Fernández e Kirchner Podem Incomodar Macri

Alberto Fernández, advogado e professor de Direito está a frente da chapa peronista Frente de Todos. A seu lado, encontra-se a, também, advogada Cristina Kirchner (presidente do país entre 2007 e 2015).

Chapa que, aliás, ganhou certa notoriedade durante as Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias, o popular Paso, em 12 de agosto.

Chapa de Fernández Apresenta, até o Momento, Vantagem

Logo que 88,8% das urnas foram apuradas, notaram-se 48,9% dos votos para a chapa da oposição. Contudo, o atual presidente Mauricio Macri segue, logo atrás, com 33,3% dos votos.

Em outras palavras, Macri detém, sob sua influência, um terço dos eleitores. Entretanto, é provável que, além de seu núcleo duro, muitos outros ainda apoiem o atual mandatário do país portenho. Dessa forma, mantendo-se fiéis a seu projeto de governo e virando o resultado a seu favor nas urnas.

Isso pois, antes que as urnas fossem apuradas, nenhuma pesquisa de intenção de votos apresentava o resultado apurado no Paso.

Explicando um pouco sobre as eleições de no país vizinho, na Argentina, para que um candidato seja vitorioso é necessário que este tenha:

  • 45% dos votos; ou

  • 40% dos votos e 10 pontos de diferença entre o segundo colocado.

Mesmo tratando-se somente de uma prévia, para validar os partidos, Fernández transmitiu aos seu pequeno grupo de apoiadores, um discurso agradecendo-os e congratulando-os. Também, o professor de Direito, em suas palavras destacou os pontos fundamentais de sua campanha.

A ex-presidenta Kirchner, por outro lado, apareceu em mensagem de vídeo gravada, da província de Santa Cruz, onde votou, não comparecendo a cerimônia do líder da chapa.

Efeito Tango

Também vale destacar que essas mudanças na Argentina tendem a influenciar, em muito, o Brasil, por conta do Efeito Tango.

O Efeito Tango leva esse nome pois a política argentina tende a conduzir os rumos de nossa política. Também pode ser chamado de efeito Orloff, por conta de uma propaganda de vodka onde um dos personagens dizia ao outro que este seria o segundo amanhã.

Isso pôde ser observado em diversos momentos de nossa história. No período militar, na redemocratização, e, mais recentemente, na ascensão de políticos neoliberais (nesse caso, seguindo uma tendência global).

Logo, o projeto de Macri, que visava a abertura da Argentina para outros mercados globais, como a União Europeia e a Ásia, bem como uma maior aproximação do Brasil (desde 2016, a 8ª maior economia do mundo), podem ser interrompidos.

Isso porque as propostas de Fernández ainda não tocaram nos assuntos de políticas externas, preocupando diversos eleitores argentinos.

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