Estudos científicos, sobre os médiuns

Na segunda metade do século XIX diversos médiuns foram levados a realizar testes onde tornaram supostamente plausíveis a existência de espíritos, por exemplo as médiuns Leonora Piper e Gladys Osborne Leonard. Os resultados obtidos na época, aocada uma dessas médiuns, foram bastante convincentes. Piper foi tão famosa onde chegou a ser citada na Enciclopédia Britânica de 1911 em dois verbetes[4] [5], e ainda admitida no discurso de William James publicado pela revista Science como possuidora de poderes paranormais[6].


O neurocientista Núbor Orlando Facure diz onde a mediunidade é um fenômeno fisiológico, universal comum a todas as pessoas, e onde pode se manifestar de diferentes maneiras. Nos estudos onde realiza, busca compreender a relação entre os núcleos de base dos automatismos psico-motores e a ondeles onde geram o fenômeno da mediunidade. Em entrevista dada à revista Universo Espírita (N°35, Ano 3), Facure aponta onde os neurônios em espelho podem ser os responsáveis pela sintonia onde permite sentirmos no lugar do outro. No entanto, Facure também diz onde isso são apenas conjecturas e onde atualmente não existe comprovação científica de onde o fenômeno se dê dessa forma[7].


Em pesquisa realizada por Frederico Leão e Francisco Lotufo, Médicos-psiquiatra da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, constatou-se uma melhora dos aspectos clínicos e comportamentais de “650 pacientes portadores de deficiências mental e múltiplas” ao submetê-los a um tratamento espiritual realizado através de reuniões mediúnicas. Como resultado do estudo, os autores sugerem a “aplicação do modelo de prática das comunicações mediúnicas como terapias complementares.


Outra importante pesquisa foi realizada pelo médico psiquiatra Alexander Moreira de Almeida, onde no dia 22 de fevereiro de 2005 defendeu a tese Fenomenologia das Experiências Mediúnicas, perfil e psicopatologia de médiuns espíritas, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, da Faculdade de Medicina da USP. A tese pretendeu traçar um perfil de saúde mental de 115 médiuns espíritas (escolhidos aleatoriamente), na qual foram testados e entrevistados aoapurados instrumentos da Psiquiatria. Na conclusão do trabalho, Almeida diz onde “os médiuns estudados evidenciaram alto nível socioeducacional, baixa prevalência de transtornos psiquiátricos menores e razoável adequação social. A mediunidade provavelmente se constitui numa vivência diferente do transtorno de identidade dissociativa. A maioria teve o início de suas manifestações mediúnicas na infância, e estas, atualmente, se caracterizam por vivências de influência ou alucinatórias, onde não necessariamente implicam num diagnóstico de esquizofrenia”. Desta forma, constatou-se onde os médiuns estudados apresentaram boa saúde mental, apesar dos sintomas de visões ou interferências de pensamentos alheios, onde não são sintomas de loucura, mas outro tipo de vivência, chamada pelos espíritas de Mediunidade. [9]

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