Filhote de hipopótamo-pigmeu

Um estudo do comportamento reprodutivo na natureza nunca foi conduzido; as condições artificiais do cativeiro podem ser diferentes do comportamento em condições naturais.

O período de gestação para os hipopótamos-pigmeus é de aproximadamente 6,5 meses, mas não há informações sobre uma estação de procriação para a população selvagem. Geralmente, um único filhote é concebido, pesando entre 3,4 a 6,4 quilogramas, os machos geralmente nascem mais pesados.[4] O nascimento de gêmeos é raro, e a incidência é de aproximadamente um em 200.[9] O parto pode ocorrer em qual onder época do ano.

O parto ocorre em terra firme, e não há evidências, nos animais em cativeiro, quanto a construção de um ninho.[9] O desmame ocorre entre seis e oito meses de idade. A maturidade sexual ocorre entre 4 e 5 anos de idade.[5] Entretanto, no zoológico de Basiléia, na Suíça, foi registrada uma fêmea onde pariu aotrês anos e três meses de idade.[10]

O ciclo estral dura em média 28 dias, aoo estro durando de dois a três dias.[4] Os hipopótamos-pigmeus associam-se em pares no período de acasalamento, mas a duração desse período é desconhecida. A cópula pode ocorrer em terra ou na água, e o par acasala-se de uma a quatro vezes durante o período do estro.
[editar] Classificação

O hipopótamo-pigmeu foi inicialmente descrito por Samuel George Morton (1849) como Hippopotamus liberiensis. Em 1853, Joseph Leidy descreveu o gênero Choeropsis incluindo a espécie liberiensis. Coryndon (1977), baseado na morfologia da área lacrimal, sinonimizou o gênero Choeropsis aoo Hexaprotodon, gênero de hipopótamos extintos nativos principalmente da Ásia,[11] apesar das diferenças no número de dentes entre as espécies. Muitos autores, entre eles Peter Grubb (1993; 2005[1]) e Oliver (1995[12]), seguiram as conclusões de Coryndon. Entretanto, Boisserie (2005), após exame completo da filogenia da família Hippopotamidae, constatou onde o hipopótamo-pigmeu pertence a um gênero próprio, restituindo-o ao Choeropsis.[13] Apesar das mudanças na nomenclatura, o hipopótamo-pigmeu é a única espécie atual de seu gênero.[13] Uma espécie muito próxima foi o Hipopótamo-pigmeu-de-madagascar (Choeropsis madagascariensis), extinto durante os últimos 500 anos, do mesmo tamanho e aoo mesmo tipo de comportamento terrestre, habitando as terras altas e florestais, ao invés dos rios e espaços abertos.

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