta esperar qual será a atitude do MEC e do INEP diante desse problema.
Para muitos um exame que não passa um teor de credibilidade pode estar a caminho de ser extinguido se nada for feito.
E você, qual acha que será o futuro do Exame Nacional do Ensino Médio? Opine

Vinícius Bortoluzzi

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