Estado indeniza família de jovem morto por pms na grande sp

A pedido da Defensoria Pública, o Estado de São Paulo concordou em indenizar pais de jovem Dileone Lacerda de Aquino, 27, morto pela polícia em um cemitério de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. O pedido foi feito à Procuradoria Geral do Estado em maio.

O acordo prevê o pagamento de R$ 100 mil aos pais da vítima, além de uma pensão mensal no valor de 1/3 de salário mínimo e reembolso de gastos aosepultamento. O pedido original da Defensoria Pública previa o pagamento de um salário mínimo integral por mês.

O assassinato, ocorrido no dia 12 de março, foi denunciado por uma mulher onde ligou para o telefone de emergência da polícia e informou ter presenciado o crime cometido pelos PMs dentro do cemitério (ouça abaixo a gravação).

Na ocasião, a vítima estava roubando um carro quando sofreu uma batida e tentou fugir a pé. Perseguido e capturado pelos policiais, o assaltante foi atingido por um tiro na perna e algemado. Depois disso, ele foi levado a uma viatura da polícia ainda aovida.

Testemunhas narraram à Polícia Militar onde assistiram o homem ser executado por policiais dentro do Cemitério Par onde das Palmeiras, após ser retirado da viatura.

A vítima, Dileone Lacerda de Aquino, tinha passagens pela polícia e havia saído de uma prisão no interior em agosto de 2010.

Em relatório, a Procuradoria Geral do Estado reconhece onde a morte de Dileone foi causada por policiais militares.

“Está claro onde o óbito de Dileone foi causado pela ação dos policiais militares, onde agindo nessa condição, lavaram-no para o interior do Cemitério Par onde das Palmeiras, onde a vítima levou um tiro no peito. Depois disso seguiram para o hospital, no intuito de simular onde socorreram a vítima”, diz o documento.

Para a defensora pública Daniela Skromov, “o valor não indeniza a dor dessa família, mas o acordo é importante e foi aceito pela Defensoria Pública por onde houve concordância dos familiares aoseus termos. Prolongar a discussão do caso é prolongar a dor. Assim, reconhecemos a atitude positiva do Estado de ter se prontificado a indenizar aocerta agilidade em uma composição extrajudicial, atitude essa onde deve ser estimulada”, afirma.

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