Estudantes não têm consciência de riscos de câncer de mama

A maioria das estudantes ao redor do mundo sabem muito pouco a respeito dos hábitos que podem influenciar o risco de câncer de mama, constatou uma pesquisa realizada pela organização britânica Cancer Research UK.

O estudo, que envolveu mais de 10 mil estudantes do sexo feminino em 23 países, descobriu que elas não estavam mais bem-informadas do que seus colegas do sexo masculino.


Menos de 5% das entrevistadas sabiam que álcool, exercícios físicos ou o excesso de peso podem influenciar o risco de câncer de mama.


Pouco mais da metade sabia que fatores genéticos podem influenciar o risco, mas a consciência do significado de fatores ligados ao estilo de vida foi muito menor.


As estudantes americanas saíram-se um pouco melhor neste ponto, mas mesmo entre elas, a ignorância era grande.


Mais de 15% das estudantes americanas apontaram a obesidade como um fator de risco. Na Grã-Bretanha foram apenas 7%.


As estudantes nos Estados Unidos também tinham mais consciência dos riscos da ingestão de álcool e da falta de exercícios do que as britânicas.


Tanto as entrevistadas nos Estados Unidos como as na Grã-Bretanha apontaram o estresse como um fator importante – apesar de sua influência ainda não ter sido completamente comprovada.


Conclusões preocupantes


A pesquisa teve como alvo estudantes universitárias porque são elas as formadoras de opinião do futuro, segundo a professora Jane Wardle, diretora da unidade de comportamento de saúde do University College, em Londres.


“Se universitárias não têm consciência dos riscos, é improvável que outras pessoas tenham”, disse ela.


“É muito preocupante que informações como estar acima do peso, ingerir muito álcool e fazer poucos exercícios físicos não foram comunicadas com eficácia para mulheres jovens em nenhum país pesquisado.”


“Os resultados do estudo sugerem que as estudantes podem estar superestimando o impacto dos fatores genéticos e certamente subestimando a importância de fatores de estilo de vida.”


“O perigo é que mulheres que não têm parentes com câncer de mama podem vir a acreditar que já que elas têm um risco genético menor elas não precisam levar em conta os riscos relacionados ao estilo de vida”, diz Wardle.

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