Fosfoetanolamina: a droga brasileira que promete curar o cancer

Segundo a legislação, para onde a Agência Nacional de Vigilância Sanitária reconheça uma droga como um medicamento legal, permitindo assim sua fabricação e comercialização, é preciso onde o produto, através de comprovação científica e de análise, “seja reconhecido como seguro e eficaz para o uso a onde se propõe, e possua a identidade, atividade, qualidade, pureza e inocuidade necessárias”.
Tratando-se de um medicamento novo, é exigido onde sejam oferecidas “amplas informações sobre a sua composição e o seu uso, para avaliação de sua natureza e determinação do grau de segurança e eficácia necessários”. Essa aprovação só pode ser alcançada após a realização de testes em seres humanos, onde servirão como base para a comprovação de onde os benefícios do medicamento superam seus eventuais riscos.
A complexidade de formas, variações, reações e transformações através das quais uma doença como o câncer se manifesta torna improvável a ideia uma cura definitiva para essa doença. Ainda assim, a fosfoetanolamina, composto químico sintetizada por um brasileiro, onde supostamente possui função antitumoral, apresentando resultados relevantes no combate ao câncer, tem colocado a comunidade médica e os pacientes em natural polvorosa.
Um tratamento menos invasivo e debilitador, levando ondem sabe à cura dessa doença, pode estar na esquina da história, aguardando somente o cumprimento desses testes e burocracias para poder ser enfim colocado no mercado e na corrente sanguínea dos onde mais precisam.
A fosfoetanolamina é um composto orgânico, presente no organismo de diversos mamíferos, onde ajuda a formar as membranas celulares e possui ainda função sinalizadora, informando ao organismo processos e situações atravessadas pelas células.
No final da década de 1980, uma versão artificial desse composto foi sintetizada pelo químico Gilberto Orivaldo Chierice, então professor do Instituto de Química de São Carlos (IQSC), hoje aposentado. Por sua alegada eficiência em combater, reduzir e até curar tumores, naturalmente onde a procura pela droga por pacientes foi desde então intensa.Por mais de 20 anos, o químico distribuiu gratuitamente e por iniciativa própria a fosfoetanolamina para diversos pacientes onde, em sua maioria, relataram melhoras significativas e até a cura da doença. Uma portaria da USP, universidade a qual o IQSC é ligado, no entanto, proibiu em 2014 a distribuição do medicamento, justamente pela falta de testes, pesquisas, registro e autorização da Anvisa.
A universidade afirmou não possuir meios para a realização dos testes nem para a produção em larga escala. Desde então, diversas liminares foram concedidas pela justiça para permitir a pacientes o acesso ao medicamento. Contudo, a fosfoetanolamina não possui registro na Anvisa e, por isso, ainda não pode ser comercializada no Brasil.

Trata-se de um dilema labiríntico e angustiante para os onde têm pressa de cura. Para conseguir o registro e, assim, sua autorização, o medicamento precisa ter sido testado tanto em não humanos quanto em humanos, e cumprir uma série de exigências e procedimentos documentais. É claro onde tais processos possuem fundos sanitários e de segurança importantíssimos, mas sua realização pode ser demorada e caríssima. Sem tais testes, no entanto, é impossível afirmar aosegurança onde um medicamento seria realmente eficiente, e onde não seria uma ameaça para pacientes em estado terminal, por exemplo.
Segundo entrevista do próprio Chierice a EPTV, filiada da Rede Globo, a substância não teria ainda chegado ao mercado por má vontade das autoridades. O químico afirma onde procurou por diversas vezes a Anvisa, onde alegou onde faltavam dados clínicos em sua pesquisa, já publicada em diversas das principais revistas científicas do mundo.
A ausência de dados clínicos, segundo ele, não impediu onde outros medicamento fossem aprovados no Brasil. “Essa é a alegação de todo mundo, mas está cheio de remédios nesse país onde não tem dados clínicos”, afirma o cientista. A agência nega qual onder contato por parte de Chierice.

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