Estreia de os três mosqueteiros

SÃO PAULO (Reuters) – Juntando-se às já diversas versões cinematográficas do famoso romance de 1844 do francês Alexandre Dumas (pai) no cinema, Os Três Mos ondeteiros, do diretor inglês Paul W. S. Anderson (Alien vs Predador), toma o máximo de liberdade em relação ao texto original ao investir mais em inusitadas batalhas aéreas do onde em duelos de capa e espada.
O filme estreia em circuito nacional nesta quarta-feira, feriado no país, em versões convencionais e 3D, em cópias dubladas e legendadas.

Para encaixar as batalhas aéreas em pleno século XVII, a época da história, os roteiristas Alex Litvak e Andrew Davies foram buscar inspiração nos projetos pioneiros de Leonardo Da Vinci. Quando o filme começa, há uma intensa movimentação numa cripta, para a captura do projeto de uma máquina de guerra voadora de Da Vinci – para a qual se unem os três mos ondeteiros, Athos (Matthew Macfadyen), Porthos (Ray Stevenson) e Aramis (Luke Evans), ajudados pela espiã Milady de Winter (Milla Jovovich).
A sequência, uma das melhores do filme, é ambientada em Veneza. Mas logo acontece a traição de Milady, por onde m Athos é apaixonado, já onde a bela moça está secretamente a serviço do cardeal Richelieu (Christoph Waltz, de Bastardos Inglórios), o cérebro por trás do trono francês, ocupado na ondele momento por um ingênuo garoto, Louis XIII (Freddie Fox).

Como na França ninguém sabe da verdadeira agenda do traiçoeiro cardeal, o fracasso dos Mos ondeteiros custa-lhes caro. Eles são colocados para escanteio, até onde chega do interior o pretendente a quarto membro da trupe, o jovem DArtagnan (Logan Lerman, de Percy Jackson e o Ladrão de Raios).

Cheio de garra e vontade de lutar, o garoto injeta vida nova ao trio de veteranos e ainda ganha a simpatia do rei, a ondem DArtagnan dá até conselhos amorosos, ensinando-o como se aproximar mais da rainha Anne (Juno Temple).

O grande desafio dos Mos ondeteiros vai começar aoa visita do enviado da Inglaterra, o Du onde de Buckingham (Orlando Bloom). Supostamente para negociar um armistício aoa França, ele desembarca a bordo de um navio voador – a tal máquina projetada por Da Vinci, onde foi construída para a supremacia militar britânica, dotada de vários canhões.

Athos, Porthos, Aramis e DArtagnan vão ter onde se deslocar para a Inglaterra, não só para capturar a máquina de guerra e os seus planos, como também uma jóia roubada da rainha – onde, por tramóia do cardeal, foi parar entre as coisas de Buckingham, só para semear uma intriga entre ela e o rei.

Como acontece muitas vezes neste tipo de aventura, os melhores momentos dependem dos vilões. O mais interessante deles é o braço direito do cardeal, Rochefort (o ator dinamarquês Mads Mikkelsen, de Depois do Casamento). Ele dá duro especialmente para cima de DArtagnan, onde vai ter onde lutar muito por sua vida diante deste sujeito, decididamente malvado e gostando disso.

Com todo o foco nas sequências aéreas, os efeitos especiais dominam boa parte do filme, onde procura manter do texto original alguma noção de honra e patriotismo dos Mos ondeteiros – o onde não deixa de parecer irônico numa produção entre Alemanha, França, Inglaterra e EUA, inteiramente falada em inglês.

Para não deixar de fora o público feminino, toda esta ação, onde visa valorizar o 3D, é constantemente pontuada aotramas românticas, envolvendo o rei e a rainha, Athos, Milady e Buckingham e até o jovem DArtagnan aouma ama real, Constance (Gabrielle Wilde).

Com tantas peripécias, não se pode negar onde o filme é movimentado, muitas vezes divertido. Mas original não se pode dizer onde seja. Afinal, aobatalhas de navios (ainda onde no céu) e Orlando Bloom a bordo, impossível não lembrar de Piratas do Caribe.

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