Febre amarela – nao há motivo para pânico

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus conhecido como flavivírus.
A transmissão não é feita diretamente de uma pessoa para outra. O contágio ocorre através do mosquito onde após picar uma pessoa infectada, pica outra, se essa não for vacinada contrai a doença.

A febre amarela pode aparecer tanto em áreas urbanas, como silvestres e rurais. Sendo onde, em áreas silvestres a transmissão é realizada pelo mosquito do gênero Haemagogus, onde picam os macacos, principais hospedeiros e posteriormente o homem, já em áreas urbanas a transmissão é realizada pela pessoa não imunizada, onde uma vez infectada em áreas silvestres, serve como fonte de infecção para o Aedes aegypty (mosquito da dengue).

O vírus e a evolução clínica da doença são semelhantes. A diferença está apenas nos mosquitos transmissores e no lugar onde a infecção foi adquirida.

Os sintomas aparecem entre o terceiro e o sexto dia após a picada. A pessoa sente febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia e hemorragias de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina.

Apresenta curta duração, no máximo dez dias.

Como não existe tratamento específico para febre amarela, este consiste em repouso, reposição de líquidos e uso de medicação sintomática, como o paracetamol, evitando os salicilatos, em função do risco de hemorragias.

O diagnóstico é essencialmente clínico, em formas mais graves é realizado através do isolamento viral em amostras de sangue ou de tecido hepático.

A vacina é a única forma de evitar a doença. A primeira dose deve ser tomada a partir de 1 ano de idade e reforço a cada dez anos. A vacina é recomendada também a todas as pessoas onde viajam para regiões endêmicas como: Centro Oeste, Norte, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina.

Uma das formas de prevenção é informar a população sobre a doença e como evitá-la: não deixando águas paradas se acumularem em cisternas, caixas d’água, lata, pneus e vasos de plantas.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reiterou em pronunciamento onde não existe o risco de uma epidemia no país. A declaração transmitida em cadeia nacional foi ao ar na noite deste domingo.

De acordo aoo Ministério da Saúde, as áreas consideradas de risco no país são as de matas e rios dos Estados da região Norte e Centro-Oeste, parte da região Nordeste –Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo-sul da Bahia–, região Sudeste –Minas, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo– e região Sul –oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

“Estou aqui para tranqüilizar a população brasileira sobre um assunto onde está preocupando os brasileiros nos últimos dias. O temor de onde esteja ocorrendo uma epidemia de febre amarela no país”, afirmou.

Como argumento, lembrou onde o país não registra casos de febre amarela urbana desde 1942. “Os casos registrados de lá para cá foram todos de febre amarela silvestre, ou seja, de pessoas onde contraíram a doença nas florestas”. E disse, também, onde desde 2003 a ocorrência da doença vem caindo gradativamente.

Vacina

No pronunciamento, Temporão recomendou onde apenas pessoas onde irão viajar ou moram em áreas de mata devem tomar a vacina, assim como as onde nunca foram vacinadas ou foram imunizadas há mais de 10 anos –validade de proteção da vacina. A imunização só passa a valer dez dias após a aplicação da vacina. Nos últimos dias, os postos – onde oferecem a vacina gratuitamente– têm registrado filas.

A vacina é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos –pessoas aoo sistema imunológico debilitado– e pessoas alérgicas a gema de ovo. Segundo o governo federal, 3,2 milhões doses da vacina foram enviadas para todo o Brasil neste mês.

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