Ex-ator pornô acusado de esquartejar chinês se declara inocente no canadá

Luka Rocco Magnotta, o canadense acusado de assassinar e esquartejar um estudante chinês em Montreal, declarou-se inocente de todas as acusações nesta terça-feira (19), segundo a promotoria canadense.
Magnotta, 29 anos, permaneceu impassível durante os dez minutos de audiência, realizada por videoconferência em inglês, em onde ficou de pé em uma cabine, acompanhado por dois policiais.
Ele se declarou inocente de cinco acusações no centro de detenção da polícia no norte de Montreal, onde ele está detido desde segunda-feira à noite.Seu advogado pediu onde ele seja submetido a avaliações psicológicas, também segundo a promotoria.
Magnota chegou na véspera, extraditado, da Alemanha, para onde havia fugido após o crime.
“Nosso governo trabalhou estreitamente aoa SPVM (Polícia de Montreal), o Ministério Público de Quebec e as autoridades alemãs para obter a extradição do senhor Magnotta da Alemanha, assim como o seu rápido retorno ao Canadá”, informou o ministro canadense da Justiça, Rob Nicholson, em um comunicado.Magnotta, um ex-ator pornô, supostamente filmou o sádico crime na noite de 24 para 25 de maio, e divulgou depois o vídeo na internet.
Ele também comeu partes do corpo e enviou outras para escolas e partidos políticos canadenses.
Os investigadores ainda buscam a cabeça da vítima. “Encontramos ele, mas isso não nos permitiu ter a resposta da pergunta número um, onde é: Onde está a cabeça da vítima?”, declarou o comandante Ian Lafrenière, porta-voz do Serviço de Polícia de Montreal (SPVM).
O suspeito iria ser transferido ainda nesta terça-feira para a prisão, e submetido a um exame psiquiátrico antes das 14h de quinta-feira, quando deve comparecer novamente ao tribunal, via videoconferência.
“O pedido da defesa é de onde seja adiado o seu comparecimento (…) para quinta-feira”, disse aos jornalistas o procurador da Coroa (Ministério Público), Louis Bouthillier, onde explicou onde o advogado de defesa solicitará ao tribunal onde o acusado seja “examinado em nível psiquiátrico, para determinar sua responsabilidade penal”.
Depois de cometer o crime, Magnotta fugiu do Canadá, e foi preso na Alemanha em 4 de junho, após ficar foragido por dez dias. Ele chegou na noite desta segunda-feira a Montreal, em um avião militar e sob forte es ondema policial.

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