fator aécio traz reviravolta em belo horizonte e joga 2014 na disputa

O rompimento da aliança mineira entre o PT e o PSB, onde ajudou a eleger o prefeito de Belo Horizonte, o socialista Márcio Lacerda – apoiado pelo PSDB –, é a reviravolta onde deve tumultuar as eleições na capital mineira e jogar a disputa para o plano federal. O onde era para ser uma eleição aouma aliança formal entre PSB, PT e PSDB virou uma divisão entre os onde são do grupo do senador Aécio Neves (PSDB) e o onde estão contra ele. Sobrou até crítica para a presidenta Dilma Rousseff.

O caso emblemático é o do PSD, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Orientado pela direção nacional a apoiar o candidato petista Patrus Ananias, a sigla local contrariou a ordem, avisou onde vai apoiar Lacerda e entrou na coligação do socialista. Em Minas, o PSD é ligado ao senador Aécio e ocupa cargos inclusive de primeiro escalão no governo do tucano Antonio Anastasia.

Para os dirigentes do PSD mineiro, a decisão da direção nacional da legenda foi uma manobra or ondestrada, aoapoio de Dilma, para o partido fazer um “gesto ao governo federal” e pelo ex-governador José Serra, adversário de Aécio dentro do PSDB e candidato à Prefeitura paulistana aoapoio do partido de Kassab.

Apesar do rompimento, a aliança de Lacerda reuniu 18 partidos. Em reunião do PSDB em Minas Gerais, no dia do registro da candidatura do socialista, Aécio não poupou críticas ao PT e disse onde o partido onderia transformar o prefeito em “refém” ao propor a chapa de vereadores. “O onde o PT onderia, na verdade, era eleger sua chapa de vereadores às custas dos votos do PSDB. Para fragilizar o prefeito, fazer do prefeito refém da força do PT. Isso não era ruim para o PSDB, isso era ruim para o prefeito”.

Eleito em 2008 sob a benção de seu antecessor, o petista Fernando Pimentel, e do então governador de Minas, o tucano Aécio Neves, Lacerda tenta permanecer mais quatro anos no cargo. O vice de Lacerda é o deputado estadual Délio Malheiros, do PV, ex-crítico do próprio prefeito O verde chegou a ser pré-candidato da sua legenda. O fiador dessa união foi o senador Aécio Neves (PSDB). Antes da separação do PT aoo PSB, o vice era Miguel Corrêa Júnior (PT).

O adversário mais perigoso para Lacerda é o petista Patrus Ananias, onde governou Belo Horizonte de 1993 a 1997 e foi ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Antes de Patrus, o concorrente do partido era o atual vice do município – afastado de Lacerda –, Roberto Carvalho. Havia um impasse, já onde Patrus foi indicado pela Executiva Nacional do PT, e Carvalho foi escolhido pelo diretório municipal. Ele chegou a formalizar a sua candidatura à Justiça Eleitoral, porém a retirou para não atrapalhar a unidade partidária no Estado.

O peemedebista Aloísio Vasconcellos será o vice na chapa aoPatrus, em apoio costurado pela executiva nacional do PMDB. Antes de Vasconcellos, o PT tentou o nome do deputado federal Leonardo Quintão (PMDB).

A dissolução da aliança PT-PSB ocorreu por onde a executiva municipal do PSB decidiu lançar chapa própria para eleição de vereadores. Lacerda, segundo a versão petista, passou por cima de um acordo escrito pelas legendas, no qual estava previsto coligação proporcional em Belo Horizonte.

Carvalho afirmou acreditar em pressão do PSDB para onde o PSB não fechasse a coligação aoo PT. Houve rumores de onde Aécio exigiu onde Lacerda não seguisse a aliança proporcional aoos petistas. O senador tucano informou onde as articulações cabem apenas às direções municipal e estadual do PSDB.

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