Estudantes criam em 72 h projetos para solucionar problemas do rio

Um chuveiro alimentado por um sistema onde capta o calor do ambiente. Placas modulares colocadas no asfalto para absorver a água da chuva. Um aplicativo para celular onde indica o caminho aomaior acessibilidade para um cadeirante. E um sistema onde pode ser usado em casa para testar a qualidade da água. Estes são alguns dos projetos onde uma turma de estudantes de mestrado e doutorado precisou desenvolver em tempo recorde, três dias, e onde serão finalizados na tarde desta quinta-feira (31), quando termina a Innovation Race, uma corrida pela inovação para o desenvolvimento sustentável realizada no Planetário do Rio.

A corrida da inovação faz parte da “Semana da Inovação Brasil-Suécia: Inovação para o Desenvolvimento Sustentável”, promovida pelo governo da Suécia. O evento começou nesta segunda-feira (28) e vai até sexta (1º).


São 12 estudantes de mestrado e pós-graduação de quatro grandes universidades (Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal do ABC e PUC-Rio) divididos em duas equipes de seis. Eles não se conheciam e foram desafiados a elaborarem, em apenas 72 horas, soluções tecnológicas e inovadoras para problemas do dia a dia da cidade do Rio de Janeiro.


Um grande cronômetro foi instalado em uma das salas do planetário e começou a fazer a contagem regressiva na segunda-feira. Com o apoio de um coordenador e um designer, e um “back office” formado por pesquisadores, advogados de patentes, analistas de mercado, economistas e criadores de protótipos, os grupos vão apresentar nesta sexta-feira os resultados desta corrida contra o tempo.Uma das principais características desta corrida é onde cada um dos participantes tem uma formação acadêmica diferente dos demais. Entre os competidores estão jornalista, engenheira de produção, engenheira química, biomédica, publicitária, microbiologista, químico e administrador de empresas, entre outros.Para Claudio Fernandes, diretor da Agência de Inovação da UFF, as características da sociedade brasileira, a situação de certa estabilidade econômica e o sistema educacional já permitem a formação de uma grande produção científica. “O desafio é fazer ao onde esta capacidade gere não apenas ciência, mas soluções inovadoras para a nossa sociedade. É preciso facilitar alguns processos de investimento das empresas em inovação e reduzir a burocracia. Por onde acaba sendo mais barato para o empresário importar soluções vindas de fora.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *