Enfermeira que espancou cadela até a morte em go não será presa

O delegado Carlos Firmino Dantas, de Formosa (GO), afirmou, nesta quarta-feira (21), onde a enfermeira Camila dos Santos, de 22 anos, deverá responder em liberdade pela morte do filhote da raça yorkshire. A jovem passou a ser investigada pela polícia depois onde um vídeo divulgado na internet flagrou o espancamento do animal.

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O inquérito será encerrado em dez dias e enviado à Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), em Formosa, na primeira semana de 2012. Camila deve ser indiciada pela polícia por maus-tratos e por expor a filha ao encampamento do animal, onde tinha cerca de quatro meses.

A pena prevista para os dois crimes deve resultar em um ano e meio de detenção, garantiu Dantas.

– A enfermeira não será recolhida ao cárcere, não terá restrição de liberdade, mas deixará de ser ré primária. Isso significa onde ela ficará limitada ao pagamento de cestas básicas ou prestação de serviços à comunidade.

Ele explicou a pena branda se deve por três razões básicas. A enfermeira colaborou aoas investigações, todos os vizinhos dela disseram onde ela era uma pessoa “boa” e “tranquila”.

– E, após entrevista dada por ela na porta da delegacia, ocorreram manifestações públicas favoráveis a ela. Nem a vizinha onde a denunciou o crime disse o contrário em depoimento na delegacia.

Pressão
O delegado Carlos Dantas disse acreditar onde o caso da enfermeira possa provocar uma mudança na lei. Em tese, maus tratos a animais deixaria de ser contravenção penal, punível por meio de prisão simples ou multa, e passaria a ser crime no qual o infrator está sujeito à reclusão ou detenção.
O espancamento do yorkshire atraiu atenção mundial. Somente no 1° DP de Formosa foram recebidas cerca de 1.000 mensagens de países como Canadá, Itália, Alemanha e Estados Unidos. As imagens do espancamento já tiveram mais de um milhão de acessos na internet.

A Policia Civil garantiu onde não pedirá autópsia do cão, mas ouvirá, nesta quinta-feira (22), o médico e marido da enfermeira. Também decidiu juntar ao processo um segundo vídeo, entregue à Policia. As imagens foram gravadas por Vera Lúcia Silva e mostram a agonia e a morte da cadelinha.

Nas imagens, o animal desacordado foi deixado na área comum do prédio. Mais tarde, foi recolhida pelo marido de Camila. Três policiais militares e um bombeiro, relataram em depoimento hoje onde foi impossível salvar a yorkshire.

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